segunda-feira, 3 de julho de 2017

Portal Teologia & Missões

O que a Bíblia diz sobre o aborto? Ética Cristã


Pergunta: "O que a Bíblia diz sobre o aborto?"

Resposta: 
A Bíblia não trata especificamente sobre a questão do aborto. No entanto, há inúmeros ensinamentos nas Escrituras que deixam muitíssimo clara qual é a visão de Deus sobre o aborto. Jeremias 1:5 nos diz que Deus nos conhece antes de nos formar no útero. Êxodo 21:22-25 dá a mesma pena a alguém que comete um homicídio e para quem causa a morte de um bebê no útero. Isto indica claramente que Deus considera um bebê no útero como um ser humano tanto quanto um adulto. Para o cristão, o aborto não é uma questão sobre a qual a mulher tem o direito de escolher. É uma questão de vida ou morte de um ser humano feito à imagem de Deus (Gênesis 1:26-27; 9:6).

O primeiro argumento que sempre surge contra a opinião cristã sobre o aborto é: “E no caso de estupro e/ou incesto?”. Por mais horrível que fosse ficar grávida como resultado de um estupro e/ou incesto, isto torna o assassinato de um bebê a resposta? Dois erros não fazem um acerto. A criança resultante de estupro/incesto pode ser dada para adoção por uma família amável incapaz de ter filhos por conta própria – ou a criança pode ser criada pela mãe. Mais uma vez, o bebê não deve ser punido pelos atos malignos do seu pai.

O segundo argumento que surge contra a opinião cristã sobre o aborto é: “E quando a vida da mãe está em risco?”. Honestamente, esta é a pergunta mais difícil de ser respondida quanto ao aborto. Primeiro, vamos lembrar que esta situação é a razão por trás de menos de um décimo dos abortos realizados hoje em dia. Muito mais mulheres realizam um aborto porque elas não querem “arruinar o seu corpo” do que aquelas que realizam um aborto para salvar as suas próprias vidas. Segundo, devemos lembrar que Deus é um Deus de milagres. Ele pode preservar as vidas de uma mãe e da sua criança, apesar de todos os indícios médicos contra isso. Porém, no fim das contas, esta questão só pode ser resolvida entre o marido, a mulher e Deus. Qualquer casal encarando esta situação extremamente difícil deve orar ao Senhor pedindo sabedoria (Tiago 1:5) para saber o que Ele quer que eles façam.

94% dos abortos realizados hoje em dia são por razões diferentes da vida da mãe estar em risco. A vasta maioria das situações pode ser qualificada como “Uma mulher e/ou seu parceiro decidindo que não querem o bebê que eles conceberam”. Isto é um terrível mal. Mesmo nos outros 6%, onde há situações mais difíceis, o aborto jamais deve ser a primeira opção. A vida de um ser humano no útero é digna de todo o esforço necessário para permitir um processo de concepção completo.

Para aquelas que fizeram um aborto – o pecado do aborto não é menos perdoável do que qualquer outro pecado. Através da fé em Cristo, todos e quaisquer pecados podem ser perdoados (João 3:16; Romanos 8:1; Colossenses 1:14). Uma mulher que fez um aborto, ou um homem que encorajou um aborto, ou mesmo um médico que realizou um – todos podem ser perdoados pela fé em Cristo.

Pergunta: "O que a Bíblia diz sobre o aborto espontâneo?"

Resposta: 
Provavelmente a pergunta mais comum que as pessoas fazem depois de um aborto é "Por que isso aconteceu?" ou "Por que Deus fez isso comigo?". Não há respostas fáceis para essas perguntas. De fato, não há nenhuma conclusão satisfatória a respeito de por que coisas ruins acontecem com as pessoas, especialmente com crianças inocentes que ainda nem começaram a viver. Devemos entender que Deus não tira os nossos entes queridos de nós como uma espécie de castigo cruel. A Bíblia nos diz que "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" (Romanos 8:1).

Os abortos espontâneos são geralmente causados por padrões anormais de cromossomos no feto. Quando essas anormalidades são detectadas, o crescimento é interrompido e o aborto espontâneo é o resultado. Em outros casos, os abortos são causados por malformações uterinas, alterações hormonais, problemas com o sistema imunológico, infecções crônicas e doenças. Depois de milhares de anos de pecado, morte e destruição pessoal, não deve surpreender-nos que distúrbios genéticos acabariam se tornando comuns.

A Bíblia não comenta especificamente sobre abortos espontâneos. Podemos ter certeza, porém, que Deus se compadece daqueles que têm sofrido por causa deles. Ele chora e sofre com a gente simplesmente porque nos ama e sente a nossa dor. Jesus Cristo, o Filho de Deus, prometeu enviar o Seu Espírito a todos os crentes para que nunca tivéssemos que passar por provações sozinhos (João 14:16). Jesus disse em Mateus 28:20: "E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século."

