quinta-feira, 1 de junho de 2017

Acervo da Teologia

* A Origem da Bíblia Sagrada - Bibliologia

A ORIGEM DA BÍBLIA SAGRADA

Vários manuscritos foram encontrados
no Mar Morto contendo cópias de
passagens do Antigo Testamento; tais
descobertas têm servido para
reforçar as provas da autenticidade
da Bíblia diante dos incrédulos
Introdução 

Panorama Geral
a) Definição: A palavra Biblion (Bíblia) é de origem grega, e significa livrinhos ou coleção de livros.

b) Objetivo: A revelação da pessoa e da lei de Deus ao homem.


c) Significado atual: É o livro que representa a crença de todas as religiões que professam o cristianismo e/ou o Deus Jeová como a base de sua fé.


d) Aplicação pessoal: Fonte que transmite, além de conhecimento, profecias sobre

acontecimentos futuros e, de acordo com a fé individual, revelações através das pregações de seus textos.

Desde quando tirou seu povo do
Egito, Deus tem usado a escrita
como meio de levar ao homem o
conhecimento que o conduz à
salvação
História 

1 - O princípio


a) Deus se revela ao homem: Deus sempre procurou falar com a humanidade de alguma maneira: No princípio, Ele se revelou pessoalmente ao homem no jardim do Éden; e dessa mesma forma Ele também se comunicava com os seus servos, assim como Noé, Abraão e Moisés, entre vários outros; posteriormente, passou a falar com o povo através de homens escolhidos especificamente para exercer o ministério profético.

b) A Palavra divulgada por Jesus e a unção do Espírito Santo: Tempos depois, com a vinda de Cristo à terra, sua Palavra se expandiu ainda mais; após a crucificação, com a descida do Espírito Santo, Ele passou a falar diretamente com os homens sem a necessidade do uso de profetas.


c) A Palavra pregada pelos apóstolos: A partir daí, o evangelho foi grandemente divulgado pelos apóstolos, principalmente Paulo, em boa parte dos lugares habitados no mundo naquela época. Esses pioneiros da missão evangelística, deixaram seus valorosos trabalhos registrados em cartas e livros, os quais contém a Palavra de Deus pregada por eles, tendo por base a lei de Moisés, os livros poéticos, os históricos e os proféticos, mas sempre destacando enfaticamente os ensinamentos deixados por Jesus Cristo.


2 - A propagação da palavra séculos depois


a) A data e a autoria da Bíblia: A Bíblia Sagrada narra a história um período indefinido de tempo (desde a criação do mundo, até o Apocalipse de João em 96 d.C, aproximadamente, contendo também profecias de tempos futuros); ela foi escrita por cerca de 40 autores, inspirados por Deus, que viveram em lugares e épocas diferentes, e não se conheciam; mesmo assim, nela não há nenhuma contradição.

b) As línguas originais: O Antigo Testamento foi escrito em hebraico, com exceção apenas de alguns trechos escritos em Aramaico. O Novo Testamento foi escrito em grego.


c) A montagem da Bíblia: Ao longo dos anos, os arqueólogos foram encontrando, pouco a pouco, os rolos escritos em papiro (folhas de uma planta) e pergaminho (pele de animal) e juntaram-os como sendo um único livro.Todos os manuscritos originais do Antigo e do Novo testamento foram perdidos; os textos existentes hoje nas linguás originais são baseados em cópias dos documentos autênticos. Até pouco tempo atrás, o manuscrito completo do Antigo Testamento mais antigo era de 916 dC. Em 1946, foram achados vários manuscritos desses livros em onze cavernas de Qumram (situado a 2 quilômetros do oeste do extremo norte do mar Morto). A maior parte desses manuscritos é do primeiro século a.C. e do primeiro século d.C. Foram encontrados ali manuscritos quase inteiros, sendo os de Isaías os mais famosos, com partes de todos os livros do Antigo Testamento, menos de Ester. Além dos livros bíblicos, foram achados também fragmentos de livros apócrifos (obras literárias com conteúdo teológico, escritas na mesma época dos textos Sagrados, que não foram consideradas como inspiradas por Deus para fazerem parte da Bíblia) e de outros livros da seita dos Essênios (Seita do tempo de Cristo: Mais ou menos quatro mil homens que obedeciam rigorosamente a lei de Moisés. 


