sábado, 12 de julho de 2014

Acervo da Teologia

*Canibalismo, Perseguição e Mortes na Coréia do Norte / Oremos Igreja


Novamente surgem informações de que pais famintos estão comendo os próprios filhos na Coreia do Norte. A denúncia foi feita pela primeira vez por jornalistas que teriam se infiltrado no país mais fechado do planeta no ano passado. O assunto volta a tona sempre que relatos da falta de alimentos são divulgados. Mas como tudo relacionado com a nação mais fechada do mundo, é difícil de ser comprovada.
O fato é que a fome, que matou milhares de pessoas no país na década de 1990, está ameaçando grande parte da população. Simplesmente não existe comida suficiente para alimentar os 24 milhões de norte-coreanos. Embora negue as mortes em massa, o governo de Kim Jong-Un reclama das dificuldades decorrentes do embargo que o país sofre devido a seu programa nuclear. Mas não nega que é a pior crise de alimentos em três décadas.
A agência Reuters informa que o país enfrenta a maior seca desde 1982, tendo chovido apenas um terço do esperado para o período. Foram cerca de 70 dias sem chuva. Tropas do Exército protegem 24 horas as plantações que ainda persistem e toda água disponível vai para as terras agrícolas.
A missão Christian Aid afirma que nos contextos de crise quem sofre primeiro sãos os cristãos, privados pelo governo de seus direitos mais básicos simplesmente por causa de sua fé.
Segundo a organização cristã, existem trabalhos consistentes de missionários que conseguem contrabandear alimentos e oferecer apoio aos cristãos da “igreja subterrânea” norte-coreana.  Com isso, mais perseguição e prisões estão ocorrendo, sempre com a acusação de espionagem e de traição aos ideais da pátria.
“Este é o estilo típico de acusação do governo. Para controlar o seu povo, eles precisam culpar alguém, e muitas vezes os cristãos são os primeiros a serem acusados”, afirma um dos missionários que trabalha no país. “Eles fazem falsas acusações aos cristãos pois, ao ouvirem seu testemunho, pessoas estão sendo alcançadas e suas vidas são mudadas pelo amor de Cristo.”
Semana passada, dois turistas americanos foram presos por ter esquecido sua Bíblia em um quarto de hotel. O governo os acusa de proselitismo e de ameaça ao regime.
A Missão Portas Abertas coloca a Coreia do Norte ainda em primeiro lugar na lista dos maiores perseguidores dos cristãos no mundo. “Acredita-se que pelo menos 25% dos cristãos estejam definhando em campos de trabalho forçados por que se recusaram a adorar os membros da dinastia Sung, fundadores da Coreia do Norte, como a deuses”. Em 2012, um relatório da Missão indicava que mais de 70.000 cristãos estavam aprisionados em campos de concentração norte-coreanos. 

 Uma criança de mais ou menos dez anos está sentada na sarjeta enquanto literalmente morre de fome, e bem ao seu lado soldados carregam caminhões com arroz suficiente para alimentar famílias por semanas a fio.

As imagens de um vídeo clandestino foram feitas na Coreia do Norte e entregues ao jornal The Mirror. Segundo a publicação, enquanto o menininho entra em colapso no meio-fio imundo, vestido em uma jaqueta do exército enorme para o seu tamanho, oficiais passam sem olhar nem demonstrar pena.

Perto do garoto - filmado secretamente no condado de Yang Gang, perto da fronteira com a China -, outras crianças fuçam o lixo atrás do que poderia servir de comida em uma terra onde as pessoas são tão pobres que acabam forçadas a comer casca de árvore e até mesmo lascas de corpos humanos, de acordo com o que informam fontes internas.











Não muito longe dali, prisioneiros são transportados dos campos de trabalho para lugares onde vão cavar freneticamente o solo congelado atrás de alimento, enquanto tropas apontam suas armas para eles, de dedo no gatilho e esperando por um movimento errado que poderia levá-los à morte.

As imagens foram entregues ao jornal The Mirror na mesma semana em que acontecia o encontro dos ministros de Relações Exteriores do G8. O anfitrião da reunião, o chanceler William Hague, avisou Pyongyang sobre as possíveis sanções caso a Coreia do Norte siga em frente em suas ameaças de executar um quarto teste nuclear.

— Se o país lançar outro míssil ou fizer um teste nuclear, nós nos comprometemos a levar adiante medidas significativas. Não especificamos o que seriam essas medidas, mas estamos falando claramente sobre sanções.

Enquanto Hague discursava, a Coreia do Norte levava seus mísseis para a posição de lançamento, e seu líder Kim Jong-un, a despeito dos pedidos de uma população que vem passando fome, se certificava de que os exércitos teriam comida suficiente se forem mandados para as linhas de frente de uma possível guerra com a Coreia do Sul.

Segundo o pastor Kim Seung-Eun, que já ajudou mais de mais de mil norte-coreanos a fugirem de seu país, há pessoas “tão famintas que já apelaram para o canibalismo”.





— Um homem foi executado a tiros porque havia comido metade de outro ser humano e vendido o resto da carne. As pessoas estão vivendo como animais naquele país. Faço o que posso para retirar de lá o máximo de pessoas que eu posso, mas é muito, muito perigoso, especialmente para as pessoas que estão lá.

