"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



terça-feira, 4 de outubro de 2016

* Rainha Margot / Biografia

Margarida de Valois

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Margarida de Valos
Rainha da França
Rainha de Navarra
Duquesa de Vendôme
MargaretevonValois.jpg
A rainha Margot.
Reinado1589 — 1599
18 de agosto de 1572 - 17 de dezembro e 1599 (duquesa)
ConsorteHenrique IV
 
CasaValois (por nascimento)
Bourbon (por casamento)
Nascimento14 de maio de 1553
Saint-Germain-en-Laye
Morte27 de março de 1615 (61 anos)
ParisFrança
SepultamentoBasílica de Saint-DenisIlha-de-França
PaiHenrique II
MãeCatarina de Médici
Margarida de Valois (em francêsMarguerite14 de maio de 1553 - 27 de março de 1615), conhecida como Rainha Margot, foi uma filha da França, que tornou-se esposa de Henrique IVrei da França, vindo a tornar-se, portanto, rainha da França.
Três de seus irmãos se tornariam reis da França, Francisco IICarlos IX e Henrique III.

Infância

Margarida quando jovem, por François Clouet.
Margarida nasceu em 14 de maio de 1553, no Castelo de Saint-Germain-en-Laye; foi a sexta criança e a terceira filha de Henrique II e de Catarina de Médici. Seus irmãos a apelidaram de Margot. Três de seus irmãos se tornariam reis da França: Francisco IICarlos IX e Henrique III. Sua irmã, Isabel de Valois, viria a ser a terceira esposa do rei Felipe II de Espanha.
Teve pouco contato com o pai que morreu em 1559, e sua relação com a mãe era fria e distante o que imprimiu nela um sentimento de admiração e medo. Quando Carlos IX ascendeu ao trono em 1560, Margarida foi levada para a corte junto com seus irmãos mais velhos e o jovem Henrique de Navarra.

Casamento

No final de 1560Catarina de Médici tentou casá-la com o filho de Felipe II de Espanha, o Infante Carlos, mas não conseguiu. Foram então iniciadas negociações, conduzidas pelo diplomata Jean Nicot para casá-la com o rei português D. Sebastião, mas também não se obteve resultado.
Henrique III de Navarra e Margarida de Valois
Em 1572 casa com o jovem líder do Partido Protestante, Henrique de Navarra; esta união poderia, supostamente, determinar a reconciliação entre católicos e protestantes que se estavam enfrentando na Terceira Guerra de Religião.
As negociações são iniciadas entre Catarina de Médici e Joana D'Albret, mãe de Henrique, rainha de Navarra e defensora ferrenha dos huguenotes. As negociações foram longas e difíceis. Joana D'Albret exige a conversão de Margarida ao protestantismo, mas esta não cede a sua exigência. No fim, Joana acaba dando consentimento para o casamento em troca de um considerável dote pago por sua nora. A rainha Joana faleceu pouco tempo depois, e Henrique tornou-se o novo rei de Navarra. Margarida, obrigada por seu irmão, Carlos IX de França, e por sua mãe, casa-se a contragosto com o soberano que considerava um herege de um reino residual.
Sem esperar a dispensa pontifical requerida, dada a diferença de religião, a união tem lugar em 24 de agosto de 1572. Entretanto, a pretendida reconciliação entre católicos e protestantes revelou-se uma farsa quando, coordenada pela Rainha Mãe, Catarina de Médicis (quem realmente detinha o poder), desencadeou-se uma ação que resultou no assassinato de líderes protestantes e um verdadeiro massacre dos huguenotes que se haviam reunido em Paris para a festa. Esse episódio ficou conhecido como "A Noite de São Bartolomeu", por haver ocorrido no dia dedicado ao santo católico.

