"Ao contrário de muitos, não negociamos a Palavra de Deus visando a algum lucro; antes, em Cristo falamos diante de Deus com sinceridade, como homens enviados por Deus".
2 Coríntios 2.17


quarta-feira, 3 de maio de 2017

* O Livro de I e II Samuel / Artigos e Estudos



Autor: O autor é anônimo. Sabemos que Samuel escreveu um livro (1 Samuel 10:25), e é muito possível que tenha escrito parte deste livro também. Outros possíveis participantes de 1 Samuel são os profetas / historiadores Natã e Gade (1 Crônicas 29:29).

Quando foi escrito: Originalmente, os livros de 1 e 2 Samuel eram um só livro. Os tradutores da Septuaginta os separaram, e desde então temos mantido essa separação. Os eventos de 1 Samuel ocorreram durante um período de 100 anos, a partir de 1100 AC até 1000 AC. Os eventos de 2 Samuel descrevem outros 40 anos. A data em que foi escrito, então, seria algum tempo depois de 960 AC.

Propósito: Primeiro Samuel registra a história de Israel na terra de Canaã à medida que passam pela transição do governo dos juízes a uma nação unificada sob reis. Samuel emerge como o último juiz e unge os dois primeiros reis, Saul e Davi.

Versículos-chave: “Porém esta palavra não agradou a Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos governe. Então, Samuel orou ao SENHOR. Disse o SENHOR a Samuel: Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele” (1 Samuel 8:6-7).

“Então, disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o SENHOR, teu Deus, te ordenou; pois teria, agora, o SENHOR confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Já agora não subsistirá o teu reino. O SENHOR buscou para si um homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou” (1 Samuel 13:13-14).

“Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei” (1 Samuel 15:22-23).

Resumo:
 O livro de 1 Samuel pode ser nitidamente dividido em duas seções: a vida de Samuel (capítulos 1-12) e a vida de Saul (capítulos 13-31).

O livro começa com o nascimento milagroso de Samuel em resposta à oração fervorosa de sua mãe. Quando ainda criança, Samuel viveu e serviu no templo. Deus o escolheu como um profeta (3:19-21), e a primeira profecia da criança foi uma de julgamento sobre os sacerdotes corruptos.

Os israelitas vão à guerra com os seus inimigos perenes, os filisteus. Os filisteus capturam a arca da aliança e estão em posse temporária dela, mas quando o Senhor envia julgamento, os filisteus devolvem a arca. Samuel chama Israel ao arrependimento (7:3-6) e em seguida à vitória sobre os filisteus.

O povo de Israel, querendo ser como as outras nações, deseja ter um rei. Samuel está insatisfeito com suas demandas, mas o Senhor lhe diz que não é a liderança de Samuel que estão rejeitando, mas a Sua própria. Depois de alertar as pessoas do que ter um rei implicaria, Samuel unge um benjamita chamado Saul, o qual é coroado em Mispa (10:17-25).

Saul experimenta de um sucesso inicial, derrotando os amonitas em batalha (capítulo 11). Mas então ele faz uma série de equívocos: ele presunçosamente oferece um sacrifício (cap. 13), faz um voto tolo em detrimento de seu filho Jônatas (capítulo 14) e desobedece uma ordem direta do Senhor (capítulo 15). Como resultado da rebelião de Saul, Deus escolhe um outro para tomar o seu lugar. Enquanto isso, Deus retira a Sua bênção de Saul e um espírito maligno começa a atormentá-lo à loucura (16:14).

Samuel viaja a Belém para ungir o jovem Davi como o próximo rei (capítulo 16). Mais tarde, Davi tem o seu confronto famoso com Golias, o filisteu, e se torna um herói nacional (capítulo 17). Davi serve na corte de Saul, casa com a filha de Saul e faz amizade com o filho de Saul. O próprio Saul fica com ciúmes do sucesso e popularidade de Davi e tenta matá-lo. Davi foge e assim começa um período extraordinário de aventura, intriga e romance. Com ajuda sobrenatural, Davi por pouco, mas consistentemente, escapa do sanguinário Saul (capítulos 19-26). Por tudo isso, Davi mantém a sua integridade e sua amizade com Jônatas.

