"O CULPADO PELA APATIA É A IMPUNIDADE. E ESSA É DE RESPONSABILIDADE DA JUSTIÇA BRASILEIRA, QUE SE PERDE NOS DETALHISMOS DAS LEIS QUE NÃO FORAM ELABORADAS PARA PUNIR OS ERROS, MAS PARA ABSOLVÊ-LOS EM SUAS BRECHAS".
Adriana Vandoni...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

*Livro de Hebreus


CARTA AOS HEBREUS / APOSTILA

A paz de Cristo meus amados irmãos. Estou tendo o privilégio de estudar a carta aos Hebreus no Seminário Teológico Batista Central de Anápolis-GO, e quero compartilhar com os amados irmãos e seminaristas o que tenho de forma imensa aprendido sobre esta carta, dando ênfase sobre a importância de se entender os escritos aos Hebreus e também para nós.

Quando uma pessoa recém-convertida fica admirada diante do grande conhecimento bíblico de alguém que já é cristão há mais tempo, talvez não saiba que se trata simplesmente do fruto da aplicação persistente do mais simples de todos os métodos: a leitura do Livro dia após dia, o que torna seu conteúdo cada vez mais familiar. Um bom profissional sabe empregar bem as ferramentas de seu ofício, ele estuda e se prepara bem para o qual ele vai exercer e defender. Da mesma forma, nos cristãos que temos como base a Bíblia Sagrada, e que precisamos conhecê la de forma eficiente e aplicá-la de forma íntegra. Essa eficiência não é automática; vem pelo estudo e pela prática. Entre as promessas de Deus àqueles que conhecem devidamente a sua Palavra (2 Tm 2.15).

Achei muito interessante a colocação do irmão Allen Dvorak que encontrei em um site de estudos que diz: Quem trocaria um lustroso carro novo por outro velho e enferrujado, ou um refulgente anel de diamante por uma peça de bijuteria pretejada? Somente uma pessoa insensata faria negócios como esses! O livro de Hebreus foi escrito para pessoas que estavam em perigo de fazer exatamente uma tal troca assim. Eram cristãos pensando em deixar seu relacionamento com Cristo para voltar a viver sob a Lei de Moisés. O escritor de Hebreus estava determinado a mostrar aos seus leitores que escolha idiota seria essa!

1. Conteúdo

A carta descreve a grandeza de Jesus Cristo em relação à revelação de Deus no A.T. Moisés foi o representante mais importante dessa revelação, mas Jesus Cristo é ainda maior, porque ele é o Filho de Deus. Por meio do culto de sacrifícios acontecia a expiação da culpa e a reconciliação com Deus, mas por meio da morte de Jesus Cristo na Cruz todos os sacrifícios se tornaram desnecessários.

Será que com isso todo o A.T se tornou desnecessário? De forma nenhuma!

Ao olhar para as testemunhas de fé do A.T, o discípulo de Jesus Cristo pode aprender o significado da fé. Os juízos de Deus sobre o seu povo desobediente devem servir de advertência para a igreja de Jesus Cristo. Eles servem para desafiar o povo de Deus a trilhar com segurança o caminho da fé e a confiar somente em Jesus Cristo, o autor e consumador da fé(Hb 12.1).

2. Contexto histórico


De acordo com o seu título, o livro foi endereçado aos hebreus. Em Atos 6.1 os membros da igreja primitiva que nasceram e cresceram na Palestina são assim chamados. A sua língua-mãe é o aramaico. Mas a carta não pode ter sido endereçada a esse grupo de pessoas, pois de acordo com Hebreus 6.10 os destinatários serviram à igreja primitiva com ajuda financeira. Portanto, eles mesmos não moram na Palestina.


Ao lermos Hebreus, podemos perceber um desespero que os seus leitores devem ter sentido. Como muitos cristãos hoje, parecem ter sido pessoas, que desejavam ardentemente uma vida espiritual abundante- e se sentiam inseguros acerca de como alcançá-la. Por isso, os membros dessa comunidade cristã, formada por hebreus, estavam pensando a respeito das coisas de que tinham aberto mão- e daquelas as quais tinham ganho. Estavam olhando para trás com saudades das coisas antigas do judaísmo, do padrão tradicional de vida que lhes parecera tão estável seguro. Estavam em dúvida, pois não estavam certos se o antigo caminho, por eles abandonado, não era melhor do que o novo caminho adotado.


