"Ao contrário de muitos, não negociamos a Palavra de Deus visando a algum lucro; antes, em Cristo falamos diante de Deus com sinceridade, como homens enviados por Deus".
2 Coríntios 2.17


segunda-feira, 12 de junho de 2017

* A Verdadeira Prática do Jejum / Isaías 58

A Verdadeira Prática do Jejum / Isaías 58

1 Clama em alta voz, sem constrangimento; faze soar a tua voz como a corneta. Denuncia a meu povo suas faltas, e à casa de Jacó seus pecados. 

2 Sem dúvida eles me procuram dia após dia, desejam conhecer o comportamento que me agrada, como uma nação que houvesse sempre praticado a justiça, sem abandonar a lei de seu Deus. Informam-se junto a mim sobre as exigências da justiça, desejam a presença de Deus. 

3 De que serve jejuar, se com isso não vos importais? E mortificar-nos, se nisso não prestais atenção? É que no dia de vosso jejum, só cuidais de vossos negócios, e oprimis todos os vossos operários. 

4 Passais vosso jejum em disputas e altercações, ferindo com o punho o pobre. Não é jejuando assim que fareis chegar lá em cima vossa voz. 

5 O jejum que me agrada porventura consiste em o homem mortificar-se por um dia? Curvar a cabeça como um junco, deitar sobre o saco e a cinza? Podeis chamar isso um jejum, um dia agradável ao Senhor? 

6 Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo. 

7 É repartir seu alimento com o esfaimado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu semelhante. 

8 Então tua luz surgirá como a aurora, e tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se; tua justiça caminhará diante de ti, e a glória do Senhor seguirá na tua retaguarda.

 A hipocrisia da piedade de Israel está exposta aqui. O profeta é convidado a ir denunciar impiedosamente a fé espúria dos judeus, com sua pose santarrona nos cultos de adoração e seus jejuns ostentosos, logo seguidos das mesmas maldades e impiedades de antes (v. 4). Nenhuma observância religiosa tem valor para Jeová se não for apoiada por uma vida piedosa, cumpridora das leis e uma compaixão para com aqueles que estão passando por necessidades. Comportamento honesto, o fruto da fé salvadora, assegura o despontar da libertação 

Uma descrição do formalismo religioso que se manifesta em jejuns impróprios.

 O profeta deveria falar ao povo de Israel em linguagem simples a respeito das áreas do seu comportamento com as quais Deus estava descontente. Israel estava simplesmente "fingindo", sendo na verdade que, sua aparência de justiça não passava de um simulacro (1.11).

  No versículo 3 e 7 o povo reclamou quando Deus não reconheceu seus atos religiosos, mas Deus respondeu que eles haviam jejuado com indiferença. um jejum hipócrita resultava em disputas, discórdias e fingimento, excluindo a possibilidade de uma oração sincera a Deus. O jejum verdadeiro consistia em bem mais que um ritual externo e um arrependimento dissimulado, pois envolvia penitência pelos pecados e, consequentemente, humildade, trazendo o abandono do pecado e da opressão aos semelhantes, alimentando os famintos e agindo com humanidade em favor dos necessitados.

Apesar de sua religiosidade, eles não se preocupavam em fazer justiça ao próximo. Ao invés de declararem um feriado religioso, a fim de que todos pudessem jejuar e orar, eles queriam descansar, enquanto outros trabalhavam.

 Depois que Israel aprendesse a maneira correta de jejuar, ele poderia desfrutar das bençãos da salvação e do reino do Messias (52.12).

58.9 Eis-me aqui. Veja 65.1. Em contraste com a reclamação do v.3, virá um tempo em que o Senhor responderá a todas as orações de seu povo. Isso se cumprirá quando eles foram convertidos e derem evidência de sua transformação por meio de obras que demonstrem um coração verdadeiramente arrependido (vs.9-10). No tempo da volta de Cristo, Israel demonstrará verdadeiro arrependimento e as bênçãos lhe serão derramadas em plenitude (vs.10b -11).

Bíblia de Estudo MacaArthur
Bíblia Jerusalém
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