Qualquer crente que tenha sofrido um aborto espontâneo deve ter fé na gloriosa esperança de um dia ver o seu filho novamente. Para Deus, um feto não é apenas um feto ou um "pedaço de tecido", mas um dos Seus filhos. Jeremias 1:5 diz que Deus nos conhece enquanto ainda estávamos no útero. Lamentações 3:33 nos diz que Deus "não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens." Jesus prometeu deixar-nos com um dom de paz diferente de qualquer tipo de paz que o mundo possa dar (João 14:27).

Romanos 11:36 nos lembra que tudo existe pelo poder de Deus e destina-se para a Sua glória. Apesar de não infligir sofrimento em nós como punição, Deus ainda permite que coisas entrem em nossas vidas para que possamos usá-las para trazer glória a Ele. Jesus disse: "Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo" (João 16:33).

Pergunta: "Será que os fins justificam os meios?"

Resposta: 
A resposta a esta questão depende do que esses fins ou metas são e os meios que estão sendo utilizados para alcançá-los. Se os objetivos são bons e nobres e os meios que usamos para atingi-los também são bons e nobres, então sim, os fins justificam os meios. Entretanto, não é isso o que a maioria das pessoas quer dizer quando usa a expressão. A maioria usa isso como uma desculpa para alcançar seus objetivos através de quaisquer meios necessários, não importa quão imoral, ilegal ou desagradável esse meio seja. O que a expressão geralmente significa é algo assim: "Não importa como você alcance o que quer, contanto que você o alcance."

A expressão "o fim justifica os meios" normalmente envolve fazer algo errado para atingir um fim positivo e justificar esse erro ao apontar para um bom resultado. Um exemplo seria mentir no currículo para conseguir um bom emprego e justificar a mentira ao dizer que o maior salário permitirá que o mentiroso providencie de forma mais adequada para a sua família. Outra pessoa pode tentar justificar o aborto de um bebê para salvar a vida da mãe. Mentir e dar fim a uma vida inocente são moralmente errados, mas o sustento da família e salvar a vida de uma mulher são moralmente corretos. Onde, então, estabelecer um limite?

O dilema sobre os fins/meios é um cenário popular na discussão ética. Normalmente, a pergunta é algo assim: "Se você pudesse salvar o mundo matando alguém, você faria isso?" Se a resposta for "sim", então um resultado moralmente certo justifica o uso de meios imorais para ser alcançado. No entanto, há três coisas diferentes a considerar em tal situação: a moralidade da ação, a moralidade do resultado e a moralidade da pessoa que executa a ação. Nesta situação, a ação (assassinato) é claramente imoral e o assassino também o é, mas salvar o mundo é um resultado bom e moral. É mesmo? Que tipo de mundo está sendo salvo se os assassinos são autorizados a decidir quando e se o assassinato é justificado e ainda permanecem livres? Ou será que o assassino terá que encarar punição pelo seu crime no mundo que salvou? O mundo que foi salvo será justificado em tirar a vida de alguém que tinha acabado de salvá-lo?

Do ponto de vista bíblico, é claro, o que está faltando nessa discussão é o caráter de Deus, a lei de Deus e a providência de Deus. Porque sabemos que Deus é bom, santo, justo, misericordioso e reto, quem tem o Seu nome deve refletir o Seu caráter (1 Pedro 1:15-16). Assassinar, mentir, roubar e todos os tipos de comportamentos pecaminosos são a expressão da natureza pecaminosa do homem, não a natureza de Deus. Para o cristão cuja natureza tem sido transformada por Cristo (2 Coríntios 5:17), não deve haver a justificação do comportamento imoral, não importa a sua motivação ou resultado. Deste Deus santo e perfeito, temos uma lei que reflete os Seus atributos (Salmo 19:7; Romanos 7:12). Os Dez Mandamentos deixam claro que o assassinato, adultério, roubo, mentira e ganância são inaceitáveis aos olhos de Deus e Ele não tem uma "cláusula de escapamento" para a motivação ou racionalização. Observe que Ele não diz: "Não matarás a não ser que seja para salvar uma vida." Isso é chamado de "ética situacional" e não há espaço para isso na lei de Deus. Então, claramente, do ponto de vista de Deus, não há fins que justificam os meios de quebrar a Sua lei. Vale à pena salientar, no entanto, que muitas pessoas cometem o erro de dizer que o mandamento da Bíblia, “Não matarás”, aplica-se à guerra. No entanto, a Bíblia na verdade diz que não devemos assassinar. A palavra hebraica significa literalmente “o assassinato intencional, malicioso e premeditado de outra pessoa”. 

