quarta-feira, 14 de junho de 2017

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* Nunca na história eclesiástica a igreja evangélica brasileira esteve tão bem! - Teologia da Prosperidade


Nunca na história eclesiástica a igreja evangélica brasileira esteve tão bem!

Por Ciro Sanches Zibordi

A igreja evangélica brasileira está vivendo a sua melhor fase! Como diria o presidente Lula, nunca na história eclesiástica ela esteve tão bem. Sua aproximação da Igreja Romana melhora a cada dia, facilitado pelo grande entrosamento entre os cantores-ídolos do mundo gospel e os padres-popstar. O simpático evangelho-show — ao contrário da antipática palavra da cruz (1 Co 1.18) — é apresentado ao mundo mediante estilos musicais atuais (como o funk) e danças, levando as pessoas a cantarem naturalmente as canções “evangélicas”.

O hit “Faz um milagre em mim” é um ótimo exemplo de como o evangelho-show penetra com facilidade em bares, festas, casas de show, etc. Não é por acaso que existem versões desse sucesso “evangélico” em forró, pagode, etc. Ele é cantado também por padres-popstar. Apesar disso, há uma minoria de protestantes da atualidade que ainda insiste em ficar incomodados com o fato de certas composições “evangélicas” estarem sendo aceitas naturalmente pelo mundo. Afinal, de acordo com o ensinamento do Senhor Jesus, o mundo despreza tudo o que é realmente cristão (Mt 5.11; Lc 6.26).

Mas, enquanto o evangelho-show conquista o mundo, dentro dos templos e nos grandes eventos “evangélicos”, o misticismo experiencialista cresce. Nunca na história eclesiástica supervalorizamos tanto as experiências e os “milagres”, em detrimento da Palavra de Deus. 


Fenômenos como extrações de objetos das pessoas e aparecimento de dentes de ouro têm mais valor do que uma exposição bíblica. Isso tem feito a minoria protestante de hoje não se conformar, posto que, na hierarquização feita por Deus, o ministério da Palavra é mais importante do que os milagres (1 Co 12.28; Jo 10.41), que devem ocorrer como efeito da pregação do evangelho (Mc 16.15-20).

O misticismo experiencialista tem funcionado em conexão com o antropocentrismo triunfalista, mediante o qual consideramos o Deus soberano como o Papai Noel, cujo prazer resume-se em distribuir presentes aos “meninos” que têm fé. Que maravilha! O culto coletivo há muito tempo deixou de ser dedicado ao Senhor Jesus, para atender aos nossos interesses. Por isso, gostamos tanto de teatro, danças, apresentações de vale-tudo, etc. O culto agora é para nos agradar, e não para glorificarmos o Senhor Jesus!

Aproveitando-se do fato de os seres humanos serem interesseiros por natureza (Jo 6.60-69), os super-pregadores milagreiros e malabaristas têm lançado as suas campanhas, pelas quais arrecadam dinheiro, muito dinheiro, para comprar jatinhos ou manter os seus impérios pessoais. Isso não é maravilhoso?

Só não entendo uma coisa. Numa época de tanto triunfo da igreja evangélica brasileira, um famoso super-pregador está pedindo uma oferta de R$ 7,00 para vencer os efeitos da crise mundial! Ora, a teologia da prosperidade perdeu a sua eficácia? É claro que não! Nunca na história eclesiástica estivemos tão bem! Determinemos, decretemos, profetizemos vitória em meio à crise! Há poder em nossas palavras.



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