A favor disso está também a língua grega escolhida para redigir o livro. Provavelmente vamos achar os destinatários no grupo dos cristãos-judeus da igreja da época que estavam familiarizados com a cultura e educação grega e que liam o A.T em grego. Era o grupo que iniciou a evangelização dos gentios, no qual o apóstolo Paulo estava enraizado.


3. Ênfases teológicas


A série de sermões que encontramos na carta aos Hebreus foi desenvolvida para pessoas que estão familiarizadas com o A.T. Elas conhecem as histórias de Moisés, da peregrinação no deserto, do tabernáculo e do culto de sacrifícios. Elas ainda estão presas, em parte, a essa tradição. O que está no A.T não é Palavra revelada de Deus? O que aconteceu por meio da revelação de Deus em Jesus Cristo? A antiga aliança está cancelada?


No diálogo de hoje entre cristãos e judeus, essas questões são atualíssimas. Que importância tem a vinda de Jesus Cristo para a história que Deus tinha para o seu povo Israel?


A resposta da carta aos Hebreus é categórica: Jesus Cristo é a última palavra de Deus e, portanto, a autoridade final. Ele é o padrão pelo qual se deve avaliar o que ainda vale do A.T e o que está ultrapassado. Depois da morte de Jesus Cristo na cruz já não precisamos de cultos com sacrifícios, e nem o uso de tais materiais judaicos  Estes pertencem ao passado. Mas o que continua valendo do A.T são os testemunhos da fé. Estamos, de certa forma, alicerçados neles, e podemos aprender deles o que é fidelidade. Permanece também a advertência para não cairmos da fé em Jesus Cristo. A história de Israel fornece muitos exemplos das consequências na vida daqueles que caem da fé.


Hebreus, portanto, nos desafia a nos ocuparmos com o AT. Ao mesmo tempo, Hebreus oferece uma ajuda substancial para definirmos melhor a relação entre a revelação vétero-testamentária e a revelação em Jesus.



De acordo com o dicionário On line, Veterotestamentário significa «relativo ao Velho Testamento». É uma palavra constituída por vétero- (do latim vetus, vetĕris, «velho») e pelo adjectivo/adjetivo testamentário, «relativo a testamento».

Numa época em que o diálogo entre as religiões muitas vezes relativiza o fundamento cristão, a carta aos Hebreus firma a Igreja de Jesus no seu verdadeiro alicerce: Jesus Cristo é a última palavra e portanto autoridade final de Deus, e autoridade da Igreja.

O autor de Hebreus não se identificou pelo nome, no livro. Ele conhecia Timóteo (13:23) e possuía sólido entendimento do Velho Testamento. Muitos estudantes da Bíblia acreditam que foi Paulo quem escreveu Hebreus, mas outros argumentam que esse autor não era um dos apóstolos (veja 2:3). Provavelmente, o máximo que podemos concluir com certeza é que o autor era inspirado. Em vista do tema do livro, é improvável que o autor tivesse deixado de mencionar a destruição do templo, no ano 70 d.C., se esse evento tivesse ocorrido ao tempo da escrita. Uma vez que ele não citou esse evento para apoiar seus argumentos (veja 10:25 para uma possível referência), podemos aceitar que ainda não tivesse acontecido, e uma data próxima de 65 d.C. pode ser aceita para a escrita de Hebreus.

Concordo com a explicação do meu amado irmão Allen Dvorak que diz : Hebreus foi escrito claramente para ouvintes conhecedores das Escrituras do Velho Testamento e, especialmente dos rituais de sacrifícios da Velha Lei. É evidente que os leitores pretendidos eram judeus cristãos (por exemplo, 3:1; 4:14-16). Eles tinham sofrido alguma perseguição, como resultado de sua fé e alguns, provavelmente desanimados por suas tribulações ou em dúvida sobre seu compromisso com Cristo, estavam pensando em voltar para o judaísmo.

 Outros já tinham deixado de reunir-se com seus irmãos (10:19-39). Como no caso da identidade do autor, não podemos dizer com certeza onde estas pessoas viviam, mas muitos estudantes da Bíblia favorecem Jerusalém ou Roma como possíveis destinos para a epístola (veja 13:24).