Perto do final do livro, Samuel morre e Saul é um homem perdido. Na véspera de uma batalha com a Filístia, Saul procura obter respostas. Tendo rejeitado a Deus, ele não recebe ajuda dos céus e acaba procurando o conselho de um médium. Durante a sessão, o espírito de Samuel ressurge dentre os mortos para dar uma última profecia: Saul morreria em batalha no dia seguinte. A profecia foi cumprida; os três filhos de Saul, incluindo Jônatas, caem no campo de batalha e Saul comete suicídio.

Prenúncios: A oração de Ana em 1 Samuel 2:1-10 faz várias referências proféticas a Cristo. Ela exalta a Deus como a sua Rocha (v. 2), e sabemos através dos evangelhos que Jesus é a rocha sobre a qual devemos construir a nossa casa espiritual. Paulo se refere a Jesus como uma “pedra de tropeço” aos judeus (Romanos 9:33). Cristo é chamado de “Pedra espiritual” que forneceu bebida espiritual aos israelitas no deserto, assim como Ele oferece “água viva” para as nossas almas (1 Coríntios 10:4, João 4:10). A oração de Ana também faz referência ao Senhor que julgará as extremidades da terra (2:10), enquanto Mateus 25:31-32 se refere a Jesus como o Filho do Homem que virá em glória para julgar a todos.

Aplicação Prática:
 A trágica história de Saul é um estudo de oportunidade desperdiçada. Ali estava um homem que tinha tudo - honra, autoridade, riquezas, boa aparência e muito mais. No entanto, ele morreu em desespero, com medo de seus inimigos e sabendo que tinha desapontado a sua nação, a sua família e o seu Deus.

Saul cometeu o erro de achar que poderia agradar a Deus através de desobediência. Como muitos hoje, ele acreditava que um motivo razoável iria compensar pelo mau comportamento. Talvez o seu poder lhe subiu à cabeça e ele começou a achar que estava acima das regras. De alguma forma, ele desenvolveu uma baixa opinião dos mandamentos de Deus e uma elevada opinião de si mesmo. Mesmo quando confrontado com o seu erro, ele tentou justificar-se e foi isso que causou a rejeição de Deus (15:16-28).

O problema de Saul é um que todos nós temos que enfrentar - um problema do coração. Obediência à vontade de Deus é necessária para o sucesso, e se em orgulho nos rebelarmos contra Ele, estamos causando a nossa própria derrota. 

Davi, por outro lado, não parecia ser muita coisa no início. Até mesmo Samuel foi tentado a ignorá-lo (16:6-7). Mas Deus vê o coração e viu em Davi um homem segundo o Seu coração (13:14). A humildade e a integridade de Davi, juntamente com a sua ousadia para o Senhor e o seu compromisso à oração, deixaram um bom exemplo para todos nós.


Fatos Culturais e Destaques


Durante o período englobado pelo livro (ca. século XI a.C.), nenhuma superpotência eclipsava a região hoje conhecida como Palestina. Por isso, Israel, liderado por Davi, aproveitou todas as oportunidades para subjugar as outras nações de Canaã. Os filisteus, porém, que viviam nas áreas costeiras junto ao mar Mediterrâneo, provaram ser um inimigo resiliente. O Livro apresenta Samuel e em seguida explora a tensão entre a lealdade pactual para com Deus e a monarquia humana. O Rei Saul foi, de modo geral, desobediente a Deus, por isso o Senhor pôs em execução seu plano de fazer de Davi o rei seguinte de Israel. 


Você Sabia? 


. Os gregos dos tempos antigos, com quem aparentemente estavam relacionados os filisteus, às vezes decidiam confrontos militares por meio de campeões escolhidos para duelar entre os exércitos em linha de batalha. Esse julgamento pela prova de batalha estava baseado na crença de que os deuses de cada exército é que lutariam e decidiriam a batalha (17.4). 


. O uso das convenções normais da poesia hebraica, segundo as quais "dez mil" era em geral usado como paralelo para "mil", a frase: "Davi [matou] seus dez milhares" foi uma forma que as mulheres encontraram para dizer: "Saul e Davi mataram milhares" (18.7).


