terça-feira, 1 de agosto de 2017

Acervo da Teologia

Limites para Adolescentes - Dr. John Townsend


Limites para Adolescentes 

 Concluí a minha leitura desse livro do Dr. John Townsend, que reúne pensamentos do especialista e o guia que você necessita para ajudar nossos adolescentes a se responsabilizarem por suas ações, atitudes e emoções, e a ganharem respeito de si mesmos e dos outros.

Dr. John Townsend , que também é pai de dois adolescentes, aplica princípios bíblicos para a difícil tarefa de guiar seus filhos pelos anos da adolescência. Estabeleça limites sábios e amorosos para com o seu adolescentes. Uma obra muito boa e educativa, que compartilharei alguns trechos importantes e fundamentais aqui, tanto para os pais, tanto para os filhos. Me acrescentou muito sem dúvida, e está me ajudando de forma impressionante ao lidar com a minha adolescente e família em geral. Abaixo, resumo de alguns pontos importantes do livro.

Estabeleça Limites ao Seu Adolescente 

Os pais devem ajudar os adolescentes a aprenderem limites. Sua tarefa é examinar e filtrar a loucura e estabelecer com amor limites firmes e corretos.

  De certo modo, os limites funcionam como o tronco de uma árvore. O tronco mantém as folhas os frutos e as raízes juntas. Entretanto, as árvores que hoje tem um tronco forte começaram como brotinhos tenros. Essas plantas precisaram ser amarradas numa estaca para que pudessem suportar o próprio peso. Precisavam se escorar e ser sustentadas por algum apoio externo. Depois, no devido tempo, as árvores cresceram e, por si mesmas, assumiram seu peso.

 - Os adolescentes não podem sustentar o próprio "tronco". Como a mudinha de uma árvore, eles precisam da ajuda externa. Você é a voz clara de sanidade no mundo de seu filho. Seu adolescente precisa de sua voz e de sua ajuda para aprender a estabelecer limites.

  Que metas e desejos você tem para o seu adolescente?

  - Os adolescentes ainda precisam de alguns atributos importantes dos pais, como por exemplo, entre outros:

. Graça, amor incondicional e compaixão, quando estão magoados, quando fracassaram em algo ou estão confusos e desorientados;
. Orientação em relação à, faculdade e carreira profissional;
. Sabedoria para se conduzir em meio a problemas de relacionamento;
. Ajuda nos envolvimentos românticos;
. Precisam de segurança e do aconchego de um lar amoroso, (Proteção).

 Existem pais que precisam retirar alguns privilégios de seus filhos. Seja uma força atuante no mundo de seu adolescentes. Seja atuante, amoroso, presente, confiável, firme e coerente. Você precisa viver o que está ensinando ao seu adolescentes. Pelo bem de seu adolescente, lembre-se da sua adolescência.

  Identificar-se com seu filho adolescente, também não significa que você deva aprovar todas as escolhas feitas por ele, mas sim, que você é capaz de se colocar no lugar dele mesmo quando ele é rude, egocêntrico e está sem razão.
 Quando se diz "NÃO" ao mau comportamento de alguém, na verdade se está estabelecendo um limite.

  Quando você se lembra do que fez diferença na sua vida, essas memórias podem trazer sabedoria e discernimento para que, por sua vez, você possa dar aquilo de que os adolescentes necessitam.

 "Deus fez os pais para serem as barreiras de segurança na estrada sinuosa da vida dos filhos".

 Os pais educam os filhos muito mais com as experiências vividas com eles do que com o ensino e o diálogo. Não se pode dar o que não se tem. Você só pode educar seu filho no seu nível de maturidade.

 Os adolescentes vão adquirir autocontrole e responsabilidade na medida em que seus pais tiverem limites saudáveis. Ponha em prática o que você prega.

  Quando você caminha junto com seu adolescente no mundo inquietante e incômodo da sexualidade, está sendo o pastor e guardião corajoso de seu filho como Deus planejou. Oriente seu filho a compreender e viver a sexualidade como é o plano de Deus para o homem, uma sexualidade saudável, amorosa e praticada com autocontrole.

