quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Acervo da Teologia

* Guilherme Farel 1489 - 1565 / Biografia & Obras




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Guilherme Farel
Guilherme Farel (1489 - 13 de setembro de 1565) - Guillaume Farel em francês - foi um evangelista francês, e um dos fundadores daIgreja Reformada nos cantões de NeuchâtelBernaGenebra e Vaud na Suíça. Ele é freqüentemente lembrado por ter persuadido João Calvino a permanecer em Genebra em 1536, e o fazê-lo retornar em 1541, após ter sido expulso em 1538. Eles influenciaram o governo de Genebra até o ponto de ele se tornar um estado teocrático, a "Roma protestante", onde se refugiaram os protestantes e os não-protestantes foram perseguidos.[1] Junto com Calvino, Farel trabalhou para treinar pregadores missionários que difundiram a causa protestante para outros países, especialmente a França.

Vida

Farel era um pregador ardente e um enérgico crítico da Igreja Católica. Nos primeiros anos da Reforma Protestante na França, ele era um aluno do reformador Jacques Lefèvre d'Étaples. Com Lefevre ele se tornou um membro do Cercle de Meaux reunidos em 1519 pela mentalidade reformista do bispo de Meaux, Guillaume Briçonnet, que convidou uma série de humanistas evangélicos para trabalhar na sua diocese para ajudar a implementar o seu programa de reforma dentro da Igreja Católica. Este grupo de humanistas também incluía Josse van Clichtove, Martial Mazurier, Gérard Roussel, e François Vatable. Os membros do círculo de Meaux possuíam talentos diferentes, mas eles geralmente enfatizaram o estudo da Bíblia. Enquanto trabalhava com Lefevre em Meaux, Farel foi influenciado pelas ideias luteranas e tornou-se um ávido promotor delas. Após suas ideias serem condenadas pela Universidade de Sorbonne, Farel passou à pregar com fervor em Dauphiné.
Ele foi forçado a fugir para a Suíça por causa da polêmica despertada por seus escritos contra o uso de imagens na liturgia cristã, ao qual acreditava ser idolatria. Passou algum tempo em Zurique com Ulrico Zuínglio e em Estrasburgo, com Martin Bucer. Ele convenceu Neuchâtel à aderir à reforma em 1530.
Ele se estabeleceu em Genebra, em 1532, onde permaneceu como ministro, juntamente com Calvino, mas rompendo com ele sobre a questão da Eucaristia. Ele foi banido de Genebra em 1538, em parte por suas posições rigorosas, e aposentou-se a Neuchâtel, onde morreu.

Referências

  1. Ir para cima História Geral. Antonio Pedro e Florival Cáceres. Editora FTD. Pág.: 171.

Ver também


Deus amaldiçoe o teu descanso


"Deus amaldiçoe teu descanso e a tranquilidade que buscas para estudar, se diante de uma necessidade tão grande te retiras e te negas a prestar socorro e ajuda".

Esta frase foi dita por um homem chamado Guilherme Farel, chefe do grupo de missionários protestantes que saíram da cidade de Berna e estavam em Genebra, ambas na Suíça durante a Reforma Protestante no século 16.

Esta frase foi dirigida a João Calvino, um dos gigantes da Reforma Protestante.