. Os sacerdotes e adivinhos eram as vezes obrigados, sob pena de morte, a fazer juramento de lealdade ao rei, comprometendo-se a servi-los como informantes (22.9-18).


. Agarrar a borda do manto simbolizava lealdade, porém cortar um pedaço da túnica de alguém significava deslealdade e rebelião (24.4,5). 


. Era costume que o novo rei assumisse o harém (grupo constituído por esposas, concubinas, parentes femininas e criadas que habitam o harémde seu predecessor (3.7).


. As culturas antigas viam a deficiência física como sinal de pecado ou do desfavor de Deus (4.4). 


. As mulheres reais desempenhavam um papel político significativo nas antigas sociedades ( 16.21,22). 


. As eiras, que geralmente ficavam nas colinas, eram locais em que tradicionalmente eram recebidas mensagens divinas (24.18-25). 





Livro de 2 Samuel 

Autor: O Livro de 2 Samuel não identifica o seu autor. Não pode ser o profeta Samuel já que ele morreu em 1 Samuel. Possíveis escritores incluem Natã e Gade (veja 1 Crônicas 29:29).

Quando foi escrito: Originalmente, os livros de 1 e 2 Samuel eram um só livro. Os tradutores da Septuaginta os separaram e temos mantido essa divisão deste então. Os acontecimentos de 1 Samuel ocorreram ao longo de aproximadamente 100 anos, entre 1100 AC até 1000 AC. Os acontecimentos de 2 Samuel abrangem mais 40 anos. O livro foi escrito, então, algum tempo depois de 960 AC.

Propósito: 2 Samuel é o registro do reinado do Rei Davi. Este livro coloca a aliança davídica no seu contexto histórico.

Versículos-chave: “Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre” (2 Samuel 7:16).

“Tendo o rei coberto o rosto, exclamava em alta voz: Meu filho Absalão, Absalão, meu filho, meu filho!” (2 Samuel 19:4).

“E disse: O SENHOR é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu baluarte e o meu refúgio. Ó Deus, da violência tu me salvas. Invoco o SENHOR, digno de ser louvado, e serei salvo dos meus inimigos” (2 Samuel 22:2-4).

Resumo: O livro de 2 Samuel pode ser dividido em duas seções principais – os triunfos de Davi (capítulos 1-10) e os problemas de Davi (capítulos 11-20). A última parte do livro (capítulos 21-24) é um apêndice não-cronológico que contém mais detalhes do reinado de Davi.

O livro começa com Davi recebendo a notícia da morte de Saul e seus filhos. Ele proclama um tempo de luto. Logo depois, Davi foi coroado rei de Judá, enquanto Isbosete, um dos filhos sobreviventes de Saul, é coroado rei de Israel (capítulo 2). Uma guerra civil segue, mas Isbosete é assassinado e os israelitas pedem a Davi que reine sobre eles também (capítulos 4-5).

Davi muda a capital do país de Hebron para Jerusalém e depois move a Arca da Aliança (capítulos 5-6). O plano de Davi para construir um templo em Jerusalém é vetado por Deus, que em seguida promete a Davi as seguintes coisas: 1) Davi teria um filho que governaria depois dele; 2) o filho de Davi iria construir o templo; 3) o trono ocupado pela linhagem de Davi seria estabelecido para sempre e 4) Deus nunca iria remover a sua misericórdia da casa de Davi (2 Samuel 7:4-16).

Davi lidera Israel à vitória sobre muitas das nações inimigas que os cercavam. Ele mostra também bondade à família de Jônatas ao cuidar de Mefibosete, filho aleijado de Jônatas (capítulos 8-10).

Então Davi cai. Ele cobiça uma bela mulher chamada Bate-Seba, comete adultério com ela e depois tem o marido assassinado (capítulo 11). Quando o profeta Natã confronta Davi com seu pecado, Davi confessa e Deus graciosamente perdoa. No entanto, o Senhor diz a Davi que problemas poderiam surgir de dentro de sua própria casa.

