sábado, 13 de dezembro de 2014

Acervo da Teologia

* Greg L. Bahnsen / Biografia & Obras


Greg L. Bahnsen (17 de setembro de 1948 - 11 de dezembro de 1995) foi um americano calvinista filósofo , apologista , e debatedor. Ele era um ministro na Igreja Presbiteriana Ortodoxa e um full-time Scholar na residência para a Califórnia Centro Sul de Estudos Cristãos. Ele também é considerado um contribuinte para o campo da apologética cristã.

Início da vida e da educação 

Ele foi o primeiro a nascer de dois filhos de Robert e Virginia Bahnsen em Auburn, Washington , e cresceu em Pico Rivera, California . Na juventude, ele foi assolado por uma série de dificuldades médicas, o mais grave de que foi um ao longo da vida de plaquetas no sangue problema que tornava difícil para ele parar o sangramento. Ele também tinha problemas de coração, que veio à luz apenas durante suas primeiras admissões da faculdade e exame médico.
Educado na Igreja Presbiteriana Ortodoxa , ele participou ativamente de atividades religiosas. Ele começou a ler os apologética de Cornelius Van Til , quando na escola. Enquanto frequentava Westmont College começou a escrever para a Fundação Calcedónia de Rousas J. Rushdoony e logo passou a admirar fortes convicções calvinistas deste último.
Em 1970 Bahnsen graduado magna cum laude de Westmont College, recebendo seu BA em filosofia, bem como a John Bunyan Smith Award por seu global média de pontos . A partir daí ele passou pelo Seminário Teológico de Westminster , em Filadélfia , onde estudou sob Cornelius Van Til . Os dois se tornaram amigos íntimos. Quando ele se formou em Maio de 1973, ele recebeu simultaneamente dois graus, Mestre em Divindade e Mestre em Teologia , bem como o Prêmio Benton Greene William na apologética e uma Richard Weaver Fellowship do Instituto de Estudos intercolegial . Sua próxima parada foi o acadêmico da Universidade do Sul da Califórnia (USC), onde estudou filosofia , especializando-se na teoria do conhecimento . Em 1975, depois de receber a ordenação na Igreja Presbiteriana Ortodoxa, ele se tornou um professor associado de Apologética e Ética no Reformed Theological Seminary , em Jackson, Mississippi . Enquanto estava lá, ele completou seus estudos na USC, recebendo seu doutorado em 1978.

Vida posterior 

Um dos pilares originais da Reconstrução Cristã , Bahnsen foi um dos principais defensores de teonomia , postmillennialism , e apologética pressuposicional . Ele palestrou para uma ampla gama de cristãos evangélicos grupos em muitas faculdades e conferências, não só em todo o Estados Unidos , mas na Escócia e Rússia . Ele publicou numerosos artigos e tem mais de 1700 fitas de áudio, vídeos, artigos e livros com seu nome.
Advocacy vocal de Greg Bahnsen de Christian Reconstructionism e teonomia foi altamente controversa durante sua vida, e um debate público pertencente a teonomia levou à sua demissão do Reformed Theological Seminary , em Jackson, Mississippi. Além disso, ele era conhecido por seu público de debates sobre apologética , teonomia, religião (como o catolicismo romano , o Islã , e judaísmo ), e uma variedade de questões sócio-políticas (como o aborto , controle de armas , e homossexualidade ).
Bahnsen é talvez melhor conhecido por seus debates com tais líderes ateus como George H. Smith , Gordon Stein , e Edward Tabash . O debate com Stein marcado um dos primeiros usos de um argumento transcendental para a existência de Deus (TAG).
Em 1994, uma polêmica surgiu após filósofo ateu Michael Martin cancelar um debate com Bahnsen, porque Martin "recusou-se a permitir que o debate a ser gravado e vendido para apoiar uma organização cristã." Desde aquela época Martin sustentou que ele tem respondido adequadamente a utilização de Bahnsen de TAG, fazê-lo em seus próprios debates com Michael Butler , John Frame , e Douglas Jones, bem como em ensaios publicados na Web Secular . 

Morte 

Devido a seus problemas de saúde ao longo da vida, Bahnsen teve que passar por uma terceira válvula aórtica, cirurgia de implante em 5 de dezembro de 1995. Após a conclusão da operação, teve complicações graves desenvolvido no prazo de vinte e quatro horas. Ele, então, entrou em coma por vários dias e faleceu no dia 11 de dezembro de 1995 com a idade de quarenta e sete.

Argumentando a Partir da Impossibilidade do Contrário


 Greg L. Bahnsen
A abordagem genial de Van Til reconhece que um método epistemologicamente autoconsciente de defender a fé não é apenas filosoficamente necessário (dada a questão pressuposicional) e moralmente apropriado (dada a relação Criador-criatura). Ele também constitui o desafio intelectual mais forte que pode ser direcionado ao pensamento do incrédulo.

A revelação de Deus é mais do que o melhor fundamento para o raciocínio cristão; é o único fundamento filosoficamente sólido para qualquer raciocínio, seja qual for. Portanto, embora o mundo em sua própria sabedoria veja a palavra de Cristo como loucura, “a loucura de Deus é mais sábia que os homens” (1Co. 1:18, 25). Os cristãos não precisam sentar numa torre filosófica isolada, reduzidos a simplesmente desprezar os sistemas filosóficos dos não-cristãos. Não, ao tomar cada pensamento cativo a Cristo, somos capacitados a destruir o raciocínio que se exalta contra o conhecimento de Deus (cf. 2Co. 10:5). Devemos desafiar o incrédulo a dar uma explicação convincente e plausível de como ele sabe algo, seja o que for, considerando suas pressuposições adotadas sobre a realidade, verdade e o homem (sua “cosmovisão”).