A Noite de São Bartolomeu e o início das intrigas

A tranquilidade entre católicos e protestantes dura pouco. Em 24 de agosto, ocorre a Noite de São Bartolomeu, na qual os protestantes foram massacrados, inclusive no interior do Palácio do Louvre (Um homem gravemente ferido se refugia no quarto de Margarida). Henrique então decide converter-se ao catolicismo para salvar sua vida. Por ter sido próximo da Noite de são Bartolomeu, o casamento, de Margarida e Henrique, ficou conhecido como Casamento Vermelho.
Em 1574, quando Carlos IX morreu, protestantes e católicos moderados (chamados de "descontentes") exigem a contenção do Estado nos assuntos religiosos. Francisco de Alençon e Henrique de Navarra, preparam um plano para tomar o poder, mas falham e seus dois cúmplices foram presos e decapitados. Um deles era José de La Molle, suposto amante de Margarida.
Libertados, mas sob a vigilância da corte, Alençon em 1575 e Henrique, em 1576, finalmente conseguem fugir da corte.
Henrique não avisa a esposa de sua fuga e as relações entre ambos os cônjuges ficam seriamente danificadas, especialmente por causa das intrigas da amante de Henrique, Charlotte de Sauvé, dama de honra de Catarina de Médici. Charlotte também causou discórdia entre Francisco de Alençon e Henrique de Navarra, ambos amantes de Charlotte. Margarida teve muito trabalho para reconciliá-los. Este episódio deixou claro que o casamento de Henrique de Navarra e Margarida de Valois era cheio de infidelidades, mas solidamente unido em assuntos políticos. Na verdade, Henrique apenas se relaciona com sua esposa quando ela é útil aos seus interesses, outro tipo de relacionamento é inexistente.
Após a fuga de seu irmão e de seu marido, Margarida fica retida no Palácio do Louvre e vigiada por dois guardas, porque o novo rei, seu irmão Henrique III de França, acredita que ela é cúmplice dos dois. Alençon - que se juntou aos huguenotes - faz frente ao rei e rejeita qualquer negociação enquanto sua irmã não for libertada. Margarida é liberada, e medeia, junto com sua mãe, as reuniões tentando acordar a reconciliação. As reuniões terminam com a elaboração de um texto extremamente vantajoso para os protestantes e para Alençon: o Édito de Beaulieu.
Durante os conflitos, Margarida se reconcilia com seu marido, e Henrique exige que sua esposa seja enviada para a Navarra, mas Catarina de Médici e Henrique III se opõem a ele. Eles temiam que Margarida virasse refém dos huguenotes, ou servisse como um reforço para a aliança de Francisco de Alençon e Henrique de Navarra.

A desastrosa viagem aos Países Baixos

Em 1577, quando a guerra civil começa a esfriar, Margarida - dividida entre a lealdade devida ao marido e ao irmão - solicita a autorização para viajar, em nome do seu irmão mais novo, Francisco de Alençon, ao sul da Holanda. Os flamengos, que se revoltaram em 1576 contra o domínio espanhol, pareciam dispostos a oferecer um trono a um príncipe tolerante e disposto a contribuir com o apoio diplomático e militar necessário para alcançar a independência. Henrique III finalmente aprovou a viagem que, por sua vez, deu-lhe a oportunidade de se livrar do irmão.
No verão, tendo como pretexto curar-se em um Spa, Margarida começa sua viagem. Durante dois meses cumpre sua missão. Em cada uma de suas paradas aproveita a oportunidade para interagir com os nobres hostis à Espanha e para destacar os méritos de seu irmão, tentando convencê-los das vantagens de torná-lo Príncipe. Margarida fez amizade com o governador da Holanda, D. Juan de Áustria, vencedor da histórica Batalha de Lepanto, com quem manteve uma relação cordial. Mas Margarida se interessava mais pelas festas que pelas realidades políticas locais. Seu retorno para a França apresentou algumas dificuldades, pois o país estava em plena insurreição, e Margarida temia ser feita refém pelas tropas espanholas. Embora ela tenha feito alguns contatos úteis, Alençon não soube fazer uso deles.

Na cultura popular


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Você deseja honrar o corpo de Cristo? Não o ignore quando ele está nu. Não o homenageie no templo vestido com seda quando o negligencia do lado de fora, onde ele está malvestido e passando frio. Ele que disse "Este é o meu corpo" é o mesmo que diz "Tu me vistes faminto e não me destes comida" e «quantas vezes o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes» (Mateus 25:40)... Que importa se a mesa eucarística está lotada de cálices de ouro quando seu irmão está morrendo de fome? Comeces satisfazendo a fome dele e, depois, com o que sobrar, poderás adornar também o altar.

João Crisóstomo, Comentário sobre Mateus

♛ Uma das características mais recorrentes das homilias de João Crisóstomo (347-407) é sua ênfase no cuidado com os necessitados. Ecoando temas do Evangelho de Mateus, ele exorta os ricos a abandonarem o materialismo para ajudar os pobres, empregando todas as suas habilidades retóricas para envergonhar os ricos e obrigá-los a abandonar o consumismo mais conspícuo:


“Honras de tal forma teus excrementos a ponto de recebê-los em vasilhas de prata quando outro homem criado à imagem de Deus está morrendo de frio?”


— João Crisóstomo