Problema realmente surge quando o filho primogênito de Davi, Amnom, violenta sua meia-irmã, Tamar. Em retaliação, o irmão de Tamar, Absalão, mata Amnom. Absalão então foge de Jerusalém ao invés de enfrentar a ira de seu pai. Mais tarde, Absalão lidera uma revolta contra Davi e alguns dos antigos companheiros de Davi se juntam à rebelião (capítulos 15-16). Davi é forçado a sair de Jerusalém e Absalão se posiciona como rei por um curto período de tempo. No entanto, o usurpador é derrubado e - contra a vontade de Davi - é morto. Davi lamenta a morte de seu filho.

Um sentimento geral de inquietação assola o resto do reinado de Davi. Os homens de Israel ameaçam separar-se de Judá e Davi deve tem que suprimir mais uma rebelião (capítulo 20).

O apêndice do livro inclui informação sobre uma fome de três anos que assolou a terra (capítulo 21), uma canção de Davi (capítulo 22), um registro das façanhas dos mais valentes guerreiros de Davi (capítulo 23), assim como o censo pecaminoso de Davi e a consequente praga (capítulo 24).

Prenúncios: O Senhor Jesus Cristo é visto principalmente em duas partes de 2 Samuel. Em primeiro lugar, a aliança davídica conforme descrita em 2 Samuel 7:16: “Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre” e reiterada em Lucas 1:32-33 nas palavras do anjo que apareceu à Maria para anunciar-lhe o nascimento de Jesus: “Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim”. Cristo é o cumprimento da aliança davídica; Ele é o Filho de Deus da linhagem de Davi que reinará para sempre.

Em segundo lugar, Jesus é visto na canção de Davi no final da sua vida (2 Samuel 22:2-51). Ele canta sobre a sua rocha, fortaleza e libertador, seu refúgio e salvação. Jesus é a nossa Rocha (1 Coríntios 10:4, 1 Pedro 2:7-9), o Libertador de Israel (Romanos 11:25-27), a fortaleza para qual “já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta” (Hebreus 6:18) e o nosso único Salvador (Lucas 2:11; 2 Timóteo 1:10).

Aplicação Prática: Qualquer um pode cair. Mesmo um homem como Davi, que verdadeiramente desejava seguir a Deus e que foi ricamente abençoado por Deus, era suscetível à tentação. O pecado de Davi com Bate-Seba deve servir como um aviso a todos nós para guardarmos nosso coração, nossos olhos e nossas mentes. Orgulho sobre a nossa maturidade espiritual e nossa capacidade de resistir à tentação com nossas próprias forças é o primeiro passo para uma queda (1 Coríntios 10:12).

Deus é misericordioso para perdoar até os pecados mais hediondos quando realmente nos arrependemos. No entanto, curar a ferida causada pelo pecado nem sempre apaga a cicatriz. O pecado tem consequências naturais e, mesmo depois de perdoado, Davi colheu o que havia semeado. Seu filho da união ilícita com a esposa de outro homem foi-lhe tirado (2 Samuel 12:14-24) e Davi sofreu a miséria de uma ruptura no seu relacionamento amoroso com seu Pai celestial (Salmos 32 e 51). Quão melhor é evitar o pecado em primeiro lugar, ao invés de ter que pedir perdão depois!




  Quem Foi Samuel - Biografia 


Samuel foi profeta e o último juiz de Israel.Ele liderou Israel como sacerdote e como chefe militar e político. Samuel foi um exemplo de fidelidade e obediência a Deus.

A mãe de Samuel, Ana, estava muito triste porque não podia ter filhos. Quando ela foi ao santuário de Deus, ela prometeu que, se tivesse um filho, ela o iria dedicar a Deus. O sumo sacerdote Eli lhe disse que Deus iria conceder o desejo de seu coração. Ana voltou para casa e ficou grávida. Ela chamou seu filho Samuel, porque Deus atendeu seu pedido (1 Samuel 1:20).

Quando Samuel foi desmamado, Ana o levou ao santuário, onde ele ficou debaixo dos cuidados de Eli. Samuel cresceu no santuário, ministrando perante o Senhor (1 Samuel 2:11).

