terça-feira, 18 de abril de 2017

Acervo da Teologia

O Livro de Rute - Comentário

Autor: 

O Livro de Rute não revela especificamente o nome do seu autor. A tradição é que esse livro foi escrito pelo profeta Samuel.

Quando foi escrito:

 Não sabemos exatamente quando o Livro de Rute foi escrito. No entanto, a visão predominante é uma data entre 1011 e 931 AC.

Propósito: 

O Livro de Rute foi escrito para os israelitas e ele ensina que o amor verdadeiro pode às vezes exigir um sacrifício intransigente. Independentemente do que a vida nos traga, podemos viver de acordo com os preceitos de Deus. Genuíno amor e bondade serão recompensados. Deus abençoa abundantemente aqueles que procuram viver uma vida obediente. Vida obediente não permite "acidentes" no plano de Deus. Deus estende misericórdia aos misericordiosos.

Versículos-chave: 

Rute 1:16: “Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus.”

Rute 3:9: “Disse ele: Quem és tu? Ela respondeu: Sou Rute, tua serva; estende a tua capa sobre a tua serva, porque tu és resgatador.”

Rute 4:17: “As vizinhas lhe deram nome, dizendo: A Noemi nasceu um filho. E lhe chamaram Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi.”

Resumo: 

A configuração do Livro de Rute começa no país pagão de Moabe (região nordeste do Mar Morto) e então se muda para Belém. Este relato verdadeiro ocorre durante o Período dos Juízes, período marcado por dias sombrios de fracasso e rebelião dos israelitas. A fome faz com que Elimeleque e sua mulher, Noemi, saiam de sua casa israelita ao país de Moabe. Elimeleque morre e acaba deixando Noemi com seus dois filhos, que logo acabam se casando com duas moças moabitas, Orfa e Rute. Mais tarde os dois filhos morrem e Noemi fica sozinha com Orfa e Rute em uma terra estranha. Orfa volta a seus pais, mas Rute decide ficar com Noemi enquanto viajam para Belém. Esta história de amor e devoção fala do eventual casamento de Rute com um homem rico chamado Boaz, por quem ela tem um filho, Obede, que se torna avô de Davi e o ancestral de Jesus. Obediência traz Rute à linhagem privilegiada de Cristo.

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Um dos temas principais do Livro de Rute é o de redentor. Boaz, um parente de Rute por ser parente do seu marido, agiu de acordo com o seu dever como delineado na Lei de Moisés para resgatar um parente pobre das suas circunstâncias (Levítico 25:47-49). Este cenário é repetido por Cristo, que nos redime, os espiritualmente pobres, da escravidão do pecado. Nosso Pai Celestial enviou o Seu próprio Filho à cruz para que nos tornássemos filhos de Deus e irmãos e irmãs de Cristo. Por ser o nosso Redentor, nós nos tornamos seus parentes.

Aplicação Prática: 

A soberania do nosso grande Deus é claramente vista na história de Rute. Ele guiou cada passo do caminho para que Rute se tornasse sua filha e cumprisse o Seu plano de se tornar um ancestral de Jesus Cristo (Mateus 1:5). Da mesma forma, podemos ter certeza de que Deus tem um plano para cada um de nós. Do mesmo jeito que Noemi e Rute confiaram que Deus cuidaria delas, assim também devemos fazer.

Vemos em Rute um exemplo da mulher virtuosa de Provérbios 31. Além de ser dedicada à sua família (Rute 1:15-18; Provérbios 31:10-12) e fielmente dependente de Deus (Rute 2:12, 31:30), vemos em Rute uma mulher de discurso piedoso. Suas palavras são amorosas, gentis e respeitosas, tanto com Noemi quanto com Boaz. A mulher virtuosa de Provérbios 31 “Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua” (v. 26). Seria difícil encontrar uma mulher hoje tão digna de ser o nosso exemplo como Rute.

Fatos Culturais e Destaques 

Nos dias de Rute, os israelitas alternavam entre suplicar a Deus por ajuda em tempos de desespero e se esquecer completamente do Senhor, participando da libertinagem das culturas vizinhas. Ainda assim, Deus, trabalhando por trás dos fatos, continuou a executar seu plano de redenção. De maneira surpreendente, Deus usou Rute, uma mulher estrangeira, mas fiel e corajosa, não apenas para impressionar os judeus, mas também para desempenhar um papel importante na transformação do mundo por meio de Jesus. 

Você Sabia?


. Descobrir e deitar-se aos pés de um homem era a forma não verbal de pedi-lo em casamento (3.1-4). . A terra de uma família ou de um clã não podia ser vendida de modo permanente (4.1-3).. Tirar as sandálias e entregar a outro era um gesto público de renunciar aos direitos sobre uma propriedade e transferi-los ao outro (4.7). Os documentos de Nuzi (Acádia, meados do II milênio A.C.) relatam um costume similar, não mais usado no tempo dos juízes de Israel.

Notas Históricas e Culturais 


. O parente resgatador: Rute 3 - Na sociedade do Israel antigo, as seguintes obrigações legais recaíam sobre o parente mais próximo, conhecido como go'el ou "parente resgatador".

. Resgate de propriedade (Nm 27.8-11). As terras de uma família não podiam ser vendidas de modo permanente a membros de outra família. Um parente distante poderia vender as terras herdadas para pagar seus credores, mas quem não tinha terra acabava se tornando escravo. Era responsabilidade do go'el resgatar as terras e os membros da família mediante o pagamento da dívida. Na ausência de um go'el, a terra podia ser vendida a alguém que não pertencesse à família, retornando mais tarde aos donos originais, no ano do Jubileu. 

. Casamento por levirato (Dt 25.5-10). Quando um homem morria sem deixar herdeiro, seu irmão era obrigado a resgatar a viuvá, a fim de dar ao falecido um herdeiro. Isso implicava um compromisso financeiro e emocional que nem todos os irmãos estavam dispostos a assumir. O go'el podia conseguir isenção legal da obrigação, mas isso era considerado uma fuga ao dever e envolvia certa desonra.

. Vingança por morte injusta de um membro da família (Nm 35.9-21). Numa sociedade em que não existia força policial permanente, a responsabilidade de executar a sentença de morte do assassino de um membro da família era do go'el haddam (vingador da vítima ou da culpa). A Lei mosaica proibia a vingança indiscriminada, permitindo ao acusado refugiar-se em outra cidade, na qual o caso seria avaliado pelos anciãos locais. No entanto, não se mostrava misericórdia aos que cometiam assassinato deliberadamente. 

Bíblia de Estudo Arqueológica 





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