terça-feira, 4 de julho de 2017

Acervo da Teologia

Hinologia : A Música na Liturgia Cristã - Pr. Wesley Nazeazeno

Hinologia : A Música na Liturgia Cristã
                  

Pr. Wesley Nazeazeno
Arapongas, PR

“Falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração”, Ef 5: 19.

Uma das características mais marcantes em todos os períodos de avivamento da Igreja é a música. Em momentos de profunda devoção e de fervor espiritual, servos de Cristo têm sido inspirados a cantar a Deus, a louvar através de letras e melodias harmoniosas as maravilhas do Evangelho. Exemplo disso é o hino “Castelo Forte”, de Martinho Lutero, composto em sua prisão domiciliar. Podemos também imaginar, com base nessa experiência de Lutero, a beleza de hinos cantados por pessoas em situações de crise, como a vivida por Paulo e Silas, em Atos 16: 25.

A Música na História da Igreja

É certo que os hinos fizeram parte da história da Igreja e sempre exerceram papel importante na liturgia.

A igreja primitiva, vinda recentemente do Judaísmo, e ainda sofrendo muita influência dele, tinha como hinário o livro dos Salmos. Os textos de Efésios 5: 19 e Colossenses 3: 16 são duas passagens que exemplificam o lugar dos cânticos nos cultos da igreja antiga. A maior parte dos estudiosos acredita que a expressão “salmos, hinos e cânticos espirituais” se refere a uma só coisa: os belos cânticos dos Salmos.

Embora os Salmos fossem a preferência musical da igreja do primeiro século, havia ainda os cânticos compostos pelos próprios cristãos, sendo que alguns deles se tornaram bem conhecidos no mundo de então e, através da Bíblia, podemos conhecê-los hoje. Muito provavelmente Paulo citou um deles em Efésios 5: 14. Seria esse um corinho primitivo de três versos?

A relação entre música e discipulado

É bem verdade que os cânticos exerceram também um papel discipulador. Eles ensinavam as bases da fé cristã e eram pequenas confissões de fé populares.

Ainda não muito distante da igreja primitiva, Ambrósio, por volta do século IV d.C., foi grande compositor. Seus métodos de composição musical ainda são conhecidos. O método chamado de “ambrosiano” é de oito estrofes de quatro linhas cada. Ambrósio repassava para os hinos suas alegrias em Cristo, comunicava todo seu prazer perante a grandeza de Deus e a obra realizada através de Seu filho.

A Hinologia Hoje

Na fase atual da Igreja percebe-se um esfriamento no uso de hinos bíblicos nos cultos. No período da Reforma, século XVI, Calvino afirmava que nenhuma forma de adoração a Deus, por mais bem-intencionada que fosse, mas que não estivesse na Bíblia, teria de ser descartada. Desta forma, ele e seus sucessores procuravam cantar salmos e outros versos da Escrituras.

Os cânticos que entoamos em nossas reuniões não são como aqueles que vemos fora da igreja. Eles não devem ser instrumento de busca de prazer para nós. O enfoque não é esse. A música entoada na igreja deve direcionar o cristão a adorar a Deus. Esse sim é o alvo. Esse é o lugar da música na liturgia.

Concluindo, cantemos desde já o hino que cantaremos na glória:

“Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor, Deus Todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos Santos! ”, Ap 15: 3.

Publicado no Jornal Aleluia de março de 2007

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