Uma noite, quando Samuel era menino, Deus o chamou. De início, Samuel pensou que a voz era de Eli. Samuel ouviu a voz três vezes, então Eli entendeu que era Deus (1 Samuel 3:8-9). Na quarta vez, Samuel respondeu e Deus lhe disse que iria trazer julgamento sobre a família de Eli, porque seus filhos eram maus. Essa foi a primeira vez que Deus falou com Samuel.

Algum tempo depois, os filisteus atacaram Israel e os filhos de Eli foram mortos em batalha. Quando Eli ouviu a notícia, caiu de sua cadeira e partiu seu pescoço (1 Samuel 4:17-18). Deus destruiu a família de Eli, porque seus filhos não eram fiéis, e colocou Samuel como sacerdote sobre Israel.

Samuel, juiz de Israel

Já adulto, Samuel convocou o povo de Israel e liderou o exército em batalha contra os filisteus. Com a ajuda de Deus, os filisteus foram derrotados. Samuel foi reconhecido como juiz sobre Israel e passou a viajar pelo país, resolvendo questões (1 Samuel 7:15-16). Deus esteve contra os filisteus durante toda a vida de Samuel.

Descubra aqui uma história ligada a Samuel: qual é o significado de Ebenézer?

Quando Samuel ficou idoso, ele colocou seus filhos como juízes sobre Israel. Mas seus filhos faziam muitas coisas erradas. Então o povo pediu um rei para ser seu líder. Samuel não gostou do pedido, porque estavam rejeitando Deus como seu rei. Samuel advertiu sobre as consequências negativas de ter um rei mas foi ungir um rei, porque Deus mandou (1 Samuel 8:6-7).

Um rei para Israel

Um dia, Samuel se encontrou com Saul e o ungiu em privado como rei de Israel. Samuel convocou as tribos de Israel e Deus revelou que Saul deveria ser rei. Samuel e todo o povo reconheceram Saul como rei. Depois de uma vitória militar de Saul, Samuel o confirmou como rei, numa cerimônia oficial (1 Samuel 11:14-15). Como Samuel estava velho, ele se despediu do povo e se retirou da liderança.

Saul desviou-se de Deus, por isso Samuel avisou que Deus o tinha rejeitado como rei. Deus enviou Samuel para ungir um novo rei. Samuel foi para a casa de Jessé e Deus lhe indicou que Davi deveria ser rei. Samuel ungiu Davi e voltou para casa (1 Samuel 16:12-13). Davi se tornou um grande líder militar e Saul ficou com inveja dele. Saul tentou matar Davi, que passou vários anos como fugitivo. Davi só se tornou rei anos depois da morte de Samuel.

Samuel morreu e todo Israel pranteou por ele (1 Samuel 25:1). Ele foi o último juiz de Israel e foi muito importante para unir o país e estabelecer a monarquia. Samuel foi fiel a Deus sua vida toda e Deus o usou para para fazer coisas muito grandes.




Quem Foi Davi - Biografia  



David ou Davi (em hebraico: דוד, literalmente "querido", "amado"; no hebraico moderno David, no hebraico tiberiano Dāwiḏ; em árabe: داود).