O tema de Hebreus é a superioridade de Jesus Cristo. Jesus não é só um outro porta-voz; Ele é muito superior em natureza aos profetas que o precederam. Ele não é somente Criador e Redentor (Hebreus 1:2-3); Ele é também Divindade. Ele não é a mesma pessoa que o Pai, mas ele é a “expressão exata” do Pai e, assim, participa da natureza eternal do Pai! O autor de Hebreus usa o silêncio de Deus para afirmar seu ponto. Ele cita afirmações divinas a respeito da posição de Jesus e então pergunta se Deus jamais disse tal coisa de qualquer dos anjos (1:5). A questão é obviamente retórica; Deus nunca se dirigiu a nenhum dos anjos como seu Filho. Pode então, qualquer dos anjos assumir a posição de Filho de Deus, uma vez que Deus não os proibiu de fazê-lo? Certamente que não! O argumento do escritor de Hebreus depende da premissa de que o silêncio de Deus é proibitivo, não permissivo: um princípio importante para todos nós que procuramos a aprovação de Deus em nossas vidas. O escritor usa o mesmo tipo de argumento (do silêncio de Deus) nos versículos 13-14. A comparação entre Jesus e os anjos continua quando o escritor de Hebreus observa que os anjos são espíritos servidores, que adoraram o Filho durante sua encarnação (1:6-7,14). Jesus, contudo, é um Monarca cujos anos não findarão, isto é, ele é um ser eterno.

VISÃO GERAL

Esta carta foi escrita a cristãos hebreus que aparentemente estavam sendo perturbados por judeus legalistas, os quais visitavam as igrejas afirmando, aos que criam em Jesus, ser necessário manter o estilo de vida de acordo com o A.T. A carta mostra que Cristo é a realidade, a respeito da qual as instituições do A.T somente anunciavam. Os crentes em Jesus não precisavam olhar para trás, mas precisavam ir avante, para experimentar uma nova vida em Cristo, que não dependesse dos antigos caminhos.


Os três períodos da história de Israel são representados nessa epístola: DOS PATRIARCAS-DOS REIS- DOS PROFETAS. O autor aplica ensinamentos e ilustrações de cada período para esclarecer e reforçar seus argumentos.


UM EXAME CUIDADOSO DO CONTEÚDO DA EPÍSTOLA ENSINA ALGO QUANTO AO AUTOR


1º- A pessoa que escreveu devia conhecer a História dos Judeus;
2º- Estava familiarizado com seu sistema de adoração;
3º- Era possivelmente da linhagem judaica.

DESTINATÁRIOS


É claro que Hebreus não inicia com a identificação do autor, nem das pessoas a quem a carta foi endereçada, como ocorre na maioria das cartas do N.T. Tampouco Hebreus se inicia á feição de uma carta, a despeito de sua conclusão tipicamente epistolar. Além disso, em parte alguma dessa carta o autor se refere aos primeiros leitores com Hebreus ou judeus. O título "Aos Hebreus" surgiu pela primeira vez no final do segundo século ( Com Clemente de Alexandria e tertuliano). Embora se encontre também no manuscrito mais antigo das cartas paulinas, mais ou menos da mesma época, talvez só reflita uma opinião em surgimento.


No entanto, é provável que a Igreja primitiva estivesse certa ao entender que os primeiros leitores dessa carta tivesse sido judeus cristãos. A maioria esmagadora dos estudiosos da atualidade concorda com essa conclusão, com base na análise do conteúdo do livro. O A.T é de importância vital: é mencionado e exposto com frequência em forma de "Midras" (um tipo de texto que se baseia no uso caracteristicamente judaico do A.T), e a argumentação da carta depende em grande parte do uso do A.T.


Falando de modo mais específico: a ênfase na liturgia e no sacerdócio levítico, no santuário do tabernáculo erigido no deserto e na aliança mosaica- tudo isso forma contraste minucioso com o cumprimento que Cristo operou. Esses fatos apontam para a grande possibilidade de os leitores originais serem judeus. E seriam os leitores judeus em particular, mais que quaisquer outros leitores, por causa da excelência intrínseca (que existe por si mesmo- inerente) do judaísmo, mais tentados a voltar á sua primitiva fé religiosa. E é contra isso que o autor de Hebreus adverte continuamente em seu livro. Tais leitores, mais que quaisquer outros, teriam sido forçados a agarrar-se ao relacionamento existente da antiga aliança com a nova. Poderíamos dizer com alguma certeza em que lugar esse grupo de cristãos judeus residia? Os judeus convertidos ao cristianismo residiam por todo o mundo mediterrâneo e também na Palestina. 