  "O adolescente precisa de amor, domínio próprio, valores, moderação e senso de responsabilidade para a vida. Entretanto, ele não alcança esses sentimentos sem o trabalho firme de seus pais".

   Ajude-o a amadurecer no caráter, não só na idade. Concentre-se no interior e na maturidade dele, ajudando-o a crescer.

  A Influência da Cultura 

O que vem à sua mente quando ouve a palavra "cultura"? Arte, museus? Concertos sinfônicos? Balé, teatro, literatura? Tudo isso representa experiências maravilhosas e enriquecedoras. No entanto, o que vem à sua mente quando ouve a expressão "adolescentes e cultura"? Provavelmente, não é nada do que havia na sua primeira lista, é? Em geral, muitos pais pensam em drogas e álcool, violência, gravidez não planejada e aborto, e uma multidão de outros pesadelos. Gastam energia preocupando-se em proteger seus filhos das influências da cultura atual. Alguns pais se sentem desamparados, achando que não podem fazer nada em relação à cultura popular.

  Saiba de uma coisa: seu filho adolescente vai ter contato com a cultura dele, agora ou depois. Será muito melhor para ele se você o capacitar para lidar em segurança com as influências culturais enquanto ele ainda está com você do que depois, quando ele estiver por conta dele mesmo. Você pode ajudar seu filho a ser uma pessoa que um dia terá efeito positivo sobre a cultura. Para fazer isso, entretanto, você precisa saber o que a cultura significa para o seu filho.

  Definida de forma sucinta, cultura é um conjunto de comportamentos e atitudes manifestado por uma sociedade. Os meios de comunicação de massa, a indústria do entretenimento e a publicidade não só refletem a cultura, mas também a influência com as mensagens poderosas, e quase sempre negativas, que transmitem. A televisão, o rádio, os vídeo games e a internet dão aos adolescentes livre acesso sem nenhuma cerimônia a mensagens que tratam de sexo fortuito, uso de drogas, comportamento agressivo, desonestidade e coisas muito piores.

  Sem sombra de dúvida, a cultura pode ser perigosa para o seu adolescente. Ele está sendo bombardeado com informações, imagens e mensagens feitas sob medida para o grupo etário, a maturidade e a mentalidade dele. O adolescente precisa que você o ajude a navegar através de todas essas mensagens que vêm na direção dele.

  Não entre em pânico. Muitos jovens estão, exatamente agora, atravessando muito bem essas águas culturais e se transformando nos adultos que deviam ser. É nesse momento que você deve agir de maneira sábia e deliberada para poder ajudar seu adolescente a observar às influências culturais do ponto de vista adequado, para que elas sejam uma fonte excelente de crescimento e criatividade.

   Veja a seguir algumas dicas para fazer isso.

  Informe-se

     Participe e saiba que mensagens o seu adolescente está recebendo. Preste atenção a artigos de notícias sérios sobre as tendências culturais de hoje. Pergunte ao pastor de jovens de sua igreja o que está ocorrendo em seu ambiente local. Reúna-se com diretores de escola e informe-se com eles e sobre os pontos de vista deles. Certa vez fui a uma reunião de escola em que a polícia local mostrou fotos de festas recentes de adolescentes. Os jovens traziam tarja nos olhos e apareciam nas fotos usando drogas. Os pais foram avisados de que "aqueles adolescentes eram de sua escola e talvez reconhecessem o filho deles ali". Foi um verdadeiro alerta cultural.

     Fique atento. Conheça as mensagens que a televisão e a música estão transmitindo ao seu adolescente. Acompanhe os filmes e programas aos quais ele assiste e os websites que ele visita.

    Quanto mais conhecimento você tiver dos meios de comunicação de que seu filho se utiliza ou de que ele participa, mais proativo e prestativo você pode ser. Os pais que não querem ver essas coisas estão permitindo que seu filho adolescente ocupe-se delas sem orientação.

 Ouça o seu Adolescente 

Os adolescentes têm um tesouro de informações sobre a cultura. Eles não conseguem parar de falar disso. Por isso, pergunte ao seu adolescente o que está ocorrendo na escola dele, o que está passando no cinema e quais são as novidades do shopping center. Lembre-se de que este mundo está ficando cada vez mais importante para ele do que seu mundo familiar. Ele quer se envolver em tudo quanto seus amigos se envolvem.