 Uns moravam em cidades, porém a maioria vivia em grupos, no deserto de En-Gedi. Eles não são mencionados na Bíblia), que ali os escondeu. Esses manuscritos são de grande importância para o estudo do texto original do Antigo Testamento, como também para se recompor o panorama histórico da época do início Novo Testamento.


d) As primeiras versões: No ano 382 dC, começou a ser elaborada a Vulgata Latina (tradução para o latim) por Jerônimo, a pedido de Dâmaso, que era o papa daquela época; este trabalho somente foi concluído em 404 dC. A primeira versão da Bíblia escrita em português, foi o Novo Testamento, traduzido por João Ferreira de Almeida em 1681.


e) A divisão em capítulos e versículos: O primeiro texto hebraico do Antigo Testamento foi dividido em versículos entre os séculos IX e X a.C., por estudiosos judeus chamados de massoretas; eles concluíram este trabalho por volta de 1230 aC. Em 1551, na frança, um impressor chamado Robert d'etiénne dividiu o Novo Testamento em versículos. Mas, no século XII, é que finalmente a Bíblia Sagrada foi totalmente divida em capítulos pelo teólogo inglês Stephen Langhton. Até o século XVI, as bíblias eram publicadas somente com a divisão em capítulos. Somente em 1560 é que foi publicada a primeira bíblia com os textos divididos em versículos (a Bíblia de Genebra, lançada na Suiça). A primeira versão da Bíblia em português (o Novo Testamento, traduzido por João Ferreira de Almeida em 1681), já foi lançada dividida em capítulos e versículos. A divisão dos textos do Livro Sagrado foi criada para facilitar a memorização e a localização de cada trecho da Palavra de Deus, facilitando assim, nosso estudo e nossa meditação.


Infelizmente, nem todas
as traduções ou estudos
bíblicos são confiáveis;
pois, com o passar do
tempo, para algumas
pessoas, o conhecimento
teológico tem se tornado
uma grande fonte de renda,
a qual tem melhor resultado
quando se distorce a
Palavra de acordo com a
necessidade e a vontade do
povo
A Bíblia Hoje 

1 - Traduções


    Há atualmente mais de 2400 traduções da Bíblia; elas abrangem quase todos os países e idiomas existentes no mundo. Na língua portuguesa existem variadas traduções; algumas das mais conhecidas e utilizadas são:
  • Tradução João Ferreira de Almeida - Revista e Corrigida - 1914
  • Tradução João Ferreira de Almeida - Revista e corrigida - 1951
  • Tradução Brazileira - Soc. Bíblicas Unidas - 1953
  • Tradução Matos Soares - 1953
  • Tradução Figueiredo - 1962
  • Tradução João Ferreira de Almeida - Revista e Atualizada no Brasil - 1969
  • A bíblia na linguagem de hoje (NTLH) - 1973.
  • Tradução João Ferreira de Almeida - Melhores Textos - 1973
  • Tradução João Ferreira de Almeida - Melhores textos - 1979
  • Bíblia "Mensagem de Deus" - 1983
  • A Bíblia de Jerusalém - 1985
  • Tradução do Novo Mundo -  1986
  • Tradução João Ferreira de Almeida - Edição contemporânea - 1992
  • Tradução João Ferreira de Almeida - Corrigida e fiel - 1994
  • Tradução João Ferreira de Almeida - Revista e corrigida - 2000.
  • Nova Versão Internacional (NVI) - 2000
2 - O Conteúdo* das Escrituras Sagradas
    Informações numéricas sobre sua escrita:
  • 2 testamentos (o Antigo e o Novo);
  • 66 livros (39 no Antigo e 27 no Novo);
  • 1.189 capítulos;
  • 31.173 versículos;
  • 773.692 palavras;
  • 3.566.480 letras.
Alguns dados numéricos aqui apresentados podem variar de acordo com a tradução.

O avanço tecnológico tem contribuído
muito para a propagação da Palavra:
sites, blogs, redes sociais e
dispositivos eletrônicos têm
alcançado milhares de pessoas
diariamente com a mensagem do
Evangelho
Conclusão 

    Essa vasta biblioteca espiritual traz um belo e rico conteúdo histórico, geográfico, científico, linguístico e cultural que nos proporciona conhecimento sobre várias fases da humanidade. Através desses livros, o Senhor Deus se fez conhecer dando-nos oportunidade de salvação pelo conhecimento da sua Palavra; sem a Bíblia, seus mandamentos e a história do cristianismo poderiam ter se perdido, chegando a nós como lendas sem crédito e totalmente distorcida. De fato, as diferentes religiões acabam dando diversas e errôneas interpretações para cada passagem bíblica, causando assim muita confusão na mente daqueles que não a entendem; é por isso que se faz tão importante o estudo e a busca do conhecimento mediante a orientação do Espírito Santo. Mais do que um livro de regras e doutrinas, a Bíblia Sagrada é um canal de contato entre o homem e Deus.

Jonas M. Olímpio
Escola Bíblica Virtual

Acervo da Teologia

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