Ele afirma ainda que a pessoa que filmou o menino na sarjeta focou nele por um motivo.

— Alguém havia comentado que o menino estava morrendo no meio da rua, e esta pessoa foi procurar por ele. É muito estressante, muito triste, mas eu espero que o mundo veja, através destas imagens, o quanto as coisas lá são chocantes, e possam assim ajudar mais refugiados e desertores a escapar daquele lugar terrível.

O pastor de 48 anos consegue ajudar desertores do regime norte-coreano ao subornar guardas e oficiais do exército. Salvar alguém do regime custa em média R$ 15.000, valor distribuído entre gastos no planejamento, comida, propina para os guardas e passagens de barco e trem. Além disso, ele também ajuda a divulgar imagens como as conseguidas aqui.


As imagens são feitas por pessoas que criticam o regime, e que poderiam ser mortas caso fossem flagradas. Em algumas cenas, um guarda aponta sua metralhadora para a lente da câmera, depois que a pessoa que filmava foi descoberta escondida na fronteira com a China. Assim que o guarda mira, o câmera foge gritando por socorro.

Em outra gravação, dois prisioneiros, um homem e uma mulher, são vistos cavando o chão com as mãos atrás de algo para colher. Logo em seguida, são forçados a carregar toras para reconstruir uma pequena passarela, e, em seguida, obrigados a quebrar pedras.

“Visitei a fronteira da China com a Coreia do Norte alguns anos atrás, e nunca vou me esquecer da pobreza que vi. Decidi que deveria fazer alguma coisa. Esta foi uma das filmagens mais perigosas feitas na Coreia do Norte. Fora Pyongyang, não há nada atraente naquele país, especialmente no interior.”



Quando Kim Jong Un sucedeu seu pai, Kim Jong Il, a comunidade internacional esperava que a Coreia do Norte diminuísse ou eliminasse de vez uma série de restrições para os cidadãos do país. A posse de Kim Jong II como ditador foi marcada por intensa perseguição e execuções dos cristãos e quando Kim Jong Un assumiu, o mesmo não se repetiu, passando uma mensagem de esperança de um futuro de tolerância no país.
De fato, proibições sobre alimentos ocidentais, como pizza e batatas fritas, e as restrições ao uso de telefones celulares, por exemplo, chegaram ao fim, explica Ryan Morgan, analista do International Christian Concern.
“O novo governante foi mostrado na televisão estatal, sorrindo estranhamente e visitando um parque de diversões”, disse Morgan.
No entanto, os habitantes dessa nação comunista isolada não possuem nenhuma evidência de qualquer melhoria na condição da igreja perseguida. “Não ouvimos qualquer relato de melhora para os cristãos no país e não temos motivos para acreditar que alguma coisa mudou”, revela.
“O regime norte-coreano ainda tem mais de 70.000 cristãos aprisionados em campos de concentração”.
Morgan explicou que um cristão fiel e toda sua família podem ir para a prisão por toda a vida apenas pelo “crime” de possuir uma Bíblia. O analista diz ainda que um recente relatório da Comissão Sobre a Liberdade Religiosa Internacional afirma que o regime norte-coreano está cada vez mais tratando as crenças religiosas como “ameaças potenciais à segurança do país”.

O relatório diz que o regime oferece recompensas para quem fornecer informações que levem à prisão de pessoas envolvidas na distribuição de literatura cristã. O ministério Portas Abertas relata que a segurança nas fronteiras com a China e a Coreia do Sul não é mais a responsabilidade do exército.
“O serviço secreto assumiu a responsabilidade de guardar as fronteiras. Eles pegam os contrabandistas e os forçam a espionar as redes de cristãos na China, especialmente aquelas que ajudam os refugiados”, disse um representante do Portas Abertas.



Os crentes na Coreia do Norte continuam sendo extremamente cuidadosos por causa da perseguição, mas afirmam estarem mais preocupados com seus ministérios do que com o novo ditador. “Os cristãos prestam atenção em Kim Jong Un, mas estão mais preocupados em fazer a obra de Deus”, disse a fonte. “Nosso trabalho não tem sido afetado por estas novas resoluções”. O Portas Abertas indica que a Coreia do Norte ainda está em primeiro lugar na lista dos maiores perseguidores dos cristãos no mundo.
“Acredita-se que pelo menos 25% dos cristãos estejam definhando em campos de trabalho forçados por que se recusaram a adorar o fundador da Coreia do Norte, Kim II-Sung [avô do atual líder].
Qualquer forma de adoração a outra pessoa além do ‘Grande Líder’ (Kim II-Sung) e do “líder supremo”(Kim Jong-II) é visto como traição. Cristãos norte-coreanos são frequentemente presos, torturados ou até mortos por sua fé em Jesus Cristo”, afirma o relatório da organização.
“Metade da população vive no norte, perto da China, onde existe a maior redes de igrejas subterrâneas. Em todo o país, cerca de dez milhões de habitantes estão desnutridos, com milhares de pessoas sobrevivendo apenas comendo grama e cascas de árvore”, finaliza o Portas Abertas.
Traduzido de WND




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