segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Acervo da Teologia

* Vozes que Se Calam / Willy Rangel


Quando você terminar de ler esta página, cinco pessoas terão tirado a própria vida. É o que dizem os números levantados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que estima que 1 milhão de pessoas cometam suicídio todos os anos. Ou seja, 3 mil pessoas causam a própria morte todos os dias, 1 a cada 40 segundos.

Outro dado alarmante é que o suicídio figura entre as 20 principais causas de morte em todo o mundo, sendo o segundo maior motivo entre jovens de 10 a 24 anos. E de acordo com a Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP, em inglês), a quantidade de vidas perdidas ultrapassa o número de homicídios e mortes em guerras. 

Mas o que faz tanta gente perder a esperança e não ver outra saída? Sabe-se que doenças como depressão e o abuso de álcool estão entre as principais causas de suicídio.

Porém especialistas chamam a atenção do contexto de pessoas que se matam em alguns países asiáticos, onde a cultura é fundamental para entender por que elas tiram a própria vida. Enquanto no Ocidente o suicídio é tido como algo negativo, o Japão, por exemplo, viveu períodos em que tirar a própria vida era considerado louvável, como no caso dos kamikazes, pilotos treinados para desferir ataques suicidas contra alvos inimigos.

Ataques suicidas executados por terroristas também fazem parte da realidade de milhões de pessoas em países onde essas ofensivas são relativamente comuns, como no Oriente Médio. Até a religião “justificaria” o sacrifício, em vão, de milhares de homens-bomba que literalmente se explodiram, causando terror, pânico e tristeza.

Felizmente, há formas de prevenir que a tendência suicida se espalhe. A prevenção passa desde a restrição ao acesso a meios que facilitem o suicídio, como substâncias tóxicas e armas de fogo, até o acompanhamento médico e psicológico de pessoas que estejam passando por um quadro de depressão ou tenham uma doença psiquiátrica grave.

Mesmo assim, a prevenção ao suicídio é prejudicada pelo fato de o tema ser considerado um tabu por várias sociedades, segundo a OMS. Independentemente da situação, o papel de Missões é valorizar a vida, ser voz de socorro vindo de Deus para ajudar pessoas que não têm mais esperança. É o que temos feito no Chile, através do projeto SOS – Socorro Oportuno ao Suicida. Desenvolvido no norte do país, a ação, via telefone, consiste em mostrar a importância da vida a quem pensa em se matar. Depois do telefonema, a pessoa é encaminhada para receber uma visita e ir à igreja mais próxima.

No Uruguai, um dos líderes das estatísticas de suicídio na América Latina, nossos missionários estão engajados nesta batalha pela vida. Clélia Duarte, missionária em Montevidéu, também ajuda em um serviço telefônico de uma organização não governamental na prevenção de suicídios ( Leia no jornal pag 50). O importante é salvar vidas. Oferecer sua voz de socorro para alguém que prefere desistir de tudo e se calar é cumprir a missão de Deus.

Willy Rangel 


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