É reconhecido como o maior rei de Israel, descrito na Bíblia como tendo muitos "dons, como o da música, da poesia e foi também o criador dos salmos penitenciais citados na Bíblia sagrada´´.
Sua maior forma de diversão se dava ao momento em que conduzia as ovelhas pelos pastor verdejantes criando salmos e cânticos para louvar a Deus.
arqueólogo americano Edwin Thiele estabeleceu sua data de nascimento por volta de 1040 a.C., e sua morte em 970 a.C., tendo reinado sobre Judá de 1010 a 1003 a.C., e sobre o reino unificado de Israel de 1003 a 970 a.C. No entanto, os livros bíblicos de SamuelI Reis e I Crônicas são a única fonte de informação disponível de relatos sobre sua vida e seu reino, embora a estela de Tel Dan registre a existência, em meados do século IX a.C., de uma dinastia real judaica chamada "a Casa de Davi".
A vida de Davi é particularmente relevante para a cultura judaicacristã e islâmica. No judaísmo, Davi, ou Melekh David ("rei Davi"), é o rei de Israel e do povo judaico; um descendente direto seu será o Mashiach, o Ungido judaico. No cristianismo, Davi é mencionado como um ancestral do pai adotivo de JesusJosé, e no islamismo é conhecido como Daud, um profeta e rei de uma nação. Filho de Jessé, da tribo de Judá, teria nascido na cidade de Belém e se destacado na luta dos israelitas contra os filisteus. Tornou-se rei, sucedendo a Saul e conquistou Jerusalém, tornando-a a capital do Reino Unido de Israel.
Seu nome é citado 1.047 vezes na Bíblia.
Os livros bíblicos de SamuelI Reis e I Crônicas são a única fonte de informação disponível sobre sua vida e seu reinado.
David viveu por volta de 1000 a.C., e foi o terceiro rei de Israel, sucedendo a Isboset, filho do rei Saul. Sua história é relatada em detalhes em I Samuel 16:11 e II Samuel 1:1 e ss. Foi um rei popular e o personagem do Antigo Testamento que mais vezes é mencionado na Bíblia. Caçula, ele foi o oitavo filho de Jessé, um habitante de Belém. O seu pai parece ter sido um homem de situação modesta. O nome da sua mãe não se encontra registrado, mas costuma-se atribuir a ela o nome de Nahash. Quanto à sua aparência, sabe-se apenas que tinha cabelos ruivos e formoso semblante.I Samuel 16:12
Na narrativa bíblica, ele é descrito inicialmente como apascentador de ovelhas e tocador de harpa na corte do rei Saul, mas ganha notoriedade ao matar em combate o gigante guerreiro filisteu Golias, ganhando o direito de se casar com uma das filhas do rei. Depois da morte de Saul, Davi governou a tribo de Judá, enquanto o filho de Saul, Isboset, governou o resto de Israel. Com a morte de Isboset, Davi foi proclamado rei das doze tribos de Israel e seu reinado marcou uma mudança na realidade do povo hebreu: de uma confederação de tribos, transformou-se em uma nação solidamente estabelecida. Ele transferiu a capital de Hebron para Jerusalém, e tornou-a o centro religioso dos israelitas, trazendo a Arca da Aliança.
Expandiu os territórios sobre os quais governou e trouxe prosperidade a Israel. Seus últimos anos foram abalados por rebeliões lideradas por seus filhos e rivalidades familiares na corte.
Deus concedeu, de acordo com a Bíblia, que a monarquia israelita e judaica viria da sua linha de descendentes. O Judaísmo ortodoxo acredita que o Ungido será um descendente do Rei Davi. O Novo Testamento qualifica Jesus como seu legítimo descendente (Mateus 1), quer por uma descendência legal – era filho adotivo de José, o Carpinteiro, da tribo de Davi – quer por descendência sanguínea, já que era filho de Maria (Lucas 2) que, assim como o marido, fora recensear-se em Belém, terra de seu ancestral.
profeta Samuel o ungiu ainda durante o reinado de Saul, causando ciúmes neste. Por isto, David viveu, até à morte de Saul, como fugitivo e exilado.
Capturou Jerusalém dos jebuseus, tornando-a capital do reino de Israel.
A Davi atribuem-se diversos salmos da Bíblia (cerca de 73). Alega-se, contudo, que se trate de pseudo-epígrafe. Muitos salmos são historicamente datados após a morte de Davi.
Davi teve dezoito filhos: Amnon, Quileabe, AbsalãoAdonias, Sefatias, Itreão, sendo estes nascidos em Hebrom.(II Samuel 3:2-5) Em Jerusalém, nasceram-lhe os filhos: Samua, Sobabe, NatãSalomão, Ibar, Elisua, Nefegue, Jafia, Elisama, Eliada, Elifelete (II Samuel 5:14-16) e Tamar.(II Samuel 13:1)




Biografia de Saul (Heb. "pedido") 


Saul, filho de Quis é o primeiro rei de Israel, é uma das figuras mais enigmáticas da Bíblia. Sua história, registrada em 1 Samuel 9 a 31, fez com que alguns estudiosos levantassem questões sobre a justiça e a bondade de Deus e do seu porta-voz, o profeta Samuel. Além disso, muitos eruditos expressaram dúvidas quanto à coerência lógica e literária das narrativas em que a carreira é descrita. Tudo isso criou um desânimo geral para se descobrir a verdade sobre Saul, pois as narrativas, que não foram contadas coerentemente, dificilmente oferecerão uma autêntica base. Estudos recentes, contudo, ajudam a resolver algumas dessas questões teológicas, literárias e históricas, conforme veremos a seguir. 