A defesa pressuposicional da fé de Van Til constitui uma ofensa filosófica contra a posição e raciocínio do não-cristão. Seguindo a direção inspirada do apóstolo Paulo, ela pergunta retoricamente: “Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?” (1Co. 1:20). Este tema é predominante na prá
tica de Van Til da apologética pressuposicional. A tarefa do apologista não é simplesmente mostrar que não existe nenhuma esperança de salvação eterna fora de Cristo, mas também que o incrédulo não tem nenhuma esperança intelectual presente fora de Cristo. É loucura para ele edificar sua casa sobre a areia ruinosa da opinião humana, ao invés da rocha verbal de Cristo (Mt. 7:24-27). Ele precisa ver que aqueles que suprimem a verdade de Deus em injustiça inescapavelmente “se tornam fúteis em seu raciocínio… Professando serem sábios, se tornam loucos” (Rm. 1:21-22). A oposição deles à fé equivale a não mais que ao “falsamente chamado conhecimento” (1Tm. 6:20-21), pelo qual eles na verdade “se opõem a si mesmos” em ignorância (2Tm. 2:23, 25).

O incrédulo tenta incluir lógica, ciência e moralidade em seu debate contra a verdade do Cristianismo. A apologética de Van Til responde essas tentativas argumentando que somente a verdade do Cristianismo pode resgatar a significância e força da lógica, ciência e moralidade. O desafio pressuposicional ao incrédulo é guiado pela premissa que somente a cosmovisão cristã fornece as pré-condições filosóficas necessárias para o raciocínio e conhecimento do homem, não importando em qual campo. Isso é o que se quer dizer por uma defesa “transcendental” do Cristianismo. Sob análise, toda verdade leva alguém a Cristo. Do princípio ao fim, o raciocínio do homem sobre tudo (mesmo o raciocínio sobre o próprio raciocínio) é ininteligível ou incoerente, a menos que a verdade da Escritura cristã seja pressuposta. Qualquer posição contrária à cristã, portanto, deve ser vista como filosoficamente impossível. Ela não pode justificar suas crenças ou oferecer uma cosmovisão cujos vários elementos comportam uns aos outros.

Resumindo, a apologética pressuposicional argumenta pela verdade do Cristianismo “a partir da impossibilidade do contrário”. Alguém que é tão tolo a ponto de agir em sua vida intelectual como se não houvesse nenhum Deus (Sl. 14:1), através disso “despreza a sabedoria e a instrução” e “odeia o conhecimento” (Pv. 1:7, 29). Ele precisa ser respondido segundo a sua tolice – demonstrando para onde os seus princípios filosóficos levam – “para que não seja sábio aos seus próprios olhos” (Pv. 26:5).

Os pontos básicos estabelecidos nas últimas três seções dessa discussão podem ser agora recapitulados. A apologética cristã é uma defesa da fé religiosa, pertencendo assim à questão do comprometimento último de uma pessoa na vida. A apologética exige raciocínio intelectual na justificação das crenças de uma pessoa, tocando assim nas questões epistemológicas do padrão final do conhecimento. Essas observações deixam claro que a defesa da fé é inevitavelmente uma questão pressuposicional. Tanto o incrédulo como o crente operam em termos de certas pressuposições ou cosmovisões assumidas, com o objetivo de desenvolver seu pensamento numa forma que seja consistente com seus respectivos comprometimentos últimos. O apologista cristão necessita argumentar com o não-cristão de uma maneira epistemologicamente autoconsciente, o que não pode acontecer se seu raciocínio e argumentação assumem coisas que são realmente contrárias à sua conclusão pretendida.

Portanto, a autoridade de Cristo e da sua palavra, ao invés da autonomia intelectual, deve governar o ponto de partida e o método de sua apologética, bem como sua conclusão. Ele desafia a adequação filosófica da cosmovisão do incrédulo, mostrando como ela não fornece as pré-condições para a inteligibilidade do conhecimento e da moralidade. Seu caso em favor do Cristianismo, então, argumenta a partir da impossibilidade do contrário. Do princípio ao fim, tanto em seu método filosófico como no que objetiva produzir no pensamento do incrédulo, o apologista cristão raciocina de tal forma “que em todas as coisas Cristo tem a preeminência” (Cl. 1:18).



__________________________________
1. 
O termo “transcendental” não deveria ser confundido com a palavra de som similar “transcendente” (um adjetivo para tudo o que está além da experiência humana). O raciocínio transcendental está preocupado em descobrir quais condições gerais devem ser satisfeitas para qualquer caso particular de conhecimento ser possível; ele tem sido central para as filosofias de pensadores seculares tais como Aristóteles e Kant, e se tornou uma questão de investigação na filosofia contemporânea, analiticamente orientada. Van Til pergunta qual visão do homem, mente, verdade, linguagem e do mundo é necessariamente pressuposta por nosso conceito de conhecimento e nossos métodos de consegui-lo. Para ele, a resposta transcendental é suprida no primeiríssimo passo do raciocínio do homem – não por especulação filosófica autônoma, mas por revelação transcendental da parte de Deus. Isso torna a crítica transcendental de Van Til do pensamento incrédulo diferente do que Herman Dooyeweerd chama “crítica transcendental”.
Fonte: SALA DO AREÓPAGO

Acervo da Teologia

About Acervo da Teologia -

Author Description here.. Nulla sagittis convallis. Curabitur consequat. Quisque metus enim, venenatis fermentum, mollis in, porta et, nibh. Duis vulputate elit in elit. Mauris dictum libero id justo.

Subscribe to this Blog via Email :