quinta-feira, 20 de julho de 2017

Acervo da Teologia

Jesus X Religião - Augustus N. Lopes


O reverendo presbiteriano Augustus Nicodemus Lopes afirmou que em seu ponto de vista, Jesus não odeia a religião, assim como muitos tem propagado.

Para Nicodemus, que além de reverendo é chanceler na Universidade Presbiteriana Mackenzie, as teorias de que a religião é algo detestado por Deus são formadas em sua maioria por “frases de efeitos.

Augustus Nicodemus afirma que “a religião que Jesus ‘odiou’ foi o judaísmo legalista e farisaico de sua época, que era uma distorção da religião que Deus havia revelado a Israel e pela qual os profetas tanto lutaram”.

O reverendo ressalta ainda que Jesus tomou parte de certos rituais religiosos que considerava certo: “Jesus [...] foi circuncidado, aceitou ser batizado por João, foi ao templo nas festas religiosas, orou, deu esmolas, mandou gente que ele curou mostrar-se ao sacerdote”.

Ponderando a respeito do sentimento de aversão que é causado a diversas pessoas através de situações ou abordagens erradas do cristianismo, o reverendo Nicodemus afirma no texto publicado no Gospel prime que o legalismo é a razão de tanta insatisfação com a religião: 

          “É verdade que o Cristianismo através dos séculos se corrompeu em 
muitos lugares e épocas. Mas, todas as vezes em que isto ocorreu, deixou de ser a religião verdadeira para ser uma religião falsa. Portanto o correto é dizer que Jesus odeia o legalismo religioso, inclusive dentro do cristianismo. Mas é injusto e falso colocar Jesus contra toda e qualquer forma de cristianismo”.

Confira as opiniões de Augustus Nicodemus a respeito do tema Jesus x Religião:

Eu acho que frases de efeito como “Jesus é maior do que religião”, ou ainda “Jesus odeia religião”, ou mesmo “Eu sigo a Jesus; cristianismo é religião” não ajudam muito. Elas precisam de algumas definições para fazer sentido. 

(1) A religião que Jesus “odiou” foi o judaísmo legalista e farisaico de sua época, que era uma distorção da religião que Deus havia revelado a Israel e pela qual os profetas tanto lutaram. Logo, não se pode dizer que Jesus é contra a religião em si, mas contra aquelas que são legalistas, meritórias e contrárias à palavra de Deus;

(2) Jesus participou daquilo que era certo na religião de seus dias: foi circuncidado, aceitou ser batizado por João, foi ao templo nas festas religiosas, orou, deu esmolas, mandou gente que ele curou mostrar-se ao sacerdote;

(3) Seus seguidores, os apóstolos, logo se organizaram em comunidades, elegeram líderes, elaboraram declarações de fé, escreveram livros que virariam Escritura, recolhiam ofertas, tinham locais (casas) para se reunir – ou seja, tudo que uma religião tem. Logo, não devíamos dizer que o cristianismo não é uma religião; 

(4) É verdade que o Cristianismo através dos séculos se corrompeu em muitos lugares e épocas. Mas, todas as vezes em que isto ocorreu, deixou de ser a religião verdadeira para ser uma religião falsa. Portanto o correto é dizer que Jesus odeia o legalismo religioso, inclusive dentro do cristianismo. Mas é injusto e falso colocar Jesus contra toda e qualquer forma de cristianismo. 

Augustus Nicodemus é reverendo presbiteriano e Chanceler da Universidade Mackenzie e pastor da I IPB de Goiânia. 




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