Saul, cujo nome soa como "aquele pedido", é mencionado pela primeira vez em 1 Samuel 9. 1,2, embora alguns comentaristas afirmem que detectaram sua presença velada bem antes disso. Desde que o verbo hebraico "pedir por" aparece repetidamente na história de Samuel (1 Sm 1), alguns eruditos supõem que a narrativa do nascimento deste profeta na verdade é uma reconstituição de um registro original da vida de Saul. Uma hipótese mais provável, entretanto, é que o escritor bíblico talvez tenha enfatizado a raiz "pedir por" na narrativa do nascimento de Samuel simplesmente para prefigurar o papel significativo que mais tarde Saul desempenharia no livro e talvez para antecipar o fato de que Samuel, aquele que foi "pedido a Deus" por Ana, uma mulher íntegra (1 Sm 2.20, 27,28), estaria diretamente envolvido na ascensão e queda de Saul, o que foi"pedido" pelos líderes da nação pecadora de Israel (1 Sm 8.4-9; 10.17-19). 

De qualquer maneira, a apresentação explícita de Saul encontra-se em 1 Samuel 9.1,2, onde é descrito como um belo exemplar de varão, alto e bonito. Embora frequentemente se suponha que nesse momento de sua vida ele era apenas um jovem tímido, a descrição de que "desde os ombros para cima sobressaía em altura a todo o povo" torna isso muito improvável. Também é bom notar que, apesar de ser positiva, essa primeira descrição de Saul focaliza exclusivamente as qualidades exteriores, em contraste, por exemplo, com a apresentação de Davi (1 Sm 16,18), que acrescenta às suas qualidades externas (boa aparência) o fato de que era "valente, sisudo em palavras" e, mais importante, que , "o Senhor era com ele". 

Coerentemente com as omissões em sua apresentação, logo fica claro que Saul, embora tivesse uma aparência física excelente, era carente das qualidades espirituais necessárias para ser um rei bem-sucedido em Israel. O primeiro indicador de sua falta de qualificação foi seu repetido fracasso em obedecer à palavra do Senhor transmitida por Samuel. Frequentemente é observado que a função profética tornou-se mais específica com a instituição da monarquia em Israel. Quer dizer, de forma distinta da situação no livro de Juízes, quando Gideão, por exemplo, recebeu as instruções divinas e as cumpriu (Jz 6 a 8), com a monarquia houve uma divisão de responsabilidades, sendo as instruções muitas vezes transmitidas ao rei por um profeta, o governante, então, em obediência ao profeta, cumpria a instrução. Sob tal arranjo, é claro, era extremamente importante que o rei obedecesse ao homem de Deus, para que o governo divino (isto é, a teocracia) fosse mantido. Isso, entretanto, conforme a Bíblia mostra, Saul fracassou em fazer. 

Embora as ocasiões mais conhecidas da desobediência de Saul estejam em 1 Samuel 13 e 15, a primeira encontra-se em 1 Samuel 10. Quando Saul foi ungido por Samuel, três sinais foram dados como confirmação. De acordo com o texto, quando o último se cumprisse, Saul deveria "fazer o que a sua mão achasse para fazer" (de acordo com as palavras de Samuel em 1 Sm 10.7), depois do que (de acordo com a instrução adicional de Samuel em 1 Sm 10.8) deveria ir a Gilgal e aguardar novas ordens sobre a batalha contra os filisteus, que sua primeira ação certamente provocaria. Se Saul tivesse obedecido, teria demonstrado sua disposição para se submeter a uma "estrutura de autoridade teocrática" e confirmaria assim sua qualificação para ser rei. Também teria estado um passo mais próximo do trono, se seguisse o padrão dos três sinais: designação (por meio da unção), demonstração (por meio de um ato de heroísmo, isto é, "fazer o que sua mão achasse para fazer", 1 Sm 10.7) e finalmente a confirmação pelo povo e o profeta. Infelizmente, ao que parece Saul se desviou da responsabilidade de 1 Samuel 10.7 e, assim, precipitou o processo de sua ascensão. Embora sua vitória sobre os amonitas (1 Sm 11) fosse suficiente para satisfazer o povo e ocasionar a "renovação" de seu reinado (1 Sm 11.14), pelo tom do discurso de Samuel (1 Sm 12), é evidente que, pelo menos em sua mente, Saul ainda precisava passar por mais um teste. 