 A única pista de natureza geográfica que encontramos em Hebreus está em 13:24, que, por sinal, é bastante ambígua (mais de um sentido). As palavras "os da Itália vos saúdam" com toda probabilidade significam que alguns compatriotas italianos, longe de casa, mas ao lado do autor de Hebreus, enviam saudações a seus irmãos na terra natal. Isso é muito, muito mais natural que a conclusão segundo a qual alguns cristãos em Roma (nesse caso não esperaríamos encontrar a preposição "De") enviam saudações a irmãos em quaisquer outros lugares. Além disso, nosso primeiro contato com Hebreus- contato antiquíssimo- vem da parte de Clemente de Roma, em 95 d.C. (I Clemente).

A primeira carta de Clemente traz inúmeras citações de Hebreus, mas é de lamentar que não nos dê indicações sobre o nome de seu ator, cuja identidade ele com toda probabilidade conhecia, caso a carta houvesse sido dirigida a judeus cristãos de Roma. Existem várias especulações quanto a localidade geográfica ou seja, cidade destinatária desta carta: Jerusalém-Alexandria-Palestina-Éfeso-Síria-Ásia-Galácia-Corinto-Chipre, são apresentados como a possíveis residências dos leitores. No entanto, esses lugares acarretam um grau ainda maior de especulações em relação aos já mencionados. Depois que todos os dados são estudados, Roma permanece a hipótese mais atraente como a cidade de Destino da carta aos Hebreus. Todavia, essa opinião não passa disso mesmo: opinião ou mera hipótese.


PROPÓSITO DO AUTOR:


Despertar a consciência às graves consequências de negligenciar a mensagem de Deus. Não tem dúvida de que a retribuição, quando vier, será justa.


O desafio para os leitores prestarem atenção é expressado enfaticamente no v.01. Tendo em vista a importância daquilo que foi ouvido, os leitores são conclamados a "prestar mais atenção'' (importa que nos apeguemos, com mais firmeza), palavras estas que indicam uma observação cuidadosa daquilo que foi falado. Não é surpreendente que a exortação é seguida por uma advertência solene, a primeira de muitas nesta epístola. Demonstra claramente que o escritor não tem intenção alguma de escrever um TRATADO PURAMENTE ACADÊMICO,mas, sim, visa do começo ao fim enfatizar a relevância prática das considerações que faz. Está consciente de que está tratando de uma situação que poderia esvaziar o evangelho do seu significado essencial.


DATA:


Se aceitarmos provisoriamente que os primeiros leitores da carta aos Hebreus foram os judeus cristãos que constituíam parte da Igreja cristã, relativamente grande, de Roma, que podemos dizer a respeito da data da composição? Visto que a carta aos Hebreus foi usada por Clemente de Roma, podemos ter certeza de que foi redigida antes de 95 d.C. O fator mais importante na apuração da data aproximada da carta é a identificação da perseguição a que se refere 10:32. Segunda essa passagem, em alguma época em "dias passados" os leitores haviam sofrido abusos, insulto público e perda de propriedades. Há três perseguições romanas conspícuas (notável-séria-grave-notória) por ser consideradas:


a. A sofrida sob o poder do imperador Domício, entre 80 e 100 d.C.

b. A sofrida sob Nero, iniciada em 64 d.C.
c. Sofrida por Cláudio, em 49 d.C.

As perseguições sob a tirania de Nero e de Domício importam na perda de muitas vidas, ainda que os leitores de Hebreus não houvesse aparentemente sofrido perseguições culmina em martírio (12:4). Entretanto, a perseguição sofrida sob a tirania de Cláudio enquadra-se bem na descrição apresentada em 10:32. Cláudio expulsou os judeus de Roma, incluindo-se os judeus cristãos (dentre os quais estavam Priscila e Áquila-AT 18:2). Na verdade, de acordo com o historiador romano Suetônio (A vida de Cláudio), a expulsão se deveu a arruaças em torno de uma pessoa chamada "Cresto" (provavelmente grafia errônea de Christus [Cristo]).


