quinta-feira, 15 de junho de 2017

Acervo da Teologia

Os Dez Mandamentos - O Resumo da Lei - Rev. Dionei Faria - Ética Cristã

Os 10 Mandamentos             

Os Dez Mandamentos - O Resumo da Lei

Mateus 22.37, 39

Durante o ministério terreno de Jesus e, mesmo antes, alguns religiosos judeus esforçavam-se para cumprir todos os mandamentos positivos (do tipo "faça") e negativos (do tipo "não faça"), tanto da lei de Moisés, quanto da tradição que, no decorrer do tempo, foram sendo acrescentados à lei. Havia centenas de mandamentos cobrindo, praticamente, todas as áreas da vida.

No final de Seu ministério, Jesus foi confrontado por um grupo de fariseus com a pergunta sobre qual seria o maior de todos os Mandamentos. Em Sua resposta o Senhor Jesus apresenta o resumo de toda a lei.

Os Dez Mandamentos mostram os deveres do homem para com Deus; isto, nos quatro Mandamentos iniciais; os outros, os seis seguintes, apresentam os deveres do homem para com o seu semelhante.

Neste resumo da Lei, Jesus transmite justamente esta ideia, pois Ele fala do amor do homem para com Deus e do amor do homem para com o seu semelhante.

Quem estuda o resumo da Lei, estuda toda a Lei. E importante que os salvos por Jesus Cristo não apenas estudem, mas também pratiquem o maior de todos os Mandamentos, que resume toda a Lei que é o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

1 - O Resumo da Lei Ensina que Deus deve ser o Primeiro em Tudo

No verso 37 Jesus começa a responder aos fariseus, declarando: "Amarás o Senhor, teu Deus". Esta afirmação de Cristo, conduz ao pensamento de que Deus precisa estar ocupando o primeiro lugar em todas as coisas.

Olhando para os Dez Mandamentos é possível verificar esta mesma ideia, pois Deus começa dizendo a Moisés que nada pode ocupar o Seu lugar.

Jesus, no Sermão da Montanha, deixou claro este princípio da primazia de Deus, quando disse: "Buscai, pois, em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça e todas estas cousas vos serão acrescentadas" (Mt 6.33) e ainda: "Pai nosso que estás nos céus..." (Mt 6.9).

É por isso que se afirma que este Mandamento é fundamental para toda a vida religiosa Quando Deus é posto em primeiro lugar, demonstra-se que a Sua Pessoa é de primordial importância para que se tenha um pleno exercício de toda a vida cristã.

O Apóstolo Paulo sempre ensinou aos fiéis de vários lugares, e mais especificamente aos de Corinto, que tudo fizessem, colocando Deus em primeiro lugar (I Co 10.31). Para este Apóstolo, Jesus era o centro de sua própria vida, pois disse que Cristo vivia nele e que era imitador do próprio Cristo (I Co 11.1; G1 2.20).

Aqui é preciso questionar se cada cristão tem colocado Deus em primeiro lugar. Dar o primeiro lugar a Deus tem a ver com a conversão e obediência aos Seus Mandamentos. Conforme o Novo Dicionário da Bíblia, "este amar a Deus sobre todas as coisas - que ensina que Deus precisa estar em primeiro lugar - pressupõe renúncia".
Sabe-se que a atitude de renúncia é desafiadora, mas também, recompensadora. É preciso renunciar tudo que se torna um empecilho na vida cristã.

2 - O Resumo da Lei Apresenta o Desafio da Totalidade do Amor

No texto-base Jesus prossegue dizendo que este amor a Deus precisa ser "de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento" (v.37).

A ênfase que Jesus dá é para que todo aquele que procura cumprir estes Mandamentos o faça de modo sincero, transparente e com fidelidade.

Esta totalidade na observância está bem apresentada por Jesus, pois Ele ensina a respeito de um amor de todo o coração, alma, entendimento e força. E possível destacar mais algumas lições a respeito destas palavras:

• De todo o coração - Não apenas na confissão, não apenas na aparência, não apenas da boca para fora, mas de modo autêntico;
• De toda a alma - Não só com emocionalismo, mas com sentimento e vigor espiritual;
• Com todo o teu entendimento - De forma racional, coerente e inteligente (Rm 12.1);
• Com toda a tua força - Com tudo o que temos, com todos os nossos recursos, com todos os nossos bens (Mc 12.30).