Em 1 Samuel 13, Jônatas, e não Saul, fez o que o rei deveria ter feito, ao atacar a guarnição dos filisteus. Aparentemente, ao reconhecer que a tarefa de 1 Samuel 10.7 fora realizada, ainda que por Jônatas, Saul desceu imediatamente a Gilgal, de acordo com 1 Samuel 10.8, para esperar a chegada de Samuel. Como o profeta demorou muito, em sua ausência Saul tomou a iniciativa de oferecer os sacrifícios em preparação para a batalha, ao julgar que a situação militar não permitiria mais demora. Mas terminou de oficiar o holocausto, Samuel chegou. Depois de  ouvir as justificativas de Saul, o profeta anunciou que o rei agira insensatamente, por isso seu reinado não duraria muito. Às vezes os comentaristas justificam ou pelo menos atenuam as ações de Saul e criticam a reação de Samuel como severa demais. Entretanto, à luz do significado da tarefa dada a Saul em 1 Samuel 10.7,8 como um teste para sua qualificação, tais interpretações são equivocadas. 

Na ocasião da primeira rejeição de Saul e também na segunda (1 Sm 15), suas ações específicas de desobediência eram apenas sintomas da incapacidade fundamental para se submeter aos requisitos necessários para um reinado teocrático. Resumindo, eram sintomas da falta de verdadeira fé em Deus (1 Cr 10.13). 

Depois de sua rejeição definitiva em 1 Samuel 15, Saul já não era mais o rei legítimo aos olhos de Deus (embora ainda permanecesse no trono por alguns anos) e o Senhor voltou sua atenção para outro personagem, ou seja, Davi. 1 Samuel 16 a 31 narra a desintegração emocional e psicológica de Saul, agravada pelo seu medo do filho de Jessé ( 1 Sm 18.29), pois pressentia que aquele era o escolhido de Deus para substituí-lo como rei (1 Sm 18.8;20.31). Depois de falhar em diversas tentativas de ceifar a vida de Davi, Saul finalmente tirou a sua própria. O novo rei em todo o tempo foi dirigido para o trono de forma providencial, às vezes indiretamente. 

Embora não seja possível entrar em mais detalhes num artigo como este, pode-se observar que as narrativas sobre Saul, quando interpretadas dentro das linhas sugeridas anteriormente, fazem um bom sentido literal e teológico; isso, por sua vez, abre a porta para uma avaliação mais positiva de sua veracidade histórica. 

Fonte de Estudos 

. Bíblia de Estudo Arqueológica 
. Quem é quem na Bíblia Sagrada - Paul Gardner 
. Pesquisa e Edição - Michael Rossane 
. Significados.com.br 
. Gotquestions.org
Respostas.com.br 
Wikipédia









📖   Devocional do dia: 1 Sm 15. Deus rejeita Saul como Rei por desobediência!

É um erro humano frequente achar que Deus ignorará e perdoará todos os pecados de alguém desde que tal pessoa tenha o cuidado de frequentar a igreja e de oferecer sacrifícios ou hinos de louvor. Vários profetas do AT tiveram de confrontar esse raciocínio falso; Amós chegou a descrever Deus, dizendo que ele "aborrecia" e "desprezava" festas, sacrifícios e oferendas religiosas (Am 5.21-24). De igual maneira, tendemos a pensar que a falsa adoração é o pior pecado possível contra Deus; Samuel disse que a desobediência arrogante é igualmente ruim. Muitos afirmam seguramente em serem cristãos, mas toma decisões sem consultar a Deus, e desobedecem a Deus fazendo o contrário da vontade de Deus. #Meditemnisso

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