Uma segunda questão de grande importância quanto á datação de Hebreus é se a carta foi escrita antes ou depois da queda de Jerusalém e da destruição do templo, em 70 d.C. Os rituais sacrificiais e a obra do sacerdócio levítico são descritos por todo o livro no tempo verbal presente. No entanto, devemos lembrar-nos de que o que se descreve dessa forma não é o ritual da época, mas o apresentado no A.T. Por isso, a descrição é feita em termos ideais. Além disso, acrescente-se que os autores cristãos de depois de 70 d.C. ainda descrevem o ritual do templo mediante o uso do presente do indicativo (Clemente de Roma e Justino Mártir). A despeito dessas observações, no entanto, o tempo presente poderia ser um sinal de que a carta aos Hebreus havia sido escrita antes de 70 d.C. Portanto tudo indica que provavelmente esta carta foi escrita entre 60 e 70 d.C. Alguns estudiosos mais ousados fixam a data de 68-70 d.C.



O primeiro capítulo de Hebreus afirma, claramente, a superioridade de Jesus sobre profetas e anjos. Em vista deste fato, o autor ressalta a necessidade de prestarmos atenção à mensagem dada pelo Senhor (2:1) e confirmada por Deus através de milagres (2:4). Ele defende esta ideia usando uma forma de argumento que aparecerá várias vezes, em seu livro. Aqueles que desobedeceram à lei entregue pelos anjos (a Lei de Moisés) foram justamente punidos. Desde que Jesus é superior aos anjos, é ainda mais certo que a desobediência de sua lei será punida (2:2-4). Esta forma de argumento é, às vezes, chamada “do secundário para o principal”, isto é, o ponto é apresentado do caso menos importante para o caso mais importante.

Os primeiros quatro versículos também introduzem um outro padrão encontrado neste livro. Enquanto o autor argumenta de um modo muito lógico, ele interrompe periodicamente seu raciocínio com advertências aos seus leitores. Ele escrevia aos cristãos que estavam pensando em voltar ao judaísmo. Há cinco advertências, como estas, espalhadas através de todo o livro (2:1-4; 3:7-4:13; 5:11-6:20; 10:19-39; 12:25-29). Estas advertências são duras e mostram que é possível para os cristãos, serem condenados eternamente se abandonarem o Senhor (veja especialmente 6:4-6 e 10:26-29). O escritor cita Salmo 8 (2:6-8), uma passagem que observa que o homem foi criado um pouco mais baixo do que os anjos. Este fato, provavelmente,levantou uma questão na mente de seus leitores.

Se Jesus é superior aos anjos, por que ele tomou a forma de um homem, que foi feito inferior aos anjos? A resposta a esta pergunta é encontrada no papel redentor que Jesus desempenha. O homem precisa de um mediador entre Deus e si mesmo.

Porque Jesus sofreu e foi tentado como são os homens neste mundo, ele pode, portanto, ajudar os homens como um misericordioso e fiel Sumo Sacerdote (2:17-18).
O autor de Hebreus voltará ao assunto do sumo sacerdócio de Jesus para uma extensa discussão, mais tarde neste livro.

No capítulo 2,contudo, ele afirma que Jesus tinha que se tornar como seus irmãos, de modo a servir como Sumo Sacerdote. Ele tinha que tomar um corpo humano para experimentar a morte por todos os homens. Através de sua morte e ressurreição, ele derrotou Satanás, que tem o poder da morte (2:14).

Ele tinha que se tornar como os homens, isto é, partilhar da carne e do sangue (2:14,16). Deus seja louvado por termos um Sumo Sacerdote que entende nossa situação! No capítulo 1 de Hebreus, o autor afirmou que Jesus é superior tanto aos outros profetas de Deus como aos anjos. Ele continua sua afirmação no capítulo três, observando que Jesus é superior até mesmo a Moisés! Os judeus tinham muito respeito por Moisés, porque ele recebeu a velha lei de Deus e o escritor de Hebreus reconhece sua fidelidade. Mas Jesus é superior até mesmo a Moisés, do mesmo modo que o construtor de uma casa tem mais honra do que a casa que ele constrói (3:3), assim como o filho do dono da casa é superior a um servo daquela casa (3:1-6). De fato, é sua casa! O escritor fala da igreja (3:6- “qual casa somos nós”; veja também 1 Timóteo 3:15).

Mais tarde, no livro, o escritor estenderá este argumento da superioridade de Jesus, observando que sua aliança é também superior àquela dada através de Moisés (capítulos 9 e 10). Os cristãos, contudo, precisam guardar “firme até ao fim” (3:6). É este comentário do autor que introduz o segundo trecho de advertência do livro (veja também 2:1-4; 5:11-6:20; 10:19-39; 12:25-29). Ele cita o Salmo 95:7-11 para introduzir a descrença e o fracasso de Israel, o povo escolhido por Deus, no passado.