Certa vez, quando Jesus estava visitando um fariseu, uma senhora ungiu o Mestre com o derramamento de um perfume muito valioso.

Esta atitude foi elogiada pelo Senhor Jesus, que disse: "Perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou" (Lc 7.47). Tal atitude revelou intenso amor a Jesus. John Charles Ryle, no seu comentário de Mateus, declarou: "O amor é o segredo, a chave da obediência aos preceitos divinos".

Infelizmente, observa-se em muitas pessoas, em seu relacionamento com Deus, que a infidelidade e a falsidade estão presentes.

Há aqueles que dizem que amam, mas isto é apenas algo dos lábios, pura formalidade, algo do momento, pois, logo em seguida palavras e atitudes contraditórias são demonstradas. A hipocrisia tem penetrado até mesmo nos arraiais eclesiásticos.

Essa atitude precisa ser eliminada, pois Jesus exige um amor verdadeiro, sincero e integral, ou seja, de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e de toda a força.

3- O Resumo da Lei Constitui-se num Desafio para o Ser Humano

Jesus, no verso 39, apresentou o 2º Mandamento que é semelhante ao anterior, dizendo: Amarás o teu próximo como a ti mesmo ". Ele vai além do que estava na lei mosaica e na mente dos fariseus, apresentado não só os deveres para com Deus e o próximo, porém, inclusive o amor a si mesmo.

Aqui está o grande desafio para todos os cristãos, e por que não dizer para todos os não cristãos, pois Jesus está ensinando a necessidade de se exteriorizar o amor a Deus, demonstrando-o ao próximo.
O Apóstolo João, de modo esclarecedor, afirmou: "Se alguém disser: amo a Deus e odiar a seu irmão, é mentiroso: pois aquele que não ama a seu irmão a quem vê, não pode amar a Deus a quem não vê" (I Jo 4.20).

Em O Novo Dicionário da Bíblia, encontra-se o seguinte: "O crente ama a seu irmão na fé: 1) Em imitação ao amor de Deus (Mt 5.43-45; I Jo 4.11); 2) Porque vê nele uma pessoa a favor de quem Cristo morreu (Rm 14.15; I Co 8.11); 3) Porque vê nele o próprio Cristo (Mt 25.40). É importante amar aqueles com quem se tem uma obrigação natural, mas, tão importante é amar aqueles com os quais o único contato é através de circunstâncias" (Lv 19.18).

São várias as pessoas e organizações que estão trabalhando a favor do próximo, revelando, nitidamente, amor intenso e sacrificial às vidas menos favorecidas e pecadoras (Is 58.71 Lc 12.33; At 20.35; I Tm 6.18).

Este é mais um desafio que Jesus faz aos Seus seguidores, pois Ele deseja que cada um cuide de si mesmo. Este cuidado envolve diversos aspectos, tais como: físico, emocional, cultural, social e espiritual.

As Escrituras ensinam que o corpo do cristão é santuário do Espírito Santo (I Co 3.16,17). Os viciados não estão cuidando devidamente de seus corpos, pois estão sempre se envenenando. O Espírito Santo deseja habitar em um templo limpo. Quando isto acontece, ou seja, quando estão cuidando de seus corpos, as pessoas estão revelando verdadeiro amor às suas próprias vidas.

O Apóstolo Paulo, em suas úteis recomendações ao seu filho na fé, Timóteo, declarou: "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina ".

Portanto, é de suma importância que cada pessoa cuide bem de seus relacionamentos com Deus, dos compromissos com a Igreja, seculares e familiares; mas lembre-se de que o cuidado pessoal é indispensável e altamente necessário.

O ativismo religioso, ou mesmo em outros setores, tem prejudicado, em muito, a boa e equilibrada vida física, emocional e espiritual de muita gente. Há momentos em que é necessário parar, fazer novos planos, a fim de se cumprir bem estes Mandamentos da Palavra de Deus.

Quem já recebeu a salvação está procurando cumprir o resumo da lei, ou seja, está se esforçando para amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
 
Discussão

1. Quem é o seu próximo?
2. O cristão deve amar ao próximo mais do que a si mesmo?
3. Por que os Mandamentos se resumem no amor?


Autor: Rev. Dionei Faria

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