Não se espante, vamos ver o contexto da situação nas palavras de Justo Gonzalez, no volume 6, página 113 do livro A Era dos Reformadores (de onde extraí a imagem acima):
Calvino não tinha a menor intenção de dedicar-se à vida ativa de seus muitos correligionários que em diversas partes levaram a cabo a obra reformadora. Mesmo que sentisse para com eles profundo respeito e admiração, estava convencido de que seus dons não eram os de pastor, ou um "cabo de guerra", mas sim os de estudioso e de escritor.
Depois de uma breve visita a Ferrara, e outra à França, decidiu estabelecer seu domicílio em Estrasburgo, onde a causa reformadora havia triunfado e onde havia uma grande atividade teológica e literária que lhe parecia oferecer um ambiente propício para seus trabalhos.
Mas o caminho mais direto para Estrasburgo estava fechado por razões de uma guerra, e Calvino teve que se desviar e passar por Genebra. A situação nessa cidade era confusa. Algum tempo antes, a cidade protestante de Berna havia enviado missionários a Genebra, e estes tinham conseguido o apoio de um pequeno núcleo de leigos instruídos que ansiavam pela reforma da igreja e de um forte contingente de burgueses cujo principal desejo parece ter sido o de ganhar certas vantagens e liberdades que não tinham sob o regime católico. O clero, em geral de escassa instrução e menor convicção, simplesmente havia seguido ordens do governo de Genebra quando este decidiu abolir a missa e optar pelo protestantismo. Isto tinha ocorrido poucos meses antes da chegada de Calvino a Genebra e, portanto, os missionários procedentes de Berna, cujo chefe era Guilherme Farel, se encontravam à frente da vida religiosa de toda uma cidade e carentes de pessoal necessário.
Calvino chegou a Genebra com a intenção de não passar ali mais que um dia e prosseguir seu caminho para Estrasburgo. Porém alguém avisou a Farel que o autor das Institutas se encontrava na cidade, e assim se produziu uma entrevista inolvidável, que o próprio Calvino nos conta.

Farel, que "ardia com um maravilhoso zelo pelo avanço do evangelho", apresentou a Calvino várias razões pelas quais precisava de sua presença em Genebra. Calvino escutou atentamente seu interlocutor, uns quinze anos mais velho que ele, porém se negou a aceitar seu rogo, dizendo-lhe que tinha projetado certos estudos e que não lhe seria possível terminá-los na situação em que Farel descrevia. Quando por fim, Farel tinha esgotado todos seus argumentos, sem conseguir convencer ao jovem teólogo, apelou ao Senhor de ambos e insurgiu contra o teólogo com voz estridente: "Deus amaldiçoe teu descanso e a tranquilidade que buscas para estudar, se diante de uma necessidade tão grande te retiras e te negas a prestar socorro e ajuda".
Diante de tal imprecação, nos conta Calvino: "essas palavras me espantaram e me quebrantaram e desisti da viagem que tinha empreendido". E assim começou a carreira de João Calvino como reformador de Genebra.
Entendeu as circunstâncias da frase acima?

Esta passagem da história da igreja é de alguma valia para nós hoje? SIM!

Quantos estão acomodados, com seus dons enterrados, sem fazer nada. Criando uma fortaleza na mente dizendo que o que estão fazendo para o Reino de Deus é o suficiente! Está bom assim, pensam eles!

"Este é o meu dom, orar pelos outros!" Dizem alguns, e acabam orando sofrivelmente!

Ou ainda "Este é o meu dom, contribuir". E acaba dando algumas migalhas para Missões.

Outros não fazem nada, esquentam o banco com a sua temperatura morna.

Missões também é ser Enviador! Também é ir com orações e com dinheiro, mas não exime as pessoas de testemunharem de Cristo!

Ficam em uma profunda sonolência. Dormem na luz! Acordarão no lago de fogo?

Vamos ler a frase novamente e tirar dela algumas lições:
"Deus amaldiçoe teu descanso e a tranquilidade que buscas para estudar, se diante de uma necessidade tão grande te retiras e te negas a prestar socorro e ajuda".
  • Necessidade de descanso e de tranquilidade para fazer algo - Jesus nos disse que no mundo passaríamos por tribulações, logo, não existirá real e duradouro descanso para os servos de Deus!
  • Estudar - o estudo é bom! É necessário! Contudo, lemos em Coríntios que a ciência (conhecimento) incha e o amor edifica. O amor é mais importante que o conhecimento. O amor precisa do conhecimento para ter equilíbrio. O conhecimento precisa do amor para manter-se relevante.
  • Diante de uma necessidade - as necessidades do corpo de Cristo existem, quer a gente queira ver ou não!
  • Retirar-se - fugir das obrigações, enterrar seu talento! Como Jonas! Você esperará ser engolido por um peixe? Não há aposentadoria para os cristãos! Se a pessoa está viva, tem de trabalhar!
  • Negar a prestar socorro e ajuda - Lembre-se que Jesus disse que o amor de muitos se esfriaria nos últimos tempos. Você está incluído nesta turma?
Vamos nos arrepender dos nossos desejos de descanso e da nossa preguiça ou indiferença. Que venhamos a nos comprometer mais com a obra de Deus!
Missões e Adoração

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