  Ouça para descobrir o que é isso tudo. Não se esqueça de ouvir sem moralizar; não abuse de comentários do tipo: "Isso é errado!". Você vai conseguir muito mais informações de seu adolescente se tão somente ouvir.

Relacione-se 

  Converse com seu adolescente sobre as mensagens com que ele tem contato na cultura e por meio de seus colegas. Converse à mesa das refeições sobre drogas, violência, sexo e ética. Provavelmente ele vai resistir, mas não se esqueça de que ele está confuso e tentando resolver o que pensa sobre esses assuntos.

    Seu adolescente precisa conhecer explícita, clara e diretamente suas opiniões a respeito dessas questões. Você não precisa conhecer a linguagem usada pelos adolescentes para falar sobre esses assuntos. Apenas fale empregando linguagem natural.

  Seja Preventivo e Protetor 

  Você é o adulto. A casa é sua, e seu adolescente é responsabilidade sua. Não tenha medo de tomar medidas para controlar o fluxo de informações. Desfaça-se de alguns canais de tevê a cabo ou bloqueie o acesso a eles. Instale um programa no computador que restrinja conteúdo sexual, violento ou o acesso a sites impróprios da internet. Examine as letras das músicas dos CDs que seu adolescente compra e estabeleça critérios quanto ao conteúdo deles. Não deixe seu adolescente andar com outros que você acha que  podem prejudicá-lo. Lembre-se de que o adolescente não tem o discernimento e a sabedoria que os pais têm, por isso precisa que você o proteja.

Conheça o seu Adolescente 

Algumas crianças são mais sensíveis às pressões culturais que outras. Seu adolescente é uma delas? Embora os critérios de ampla abrangência sejam bons, você vai precisar adequá-los às fragilidades do seu filho. Digamos, por exemplo, que sua filha é suscetível aos valores do grupo de colegas dela e você nota que muitas dessas colegas em geral usam roupas impróprias. Se você sabe que sua filha é vulnerável nesse aspecto, pode trabalhar para ajudá-la a não baixar seus padrões só para se adaptar ao grupo.

   Se percebe que seu filho é vulnerável a ter experiência com drogas, você pode dedicar mais tempo e mais atenção a ele e  oferecer-lhe proteção e recursos para bem se estruturar. Ele precisa de sua força para apoiá-lo nas áreas em que é frágil, até que alcance maior desenvolvimento.

  Como você pode conhecer seu adolescente? Observando diariamente as reações que ele tem ao que a vida lhe apresenta. Talvez até seja bom você anotar suas observações sobre como ele lida com a escola, com o estresse, com as correções, amizades, responsabilidades, com o fracasso e o sucesso. Seja um estudioso de seu adolescente.

  Não Reaja 

 Ao mesmo tempo, não tenha um reflexo automático do tipo "toda cultura é ruim", porque isso não é verdade. Está acontecendo muita coisa na música, nas ciências, nas artes, na educação e na tecnologia que é bom e saudável para o seu filho. Lembre-se de que Martinho Lutero escreveu seus hinos com a música popular dos bares de sua época. Observe, também, que hoje muitas igrejas estão utilizando a música moderna, o entretenimento e os esportes para apresentar mensagens espirituais aos adolescentes.

  Desse modo, tenha cuidado de não jogar fora o bebê com a água do banho. Por exemplo, embora seja verdade que a internet tem muitos websites prejudiciais, ela também pode ser usada para o benefício de seu filho no que diz respeito a pesquisas. Ajude-o a saber usar a internet de forma útil e saudável. No relacionamento com você, ele precisa desenvolver as ferramentas e aptidões de que vai precisar para permanecer são e salvo na rede mundial e poder usá-la para encontrar seu caminho quando adulto.