O restante do capítulo 4 é dedicado a advertir seus leitores a não repetirem o erro de Israel, em se afastar de Deus (4:11). A Israel foi prometido um descanso, mas a nação não herdou esse descanso. O autor afirma que eles não poderiam entrar no descanso prometido por causa da descrença (3:19), por causa da desobediência (3:18). Por que Israel foi forçado a peregrinar no deserto? Descrença ou desobediência? Ambos: sua descrença resultou em sua desobediência (4:6)! É possível para o povo escolhido por Deus, nestes dias, afastar-se do Deus vivo, ao endurecer-se através do engano do pecado (3:12-14). O autor observa que o descanso prometido ainda permanece (4:1, 9)! Aqueles a quem ele foi prometido inicialmente não o herdaram; eles morreram nas peregrinações no deserto. Mesmo quando a nação de Israel entrou finalmente na terra de Canaã, o descanso ainda permaneceu (4:8); de outro modo o salmista não teria escrito muitos anos depois da conquista de Canaã como se o descanso permanecesse (Salmos 95:7; Hebreus 4:6-9).

O descanso que agora permanece não é a terra física de Canaã, nem mesmo o dia do sábado; é o próprio céu! O capítulo três começa chamando nossa atenção para os papéis de Jesus como Apóstolo e Sumo Sacerdote. O capítulo 4 termina encorajando o cristão a conservar-se firme na sua confissão e apelar para seu Sumo Sacerdote, por auxílio no tempo da necessidade (4:14-16). Jó clamou em seu desespero: “Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos?” (Jó 9:33). Jó percebeu que não era capaz de falar diretamente com Deus, por causa de sua majestade, e sentiu agudamente a falta de um mediador ou árbitro. O autor de Hebreus, contudo, observa que temos um mediador entre nós e Deus. Ele é nosso Sumo Sacerdote Jesus Cristo. Jesus foi indicado pelo Pai para ser sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (veja Gênesis 14); ele não se deu essa honra (Hebreus 5:5-10).

Há um grande contraste, contudo, entre os sacerdotes levíticos e Jesus Cristo. Todo sumo sacerdote levítico poderia verdadeiramente simpatizar com a situação difícil dos homens pecadores, porque todo sacerdote era, ele mesmo, culpado de pecado (Hebreus 5:1-3). Assim sendo, ele tinha que primeiro oferecer sacrifício por seus próprios pecados e então podia fazer intercessão pelo restante do povo (veja Levítico 16). Jesus foi tentado, como nós somos, mas sem pecar. Ele foi obediente ao Pai e assim se tornou o autor da salvação eterna de todos aqueles que o obedecem. Quando o autor se prepara para continuar sua discussão do sacerdócio de Melquisedeque mais adiante, ele percebe que seus leitores não estão preparados para entender tais assuntos. Eles têm sido cristãos por tempo suficiente para que sejam espiritualmente maduros, isto é, sejam capazes de ensinar outros mas, em vez disso, deixaram de crescer em conhecimento e experiência (5:11-14). Assim, eles são capazes de entender somente as coisas simples do evangelho, o “leite” da palavra.

Todos os cristãos começam suas vidas espirituais como “bebês” em Cristo, mas precisam crescer para amadurecer (6:1).
Permanecer um infante espiritual pode resultar em afastar-se de Cristo (6:4-6). O cristão que rejeita Jesus está na realidade agindo justamente como aqueles que realmente crucificaram Jesus! Ele crucifica Jesus de novo e o envergonha abertamente. Se um cristão rejeita Cristo, que mais o evangelho oferece para levá-lo ao arrependimento?

O Escritor de Hebreus, contudo, estimula seus leitores, observando que ele não pensa que eles estejam em tal estado. Mas espera que eles continuem nos trabalhos que tinham iniciado (6:9-12). Mas que garantia têm os cristãos de que, depois que tiverem trabalhado diligentemente e suportado as tribulações pacientemente serão, de fato, salvos da eterna destruição? O autor cita o exemplo de Abraão, a quem Deus fez uma promessa (6:13-17). Quando Abraão pacientemente suportou, obteve o cumprimento da promessa, porque a palavra de Deus é imutável. O exemplo de Abraão é um forte encorajamento para aqueles que estão agora confiantes em que Deus lhes dará a vida eterna, como ele prometeu àqueles que o obedecem (Hebreus 5:9).

