terça-feira, 18 de julho de 2017

Acervo da Teologia

Concupiscência da Carne, Concupiscência dos Olhos - Michael Rossane


A tendência natural de todos nós é seguir aquilo que amamos e desejar aquilo que nos agrada. Porém, se não nos precavermos, corremos o risco de cultivar em nós desejos que são desordenados e fora dos limites estabelecidos por Deus.

Tenho afirmado constantemente em meus sermões que "o excesso de coisas boas trazem resultados ruins e pecaminosos" e muitos, por não observarem este excesso, têm-se entregado aos seus desejos venenosos, traindo a si mesmos, a Deus e ao próximo. 

 O texto de 1 João 2:16 traz, com muita precisão, três destes desejos mais peçonhentos. 

A Concupiscência da Carne 

Concupiscência da carne é marcada por práticas desvirtuadas em busca de satisfação do apetite sexual. São as imoralidades e toda espécie de perversões que se possa imaginar.

Uma vida realmente desregrada, sem limites. O indivíduo passa a ser escravo de si mesmo. É como se houvesse um monstro dentro dele, mais forte do que ele, convencendo-o constantemente a continuar satisfazendo seus apetites carnais que não possuem fronteiras. Os prejuízos são enormes, além da perda da reputação, do pudor e do caráter, perde-se a salvação, a presença do Espírito Santo que deve habitar no homem. Enfim, é um pecado que conduz a alma para o inferno, Rm 8: 8; Rm 13: 14 e Ap 21: 8.

A Concupiscência dos Olhos

Concupiscência dos olhos é desejo intenso de aquisição de bens materiais, de desfrutar do gozo material. É o desejo de possuir, desejo de adquirir coisas, de acumular. Surge mediante a contemplação das vantagens terrenas, como riquezas, famas e prazeres. O indivíduo corre desenfreadamente atrás daquilo que ele não trouxe para este mundo, 1Tm 6: 7.

Este desejo é também conhecido como "avareza". O avarento se apega demasiadamente às coisas materiais, esquecendo-se de Deus. Seus olhos não veem o vertical, de onde vem sua redenção; somente veem o horizontal, o mundo e as coisas que nele há.

O primeiro grande mandamento é "Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração...", Mc 12: 30. Quem deseja possuir, adquirir desta forma os bens desta vida está incapacitado de amar a Deus. Os seus olhos estão saturados, voltados tão somente para os elementos materiais, a riqueza, a economia, de tal forma que não conseguem mais ver Deus em seu caminho, 1Tm 6: 10. 

A Soberba da Vida

A soberba é o desejo de posição. É querer estar acima de todos. Tenho afirmado que este tem sido um dos piores e mais demorado de todos os males a morrer no homem: o orgulho, o egoísmo. O indivíduo torna-se "deus" de si mesmo. Tudo que faz é só para se promover, para que seu ego seja massageado através dos elogios, dos parabéns, dos cargos que possui, das funções que exerce, da formação que tem, etc. Se tudo é necessário, mas se não for bem administrado pode ser um veneno mortífero para aqueles que almejam posições.

Há quem diga que "o poder pode embriagar". De fato, isso pode ocorrer, se não for canalizado de forma correta. Uma grande virtude em nossas vidas é "quando sentimos que somos o maior de todos os pecadores e o menor de todos os santos".

Quando temos o próximo sempre superior a nós. Isto é uma bênção. Que Deus nos salve de nós mesmos e que nossos desejos sejam controlados pelo Espírito Santo.


Que Deus abençoe a todos.

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