Também em falta na discussão sobre os fins/meios é uma compreensão da providência de Deus. Deus não se limitou a criar o mundo, preenchê-lo com pessoas e depois deixá-las para sobreviver por conta própria, sem nenhuma supervisão dEle. Pelo contrário, Deus tem realizado o Seu plano e propósito para a humanidade através dos séculos. Cada decisão tomada por cada pessoa na história tem sido sobrenaturalmente aplicada a esse plano. Ele afirma esta verdade de forma inequívoca: "que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade; que chamo a ave de rapina desde o Oriente e de uma terra longínqua, o homem do meu conselho. Eu o disse, eu também o cumprirei; tomei este propósito, também o executarei" (Isaías 46:10-11). 

 Deus está intimamente envolvido e no controle de Sua criação. Além disso, Ele afirma que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que o amam e são chamados segundo o Seu propósito (Romanos 8:28). Um cristão que mente em um currículo ou aborta um bebê estaria violando a lei de Deus e negando a Sua capacidade de sustentar uma família e preservar a vida de uma mãe se essa for a Sua vontade. Aqueles que não conhecem a Deus podem ser forçados a justificar os seus meios para um fim, mas aqueles que se dizem filhos de Deus não têm qualquer razão para quebrar um dos mandamentos de Deus, negar o Seu propósito soberano ou envergonhar o Seu nome.

Como devem os pais cristãos lidar com uma filha adolescente que ficou grávida?"

Resposta: P
arece que uma das coisas mais difíceis para os cristãos se lembrarem é que não é um pecado estar grávida. Não é um pecado estar grávida fora do casamento. E não é um pecado nascer de pais que não são casados. É um pecado ter relações sexuais fora do casamento - tanto para o homem quanto para a mulher. No entanto, um relacionamento íntimo antibíblico é uma coisa muito mais fácil de esconder dos olhos críticos do que uma gravidez e, infelizmente, menos prejudicial para a reputação de uma família na comunidade cristã.

Por mais decepcionante e esmagador que seja ficar sabendo que uma filha adolescente está grávida, é fundamental manter uma perspectiva eterna sobre o assunto. O pecado está feito. As influências sob as quais os adolescentes têm estado que os encorajaram a pecar não podem ser evitadas agora. Esta nova situação não se trata da moralidade do sexo fora do casamento ou da reputação de uma família, mas do desenvolvimento de uma criança. Todas as crianças são bênçãos de Deus, e Ele tem um plano para cada uma (Salmo 139:13-18). Mesmo se as circunstâncias ao redor da vinda do bebê não sejam ideais, essa criança é tão preciosa e amada por Deus como qualquer outra.

A filha grávida também é preciosa para Deus. O papel dos pais é ensinar e orientar seus filhos a viverem vidas que agradem a Deus sempre, não importa o que estejam enfrentando. Esta é uma excelente oportunidade para fazer exatamente isso. A menina pode estar com medo, envergonhada e bastante emocional, e é a responsabilidade dos pais ajudá-la a enxergar além dessa emoção e virar-se ao Pai Celestial.

Alguns pais temem que dar a sua filha o amor e apoio de que ela precisa vai incentivar o comportamento que levou à gravidez. Mas, mais uma vez, estar grávida e dar à luz uma criança não é um pecado, e há muitos outros benefícios para de forma ativa e pública apoiar uma adolescente grávida. Isso promove um ambiente em que a criança é valorizada como uma bênção e incentiva o pai a assumir a responsabilidade sem medo. Além disso, faz do aborto uma opção muito menos desejável.

Se uma família abandona a sua adolescente grávida - até mesmo emocionalmente- ela será muito mais propensa a tomar decisões prejudiciais. Ela pode pensar que se casar com o pai do bebê é a única opção. Pode não saber como cuidar de sua saúde e da do bebê. Outras adolescentes grávidas podem ver essa relação volátil e manter a sua própria condição em segredo.

Por outro lado, a menina vai ser capaz de tomar decisões muito mais sábias sobre seu futuro e do seu bebê se ela puder descansar na aceitação e orientação amorosa dos seus pais. Tornar esta viagem emocionalmente mais difícil não vai incentivar o seu pensamento claro. Os pais sábios ajudarão a sua filha a analisar as opções de manter a criança ou de dá-la para adoção. Também pode ser benéfico envolver o pai e sua família; ele precisa assumir a sua responsabilidade o tanto quanto a mãe. Depois da oração cuidadosa, os pais devem ser claros sobre o nível de apoio que podem dar na educação da criança. Se possível, utilize os centros cristãos de apoio à gravidez indesejada.

Nosso Deus é um Deus poderoso que pode, apesar do pecado, trazer alegria e bênção. Provavelmente haverá momentos incrivelmente difíceis pela frente para a adolescente grávida e sua família, mas o nosso Deus é o Deus que redime.



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