O autor de Hebreus identificou Jesus como sumo sacerdote de acordo com a ordem de Melquisedeque, tanto no capítulo 5 como no 6. Mas quem é Melquisedeque? Por que Jesus é um sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, em vez da ordem levítica?

No capítulo 7, o autor responde a ambas as questões. Melquisedeque aparece na história bíblica durante apenas um curto período (veja Gênesis 14:18-20). Porque a Bíblia não registra seu nascimento, morte nem mesmo sua genealogia, Melquisedeque parece ser de natureza eterna, como o Filho de Deus. Ele é identificado como sendo tanto o rei de Salém como sacerdote do Deus Altíssimo. O autor deseja demonstrar a superioridade do sacerdócio de Jesus sobre o de Arão e, assim, ele afirma a superioridade de Melquisedeque sobre Levi. Ele o faz, em parte, observando que Melquisedeque abençoou Abraão (o menor é abençoado pelo maior) e que Abraão, que tinha as promessas, pagou dízimo a Melquisedeque. Num sentido figurado, Levi, descendente de Abraão, também pagou dízimo a Melquisedeque, através de Abraão.

A Nova Aliança - Hb 8

Cristo trouxe à humanidade a Nova Aliança. A primeira aliança, que se centralizava nos cultos no Tabernáculo e nos Dez Mandamentos, já cumprira sua tarefa (9.1-5). As leis dessa aliança tinham sido escritas em tábuas de pedra (9.4). A Leis de Cristo, porém, seriam escritas em nosso coração. A primeira aliança era temporária. A aliança de Cristo seria eterna (13.20). A primeira aliança era selada com o sangue de animais. A aliança de Cristo foi selada com seu sangue (10.29). Era uma aliança melhor, com promessas melhores, baseadas na imutabilidade da Palavra de Deus (6.18).

Cristo é o Tabernáculo - Hb 9

Por todo o A.T, Deus ordenou que a nação judaica seguisse leis, que a preparariam para compreender as leis espirituais de Deus a serem reveladas em Cristo. No presente capítulo, o escritor ressalta como alguns dos elementos centrais da Lei do A.T, incluindo os que se relacionam com o sumo sacerdote, com o Tabernáculo e com os sacrifícios, simbolizavam Cristo e suas leis eternas e espirituais. Cristo e o evangelho são os verdadeiros elementos centrais do N.T (Nova aliança), que suplantou a Lei do A.T e se tornou nossa lei espiritual para a eternidade.

. O Tabernáculo era um santuário deste mundo; o verdadeiro Tabernáculo, não feito com mãos, é a habitação eterna de Deus no céu (v.1,11,24).

. O sumo sacerdote entrava no Tabernáculo uma vez por ano; Cristo entrou no Tabernáculo celestial e reina no trono desde agora e para todo o sempre( v.7,12).
. O sumo sacerdote obtinha a redenção anual; Cristo obteve a redenção eterna (v.12;10.3). . O sumo sacerdote oferecia o sangue de animais como sacrifício por pecados específicos; Cristo veio a ser o Cordeiro sacrificial e ofereceu o próprio sangue como redenção pelos pecados de toda a raça humana (v.12).

O Novo Testamento Hb 9.15-28

Aliança é o acordo formal feito entre duas partes, e a Nova Aliança é o acordo que Deus faz com a raça humana; é assim que o autor de Hebreus geralmente emprega a palavra.
Foi assim que obtivemos os nomes das duas divisões da Bíblia: o A.T e o N.T. O A.T é a aliança da Lei. O N.T é a aliança de Cristo. O emprego abundante do sangue nos ritos da Antiga Aliança prefigurava a necessidade urgente de um grande sacrifício pelo pecado humano (v.19-22).
O testamento, é a expressão da última vontade do testador, que somente entra em vigor depois da morte deste. A Nova Aliança (ou N.T) é o testamento que Cristo deixou para seus herdeiros e que não podia entrar em vigor a não ser depois de sua morte, mediante a qual expiou os pecados deles (v.15,16).

Hb 10, aborda sobre o pecado removido para sempre, e a rejeição a Cristo.

