sábado, 22 de fevereiro de 2014

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*A Credibilidade da Bíblia / Traduções Antigas

TRADUÇÕES ANTIGAS

  Miqueias 7 Desde a descoberta dos rolos do mar Morto, as versões ou traduções antigas da Bíblia tornaram-se menos importantes para estabelecer o texto original do A.T. No entanto, as leituras que diferem do texto Massorético ainda são avaliadas em pelo menos quatro versões antigas: a Septuaginta (grega), os Targuns (aramaicos), a Peshita (siríaca) e a Vulgata (latina). 


 . Septuaginta (grega). A versão mais importante é a Septuaginta, que contém a tradução grega da Bíblia hebraica, além algumas obras gregas não canônicas conhecidas pelos cristãos protestantes como Apócrifos. 


  Sua origem. O título "Septuaginta" (Lat. "setenta") deriva da tradição de que 72 tradutores disponibilizaram o Pentateuco no idioma grego por volta de 285 a.C. Originariamente destinada aos judeus de fala grega no Egito, a Septuaginta foi concluída por vários tradutores em Alexandria ou nas proximidades, entre os séculos III e II a.C. Por ser a Bíblia da Igreja primitiva, é citada muitas vezes no NT e também pelos pais da Igreja.  


 Sua estrutura. A Septuaginta é organizada desta forma: o Pentateuco, seguido pelos Livros Históricos, Poéticos, de Sabedoria e Proféticos. A ordem da Septuaginta é seguida livremente por outras traduções.

  Seu texto original. Não temos nenhuma cópia perfeita da Septuaginta original, que foi revisada muitas vezes. Até agora, os estudiosos conseguiram reconstruir boa parte do texto, e o trabalho está avançando.

  Sua qualidade. A qualidade do texto da Septuaginta é variada, em razão do trabalho de numerosos tradutores em épocas diferentes e com capacidades e estilos diversos (variando desde o rigorosamente literal até a paráfrase). 

 Comparação com o Texto Massorético. A Septuaginta é semelhante ao Texto Massorético (Hebraico). Nas traduções em outros idiomas, muitas partes são quase idênticas. Apesar disso, às vezes os dois textos diferem bastante. 

 Seu valor. A Septuaginta é a versão mais apropriada para estabelecer o texto original do AT, por estes motivos: 1) é a tradução mais antiga do AT completo; 2) é bem atestada em numerosos manuscritos; 3) difere em várias passagens importantes do Texto Massorético, proporcionando uma tradução alternativa nesses pontos. 
 . Targuns (aramaicos). Não se trata de um único trabalho, mas de uma série de interpretações dos livros do AT.

  Sua origem. Assim como o grego se tornou o idioma comum entre os judeus no Egito, o aramaico substituiu o hebraico entre os judeus da Palestina e da Mesopotâmia. A tradição judaica data os Targuns do tempo de Esdras (Ne 8.8), porém os mais antigos fragmentos, descobertos entre os Rolos do mar Morto, datam da época de Cristo, aproximadamente. A tradição dos Targuns culminou entre os séculos III e V d.C., com a produção dos Targuns rabínicos oficiais sobre a Torá (Targum de Ônquelos) e sobre os Profetas (Targum de Jônatas). 

  Sua qualidade e seu valor. Os Targuns constituem uma tradução parafraseada, em geral acompanhada de comentários e explicações. São, portanto, traduzidos de forma livre e interpretativa e repletos de comentários, o que torna difícil seu uso para confirmar o texto original. 

 . Peshita (siríaca). A Bíblia autorizada pela igreja síria é a Peshita (que significa "simples" ou "direto"). Não há como determinar se a origem da Peshita (AT) é cristã ou judaica. Em sua forma mais antiga, datando no máximo do século IV d.C., a Peshita era uma tradução relativamente literal de um texto hebraico semelhante ao Texto Massorético. Contudo, no tempo apropriado, a tradução siríaca foi atualizada, e o texto foi polido. No entanto, ainda há vestígios do original.

. Vulgata (latina). Em meados do século IV d.C, a Bíblia cristã da igreja ocidental era a tradução latina da Septuaginta, mas entre 390 e 405 d.C., o estudioso cristão Jerônimo reivindicou "a veracidade do texto hebraico". Ajudado por versões posteriores da Septuaginta, traduziu o A.T hebraico para o latim. Seu trabalho agora compõe a porção veterotestamentária da Bíblia latina, a Vulgata ("comum" ou "popular"). Pelo fato de Jerônimo se apoiar amplamente na Septuaginta e de sua tradução variar quanto à literalidade, o AT da Vulgata precisa ser usado com cautela no que diz respeito ao testemunho sobre o original hebraico.

  Quando o hebraico do texto Massorético é comparado com o material encontrado entre os Rolos do mar Morto e com várias outras versões, ele se mostra, na vasta maioria dos casos, digno de respeito, pois reflete com precisão as palavras originais dos autores sagrados. 

Bíblia de Estudo Arqueológica 


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