   Valorize o Bem, Resista ao Mal 

 Evite adotar uma postura contrária à cultura com seu adolescente. Em vez disso, ensine-o a ter um ponto de vista equilibrado sobre a cultura, que valorize o bem e resista ao que é destrutivo. Ao discutir com seu adolescente as suas reações positivas e negativas diante da cultura, e ao conhecer as dele, você pode orientá-lo na busca desse equilíbrio.

  "O Adolescente precisa de amor, domínio próprio, valores, moderação e senso de responsabilidade para a vida. Entretanto, ele não alcança esses sentimentos sem o trabalho firme de seus pais".

    Faça o Trabalho Preparatório 

 Ninguém pode culpar um pai ou mãe por querer ter um pouco de alívio e solução do problema de um adolescente. Se existe uma crise ou uma emergência, como, por exemplo, problemas com drogas ou violência, os pais não têm tempo para fazer nada no momento que estão vivendo a crise.

  Como pais, entretanto, vocês precisam entender que os problemas do adolescente têm um contexto. Na maioria das vezes,eles não ocorrem de repente. Seu adolescente está indo mal na escola, está faltando com o respeito a você ou, por algum motivo,está apenas representando. Ele precisa que você garimpe e cave abaixo da superfície, para ter certeza de que tudo o que for feito o ajude a resolver o problema e a amadurecer para ser a pessoa que Deus desejou que ela seja. Seja um pai ou uma mãe que diz:

  "Preparar, apontar, fogo!", em vez de dizer: "Fogo, fogo, fogo!".

   Com isso em mente, vamos analisar alguns problemas que podem estar agindo abaixo da superfície dos problemas de seu adolescente.

   Afastamento, Mágoa ou Desânimo 

  Em geral, os problemas causados por irresponsabilidade, imaturidade, desobediência, egocentrismo e impulsividade podem ser tratados de forma eficiente com aplicação de sanções.

  Todavia, como exemplifica a situação de Trent, o problema talvez seja causado por outras preocupações, como, por exemplo, afastamento emocional, mágoa ou desânimo. Nenhum limite ou restrição vai funcionar com alguém cujo coração está abatido.

   Quando açoitamos um cavalo exausto para fazê-lo correr mais rápido, a única coisa que o açoite aumenta é o desânimo do cavalo. O mesmo ocorre quando se impõem limites a um adolescente desanimado.

   O adolescente distante, magoado ou desanimado precisa ser levantado e tratado com graça. Precisa ter oportunidade e incentivo para falar, precisa ser ouvido e necessita de aceitação: "Fortaleçam as mãos cansadas, firmem os joelhos vacilantes".  Talvez, tudo o que você precisa fazer para resolver o problema seja envolver-se com o coração de seu adolescente. Ele precisa que você lhe diga algo mais ou menos assim:  "Na verdade, eu não tenho ouvido você porque estou tentando fazê-lo parar de tirar notas baixas. Desculpe-me. Talvez você esteja se sentindo infeliz ou esteja enfrentando conflito em algumas outras áreas da sua vida, e eu quero saber sobre isso. Podemos conversar?".

Isso não é, entretanto, uma reflexão do tipo "tudo ou nada".

  Um problema pode ter mais de uma causa. Suponha que um adolescente esteja com problema de ira, por exemplo, e mostre-se violento por questões mínimas. Talvez ele seja egocêntrico e impaciente, bem como pode estar desanimado com a vida. Se for este o caso, ele precisa de amor e apoio no caso de desânimo, e estrutura e sanções no caso de impaciência e egocentrismo.

 Falta de Estrutura Interior 

 Às vezes, os comportamentos específicos de um adolescente têm mais a ver com o ponto em que ele se encontra como pessoa. A conduta dele pode indicar falta de estrutura interior. Com "estrutura interior", estou me referindo à capacidade de ser organizado, centrado, ter autocontrole e ser responsável.