Não há necessidade de mais nenhum sacrifício. A morte de Cristo é suficiente para lidar com todos os pecados por nós cometidos anteriormente e com os pecados que, na nossa fraqueza, porventura venhamos a cometer na vida diária. Deus agora pode perdoar, e perdoará mesmo, quem coloca em Cristo sua confiança. "Jesus a nossa esperança".

Outra advertência terrível contra alguém apostatar de Cristo, semelhante àquela em 6.1-8. Dirigida a cristãos que antes tinham sido "expostos a insultos e tribulações" nos seus sofrimentos por amor ao nome de Cristo e que tinham contribuído com todos os seus bens por compaixão de seus companheiros no sofrimento (v.32-34). Mas algumas dessas pessoas estavam perdendo o interesse pelas coisas de Cristo (v.25).

A lição aqui é que já foi oferecido o único sacrifício definitivo pelo pecado. Não haverá outro. Os que não querem apropriar-se do que Cristo fez por eles na cruz devem despedir-se de Deus para sempre e sofrer pelo próprio pecado (v.27-31).

No capítulo 11, aborda sobre os heróis da fé:

No presente capítulo, o escritor define a fé como a certeza ou confirmação das coisas que o crente espera e como a prova das coisas que o crente ainda não viu. Os crentes, vivendo pela fé, podem descansar na confiança de que as promessas de Deus serão cumpridas- que seu cumprimento é, de fato,realidade na sua vida interior antes de se manifestar aos sentidos.

No capítulo 12, devemos manter os nossos olhos em Jesus.

O autor exorta-os a não desanimar por causa de seus sofrimentos, pois a disciplina é um dos meios pelos quais são aperfeiçoados os santos de Deus (v.3-13). Além disso, conclama-os a se guardarem cuidadosamente contra qualquer tipo de impureza que os pudesse levar a vender sua primogenitura (v.14-17).

Exortações de graça e misericórdia - Hb 13

A carta, embora seja de natureza argumentativa, encerra-se com ternos apelos aos leitores para que sejam leais a Cristo e o sigam em todos os aspectos da vida diária- especialmente no amor fraternal e na bondade, na pureza e na benignidade, e com oração incessante e fé inabalável em Deus.

Assim como Malaquias tinha sido a mensagem final do AT à nação que fora fundada para trazer o Messias ao mundo, também Hebreus é a mensagem final do NT à nação depois da vinda do Messias. Essas palavras finais foram escritas pouco tempo depois de Jerusalém ter sido destruída e o Estado judaico ter sido varrido.

Concertos Finais ( 13:1-25).

. Nosso amor para com as demais (13:1-7). Ele pede continuidade do amor porque os leitores já haviam demonstrado amor no passado. Exige-se dos leitores que lembrem da hospitalidade, “alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos”, como foi o caso de Gn 18:19.

Relembrai-vos do encarcerados (v.3) é outra obrigação dos cristãos.

O v.4 é uma exortação a fidelidade, o matrimonio deve ser respeitado e os votos guardados com toda integridade. “O leito sem mácula”.

O v.5 parece que os hebreus já estavam sujeitando-se a avareza, desejo de possuir o que pertencia aos outros.

O v.6 é uma citação do Sl 118:6 está no contexto do versículo anterior.
O v.7 faz-se referencia aqui a líderes espirituais que já haviam morrido, para que a conduta e fé deles fossem imitadas. É possível que o autor pensasse em certos mártires da igreja cristã. Ex: Estevão, Tiago,Pedro...
Estes conservaram um bom testemunho e fizeram muito para glória de Cristo.

. Nosso amor para com Deus (13:8-16).

v.8-9 tanto no passado como no presente Cristo é o mesmo, nunca mudará. O ensino continua: O que vale é estar com o coração confirmado com graça, e não com alimentos.
Os hebreus devem deixar os antigos costumes que se baseavam em carnes, ou seja, sacrifícios e abstinências para confiar no trono da graça de onde se recebe a benção. O texto apresenta um contraste com as “carnes”ou”alimentos” do v.9. O argumento é que os cristãos não precisam preocupar-se com os sacrifícios, pois participam do sacrifício de Cristo.
Obs: Os que participam dos rituais e cerimônias da Velha Aliança, não tem o direito de participar do altar cristão. Nos vv. 11 e 12 vemos que o sacrifício, feitos no dia da expiação tipifica o próprio Cristo. A referencia ao sofrimento “fora da porta” alude ao Calvário, onde o Senhor Jesus Cristo foi crucificado. O calvário era situado fora da cidade de Jerusalém. