sábado, 5 de outubro de 2013

Acervo da Teologia

*Adocionismo / Definição

Adocionismo (AO 1945: adopcionismo), algumas vezes chamado de monarquianismo dinâmico, é uma visão teológica do cristianismo primitivo, que professa que Jesus nasceu humano, tornando-se posteriormente divino por ocasião do seu batismo, ponto em que foi adotado como filho de Deus.

DESCRIÇÃO

Esta é uma das duas manifestações do monarquianismo; a outra é o modalismo, que trata o "Pai" e o "Filho" como dois modos de uma mesma divindade. O adocionismo entende que Cristo, como Deus, foi feito Filho de Deus pela geração e pela natureza, mas Cristo, como homem, é o Filho de Deus apenas pela adoção e graça, dispensada no momento de seu batismo.
O adocionismo é próprio do pensamento cristão primitivo. Havia, ao menos, duas concepções mais ou menos semelhantes (não necessariamente opostas) as quais devem emanar do seguinte:
  • No pensamento judeu, o Messias é um ser humano eleito por Deus para levar adiante sua obra: tomar os hebreus (um povo até então derrotado várias vezes por inimigos poderosos) e elevá-los por sobre todas as nações em uma espetacular inversão da história. Neste sentido, o Messias não é um Filho de Deus.
  • Na tradição grega existiam heróis elevados à condição divina depois de extraordinárias proezas ou façanhas, por meio da apoteose. O mais importante exemplo disto é Heracles, que depois de ser queimado vivo, é tomado por seu pai, Zeus, para governar ao seu lado. Devido ao predomínio do Império Romano, cuja orientação cultural era predominantemente grega na época dos primeiros cristão, é altamente provável que este exemplo estivera ao seu alcance.
Ao mesmo tempo, o adocionismo era psicologicamente interessante para os mesmos cristãos, já que estes eram uma comunidade pobre e atrasada, sendo fácil identificar-se com um herói como Jesus, ser humano qualquer que é eleito ("adotado") por Deus, e que dava esperanças de salvação aos próprios cristãos, tão humildes diante de Deus quanto seu herói máximo.
Um dos adocionistas mais famosos foi Teódoto, natural de Bizâncio, e que levou esta doutrina a Roma no ano de 190. Também durante o século IIPaulo de Samósata e os seguidores do monarquianismo expressaram visões semelhantes. A crença foi declarada herética pelo Papa Vítor I.

Hispanicus error

 Uma segunda onda do adocionismo, chamada Hispanicus error, no final do século VIII, foi sustentada pelo Califato de Córdova e por Félix, bispo de Urgel, nas planícies dos Pirineus. Alcuin, líder intelectual da corte de Carlos Magno foi chamado a refutar ambos os bispos. Contra Félix, ele escreveu:
Como o nestorianismo impiedosamente dividiu Cristo em duas pessoas por causa das duas naturezas, o vosso desconhecimento temerariamente dividiu-O em dois filhos, um natural e um adotivo.
O monge espanhol Beato de Liébana, junto o bispo de OsmaEtério, combateram o adocionismo, fortemente defendido por Elipando. O credo foi condenado pelo Segundo Concílio Ecumênico, em Niceia (em 787). Nos anos 794 e 799, os papas Adriano I e Leão III, condenaram o adocionismo como heresia nos sínodos de Frankfurt e Roma, respectivamente.

Neo-adocionismo

Uma terceira onda se deu com o "Neo-adocionismo" de Pedro Abelardo, no século XII. Posteriormente, vários modificaram as teses adocionistas noséculo XIVDuns Scotus (1300) e Durandus de Saint-Pourçain (1320) admitiram o termo Filius adoptivus, num sentido qualificado. Em mais recentes tempos, o Jesuíta Vasquez e os luteranos G. Calixtus e Walch, defenderam os adocionistas como essencialmente ortodoxos.

Psilantropismo

 Psilantropismo foi um termo utilizado na cristologia do século XIX e que se sobrepõe ao conceito anterior do adocionismo, acreditando que Jesus era meramente humano e filho de José

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