terça-feira, 4 de outubro de 2016

Acervo da Teologia

* O Técnico de Som e a Sua Postura / Ezequiel Duarte


               O Técnico de Som e a Sua Postura

por: Ezequiel Duarte

Semelhanças entre um árbitro de futebol e um técnico de som

Ao refletirmos um pouco sobre as semelhanças entre duas figuras tão distintas, parece que não há nada que as una e muito que as separe. Contudo quer o juiz de um jogo, quer o operador de som têm a mesma função que é levar o seu jogo ou programa a um final feliz. Esse final feliz passa por todos ficarem satisfeitos com o seu trabalho ou desempenho. Se pensarmos bem, o árbitro de uma partida só faz um bom trabalho quando ninguém repara nele; para um técnico de som o desafio é precisamente o mesmo.
Ninguém repara no técnico de som para lhe dar louvores; nunca ouvimos ninguém em cima do palco dizer “queremos agradecer ao cantor X que tem uma ótima voz e também ao técnico de som Y por ter feito um excelente trabalho”.
O técnico trabalha sempre na sombra, mas o seu trabalho é tão ou mais importante do que quem fala, porque sem som audível a mensagem não passa. Infelizmente todos reparam no operador som apenas quando ele faz um mau trabalho, quando os microfones não funcionam ou quando os feedbacks são o prato do dia.
Por tudo isto o técnico de som à semelhança de um árbitro tem que ter acima de tudo uma enorme auto confiança, porque não pode esperar elogios ou gratidão pelo seu trabalho e tem que estar sempre pronto para ouvir uma crítica feroz ao seu desempenho. Mas é por este desafio que ser técnico é uma tarefa ainda mais aliciante.

Os Técnicos de Som e os Curiosos do Som

Estar atrás de uma mesa de mistura com uma sala cheia de pessoas para ouvir um cantor ou pregador famoso é o mesmo que estar a bordo de um Airbus A-300 prestes a levantar vôo. Todos estão ansiosos por ouvir a mensagem ou a música e não querem que nenhum piloto amador lhes estrague a viagem. É aqui que o técnico de som tem um enorme jogo psicológico pela frente; nada pode falhar sobretudo ele, mas os problemas técnicos muitas vezes acontecem e a culpa nem é dele.
É neste instante que imediatamente se nota a diferença entre um técnico de som e um curioso do com. Um técnico de som apesar de a meio do programa um cabo soltar-se ou a luz falhar ou mesmo uma coluna estourar ele mantém sempre a calma, porque se não for ele a resolver o problema mais ninguém será. Um curioso do som por sua vez perde a calma, entra em pânico e como sinal de desespero põe sempre a culpa nos outros. Em som, ninguém tem culpa de nada, apenas há pessoas que agem com diligência [técnicos de som] e outros agem com negligência [curiosos do som].

O técnico de som é um homem de soluções e não de problemas

Quantas vezes já encontramos técnicos de som nas nossas Igrejas que são mais complicados que um político da oposição num debate parlamentar. Tudo é um enorme problema, o caos é enorme, todos têm a culpa menos ele e a única solução à vista é fazer tudo da forma que ele quer.
Pois bem, este é o típico exemplo de um mau técnico de som. Um operador tem que ser uma pessoa de soluções e não de problemas; a sua função é servir e não ser servido. Se ele fosse a principal atração do programa, então as cadeiras da platéia deveriam sofrer um desvio de 180º e ficar viradas para o técnico cujo lugar é atrás de todos bem escondido.
Um bom operador de som deve sempre encontrar soluções onde mais ninguém as acha, deve facilitar e providenciar boas condições aos organizadores do programa, para que estes possam ficar livres para se preocuparem com os problemas que realmente são da sua responsabilidade e não com os problemas que o técnico levanta.

A relação com o cantor e o conhecimento do programa como parte fundamental para o sucesso do programa

Um técnico de som que vai para um programa sem saber o que se vai passar, é o mesmo que um cirurgião ir para um bloco operatório sem saber a que parte do corpo do paciente vai operar.
É fundamental que o técnico conheça todas as partes do programa ao pormenor, para saber qual o melhor momento para colocar um som ambiente ou ligar um microfone antes do orador falar, etc.
Também a sua relação com o cantor, orador ou instrumentista deve ser o melhor possível; sobretudo nos ensaios o técnico deve perguntar ao cantor se gosta da equalização que ele conferiu à sua voz, se o som de munição está ajustado às necessidades do intérprete e tudo mais que em virtude das circunstâncias se julgar necessário.
Um técnico de som nunca poderá fazer um bom trabalho se a única conversa que teve com o cantor foi o momento em que este lhe disse qual a faixa do CD que ele iria cantar. O entrosamento entre os dois mais que importante é fundamental para o sucesso do programa.





Acervo da Teologia

About Acervo da Teologia -

Author Description here.. Nulla sagittis convallis. Curabitur consequat. Quisque metus enim, venenatis fermentum, mollis in, porta et, nibh. Duis vulputate elit in elit. Mauris dictum libero id justo.

Subscribe to this Blog via Email :