   Se seu adolescente, por exemplo, for escravo dos próprios impulsos ou se jamais foi disciplinado, talvez ele tenha alguns comportamentos simultâneos e problemáticos: escolares, sociais, de atitude e de cumprimento de tarefas. Você não só vai precisar prestar atenção a essas preocupações específicas, como também vai precisar tratar da falta de estrutura interior de seu filho. Talvez ele precise de sua ajuda para aprender a esperar a recompensa, ter paciência, autocontrole, respeitar a autoridade ou para aprender meios de controlar os impulsos. Converse com ele sobre as vantagens de ser paciente e ter autocontrole. Ao mesmo tempo, mostre-lhe que alguns problemas que ele enfrenta devem-se à falta de estrutura interior. Diga-lhe: "Quero ajudar você a aprender a ter mais autocontrole e responsabilidade; e nós vamos fazer isso juntos". Em essência, é disso que trata a maior parte deste livro.

   Enquanto trabalha com o comportamento e com os problemas de estrutura subjacentes, você está ajudando seu adolescente a desenvolver os recursos interiores de que ele precisa para mudar de conduta. Vou mostrar como isso funciona. Suponha que você tem um adolescente com problema de acessos de raiva. Você pode dizer: "Ira com respeito, tudo bem; mas gritar e faltar com respeito não pode. Por isso, eu vou ajudar você a saber quando está ultrapassando o limite; e, se estiver, vai ficar em casa no fim de semana. Quero que você saiba que seu comportamento afeta outras pessoas. 

Quero que você consiga se controlar quando estiver frustrado". Você não só está dizendo ao seu adolescente que tipo de raiva não é aceitável, mas também está lhe dando oportunidade de experimentar moderação e  domínio próprio para que, no devido tempo, ele tenha a estrutura interior de que precisa para conseguir fazer isso por si mesmo, sem motivação externa.

  Problema no Ambiente Doméstico 

 Problemas familiares constantes afetam profundamente o adolescente. O desenvolvimento dele em geral depende de estar num ambiente que promova amor, segurança e estrutura.

 Os conflitos domésticos entre adultos, como problemas de  marido e mulher ou divórcio, afetam o adolescente. Talvez ele dramatize de uma forma que transmita a mensagem de que ele sente, mas não consegue expressar seus sentimentos em palavras. Os problemas de estrutura da família também causam problemas no adolescente. O tecido do lar talvez esteja danificado. Um lar, por exemplo, talvez tenha uma atmosfera emocionalmente fria ou de isolamento, normas e limites rígidos demais ou desprovidos de amor, ou o ambiente do lar pode ser caótico, sem organização nenhuma.

  Às vezes, o adolescente reage a esses problemas do ambiente com atitudes negativas ou mau comportamento. Isso nos faz perguntar: De quem é o problema: da família ou do adolescente?

  A resposta, naturalmente, é: de ambos. A família precisa tratar de sua contribuição para os problemas, o que pode depois ajudar o adolescente a assumir responsabilidade pelas próprias reações.

  Não se esqueça de que o comportamento problemático de seu adolescente não ocorre no vazio. Talvez seja provocado por uma questão subjacente que não se resolve com imposição de limites. Talvez sejam necessárias outras soluções, como, por exemplo, empatia, apoio ou mais informações.

  Amor: Eu Estou do Seu Lado 

   O amor vai ajudar o seu adolescente a ouvir o que você tem a dizer, aceitar os limites e tolerar as sanções. Isso vale para todos nós. Quando ouvimos verdades duras ditas por alguém que se preocupa conosco, precisamos saber que essa pessoa está do nosso lado. Senão, podemos achar que somos odiados, que somos ruins, sem valor, não amados, ofendidos ou que nos tornamos vítimas. Esses sentimentos não resultam em um final feliz.

   Para demonstrar amor a seu filho adolescente, diga-lhe algo como: "Eu estou do seu lado. Não estou fazendo isso porque estou com raiva nem porque quero punir você, nem porque não me importo com você. Estou fazendo isso porque quero o melhor para você". É provável que você não se  sinta particularmente chegado ao seu adolescente quando fixa um limite, mas o amor é maior que sentimentos momentâneos.

  O amor é postura, é uma atitude a tomar: você está do lado de seu adolescente e para o bem dele.

  O amor também ajuda o seu adolescente a começar a  perceber que o problema é o comportamento dele, não um pai, ou uma mãe, descontrolado ou irado. Quando você não faz isso com amor, seu adolescente tende a pensar que o maior problema dele é fugir de você, o adulto perturbado e zangado. O amor ajuda o adolescente a se identificar com o problema.

  O amor abre a porta para a mudança, mas não é suficiente. A verdade provê orientação, sabedoria, informações e correção.

  A verdade existe na forma de regras, exigências e expectativas para o seu adolescente. Essas coisas são os "faça" e os "não faça" que explicam detalhadamente o que o seu adolescente precisa fazer e o que ele precisa evitar.

   Por que isso é importante? Porque o seu adolescente precisa saber qual o limite, para poder decidir se o ultrapassa ou não. Se não há uma linha demarcatória, você não vai poder responsabilizar seu filho de tê-la ultrapassado. Às vezes, um limite não funciona porque o pai ou a mãe não o definiu claramente, não traçou essa linha nitidamente.

    O adolescente precisa de sanções, isto é, precisam sofrer as consequências de suas escolhas, porque  é assim que eles têm experiência com uma lei fundamental da vida: bom comportamento traz bons resultados, e mau comportamento traz resultados desagradáveis.

  Considere Normal a Resistência 

  A maioria dos adolescentes reage com manipulação, argumentação, ira ou desobediência quando seus pais lhes impõem limites. Por isso, a primeira coisa que você pode fazer é reconhecer que seu adolescente vai resistir aos seus esforços. Ele quer liberdade total, e você está atravessando o caminho dele na busca de alcançar essa independência.

   Muito provavelmente ele vai usar de várias estratégias para impedir seu trabalho de construir o caráter e a responsabilidade dele infundindo-lhe estrutura e impondo-lhe sanções. Algumas vezes, é possível que ele resista a uma regra ou exigência sua. Outras vezes, quem sabe ele proteste contra a correção: "Não é justo que a hora de eu estar em casa seja onze da noite"; ou "Não é justo que você me proíba de sair durante uma semana quando só ultrapassei alguns minutos o horário de estar em casa". De qualquer modo, prepare-se para lidar com as tentativas que seu adolescente fará de frustar seus projetos.

  Seja compassivo com seu adolescente. A mudança nunca é fácil, e exigir de repente que ele viva de maneira a que não está acostumado é pedir demais para ele. É melhor o seu adolescente saber quem ele é e em que ele acredita enquanto ainda está com você. Por isso, ame seu adolescente, mantenha a amizade com ele e suporte esse processo de luta.

  Envolva o seu Adolescente Quando for Estabelecer as Regras e as Sanções 

  Quando estiver elaborando as regras de sua casa, deixe que seu adolescente participe do processo. Peça sugestões e opiniões sobre as regras e as formas de correção. Afinal, trata-se da vida dele. Deixe-o participar.

   O envolvimento do seu filho também diminui a possibilidade de que ele o acuse de tê-lo surpreendido com regras e sanções injustas e de você não ter levado em consideração as opiniões dele. É provável que ele não concorde com todas as regras e sanções, mas vai saber que você não o pegou desavisado; saberá que você aceitou as sugestões que ele deu. Esteja disposto a negociar sobre questões de preferência e estilo e mantenha-se firme em questões de princípios.

 Tenha Empatia ao Ouvir seu Adolescente 

  Enquanto refrear tem a ver mais com sua presença com seu adolescente e as emoções negativas dele, ouvir com empatia implica seus sentimentos e palavras para ele. Ouvir com empatia é a capacidade de ouvir e compreender o que seu adolescente está dizendo do ponto de vista e das emoções dele, em vez de você ficar preso aos seus pontos de vista e emoções. A empatia permite que, na medida do possível, você se relacione com ele, viva a experiência dele e lhe diga que entende como ele se sente.

   Todos nós precisamos de empatia. Esse é um dos maiores presentes que podemos dar uns aos outros. A empatia aproxima as pessoas e as ajuda a entender que não estão sozinhas. O próprio Jesus, por exemplo, sentia profunda empatia pelo sofrimento dos outros: "Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor".

 Não Interfira numa Consequência Natural 

  Sempre que possível, deixe que seu adolescente enfrente a consequência natural de uma conduta ou uma atitude indesejada. Não intervenha. Deixe, por exemplo, seu filho

. perder uma amizade ou um relacionamento em consequência do egoísmo dele;
. ser expulso de um time de esporte por não satisfazer o grau médio exigido;
. deixar de ir assistir a um filme por ter gastado toda a mesada sem planejamento.

  Essas consequências são convincentes e eficientes. E o melhor de tudo, tudo o que elas exigem de você é que saia do caminho!

  Muitas situações, claro, não têm consequências naturais, e, nesses casos, você precisa aplicar alguma sanção concebida por você.

   Além disso, é sempre uma boa ideia criar suas sanções o mais próximo possível das consequências naturais. Se seu adolescente, por exemplo, está se comportando mal junto com os amigos, você pode deixá-lo sem sair por um tempo ou restringir o tempo que ele passa com esses amigos. Se ele suja a casa, dê-lhe algumas responsabilidades de manutenção da casa.

  Estabeleça como Sanção algo que Seja Significativo para o seu Adolescente 

A punição precisa ser significativa para o adolescente. Ele deve ser implicado emocionalmente nela. Precisa querer e desejar o que está perdendo; precisa não gostar do que está sendo acrescentado como responsabilidade para ele. Se não for assim, a experiência não vai adiantar muito. Se você tem um filho solitário que gosta de ouvir música, é muito provável que ele nem ligue de ficar de castigo no seu quarto com o aparelho de som. É por isso que você precisa conhecer o coração de seu filho, seus interesses e desejos.

  Quando você de fato ver uma resposta positiva, não se esqueça de ser afetuoso e incentivador com seu adolescente. Quando o adolescente é submetido a um castigo, em geral se sente humilhado, fraco, impotente e sozinho, o que o deixa numa posição bastante vulnerável. Ele precisa da graça e do consolo dos pais.

 Portanto, evite dar sermões, fazer piada ou uma brincadeira sem gosto, com o objetivo de mostrar ao adolescente que você está certo. Se fizer isso, você poderá feri-lo nesse período de fragilidade. Trate seu filho adolescente como você gostaria de ser tratado numa situação semelhante.

  Não tire as Coisas Boas Necessárias para o Adolescente 

   Esta é outra regra prática: as melhores sanções são as mais importantes, mas não retire as coisas boas de que o adolescente precisa. Imponha sanções que sejam importantes para o seu adolescente, mas não suprima atividades importantes para ele, como participar de esportes, ir às aulas de música e artes ou participar das atividades de jovens da igreja, dos escoteiros ou dos bandeirantes. Essas atividades ensinam aos adolescentes lições importantes de disciplina, cooperação, desenvolvimento de aptidões e treinamento e com isso contribuem para o amadurecimento deles. É muito melhor tirar filmes e vídeo games, cuja capacidade de ensinar e ajudar a criança a se desenvolver é limitada.

 É claro que algumas condutas ou situações podem exigir esse tipo de cirurgia vital, porque o problema maior supera o valor da atividade. Um adolescente com problemas de drogas, por exemplo, talvez precise ficar sem as atividades esportivas para poder frequentar as reuniões dos Narcóticos Anônimos ou receber o tratamento médico. Se você está pensando nesta medida, use o discernimento e aconselhe-se com amigos que sabe que podem ajudar você.

    "É em casa que o adolescente desenvolve a capacidade de questionar, pensar por si mesmo e assumir responsabilidade pela vida dele. Discutir de maneira saudável faz parte desse processo. A argumentação ajuda o adolescente a criar um senso maior de domínio sobre a vida dele".

Álcool, Drogas e Dependência Química 

  O pesadelo de todo pai e de toda mãe é ter um filho envolvido com drogas. Esse não é o plano de Deus para a vida de ninguém. O uso de drogas provoca a ruína de tudo que é bom. A escravidão ocupa o lugar da liberdade. O isolamento entra no lugar do amor. O caos substitui a ordem, e o desespero expulsa a esperança.

   Muitos adolescentes usam álcool e drogas, e parece que esse problema não vai desaparecer logo. O perigoso do uso dessas substâncias é real; não há exagero no que digo. Muitas vezes, a dependência de substâncias químicas acaba provocando miséria, doenças, lesões e até a morte.

   Apesar da gravidade do problema, os pais de adolescentes que o enfrentam precisam entender que a única e mais importante força para ajudar o adolescente a vencer a dependência química é o pai e a mãe estarem envolvidos no processo de cura.

   Identificar o Problema 

  Infelizmente, os anos da adolescência e os problemas de uso de drogas são perversamente uma combinação perfeita. Por natureza, os adolescentes questionam a autoridade e os valores dos pais e são altamente suscetíveis à aprovação dos colegas. Em geral, eles estão interessados em emoções e experiências, em detrimento do bom senso. Contudo, rapidamente podem se desligar e sentir profundamente o isolamento. Os adolescentes facilmente se sentem magoados, desanimam, ferem-se e correm apressados atrás de meios para remediar a dor. Não é de admirar que o problema se venha alastrando tanto, sobretudo agora que as drogas são tão acessíveis.

  E são mesmo acessíveis. É bem provável que seu adolescente saiba como conseguir drogas, se ele quiser. Ele conhece alguém ou alguém que conhece alguém. Seja prudente. Deixe de bancar o avestruz e admita que seu filho pode ter acesso a drogas.

   Se conhece essa realidade, isso pode ajudar você a evitar que seu filho se aproxime do álcool e de outras drogas ou auxiliá-lo na recuperação dele, se for o caso.

  Como Tratar o Problema 

  Você não pode controlar se seu filho tem acesso a drogas e álcool, mas pode apoiá-lo e ajudar a criar a força e as restrições internas de que ele precisa para resistir ao uso de substâncias químicas. 

   Adote a política de tolerância zero. Seja claro com seu adolescente, dizendo-lhe que não admite drogas e não vai tolerá-las. É provável que ele esteja ouvindo mensagens confusas de muitas outras fontes, inclusive de amigos e de alguns pais. Nesse problema não há zonas cinzentas: ou é preto ou é branco. Portanto, seja direto sobre sua atitude a respeito de álcool e de outras drogas.

Ouça quando seu adolescente fala. Procure ir ao cerne do que ele sabe, do que ele vive, faz e do que sente. Se você não se chocar, é provável que obtenha mais informações. Seu adolescente precisa da sua opinião, mas também precisa que você o ouça.

   "Entrosar-se com seu filho significa, é claro, mais do que conversar sobre drogas. Implica estar num relacionamento constante com seu adolescente em todos os aspectos da vida dele".

   Quanto mais laços você tiver com ele em todos os níveis, mais probabilidade haverá de o seu adolescente conversar com você sobre qualquer problema com uso de substâncias químicas.

  Conheça seu Filho 

  Quanto melhor você conhecer seu adolescente, melhor você saberá reagir aos problemas de drogas. Procure saber quais os pontos vulneráveis particulares de seu filho que podem ser explorados pelo álcool e outras drogas e dê-lhe o apoio, a assistência e a estrutura de que ele precisa para não ser suscetível a eles.

   "Seja proativo, informado e envolvido. Quanto mais cedo você tratar do problema de drogas, sexo e dependências alimentares de seu adolescente, mais chance ele terá de voltar ao caminho de uma vida saudável. Seu envolvimento pode salvar a vida de seu filho".   

     Quando você caminha junto com seu adolescente no mundo inquietante e incômodo da sexualidade, está sendo o pastor e guardião corajoso de seu filho, como Deus planejou. Oriente seu filho a compreender e viver a sexualidade como é o plano de Deus para o homem: uma sexualidade saudável, amorosa e  praticada com autocontrole.
...

  Fortaleça laços e estabeleça limites, procure agora mesmo por esse livro e obtenha a ajuda do Dr. John Townsend para o seu bom relacionamento com o seu adolescente... Uma boa indicação, uma boa leitura...

John Townsend nasceu em 1952 em Smithfield, Carolina do Norte , e cresceu em Wilson, Carolina do Norte. Townsend é licenciado em psicologia com honras da North Carolina State University , mestrado em teologia do Dallas Theological Seminary (também com honras) e doutorado em psicologia clínica pela Rosemead School of Psychology, Biola University . 

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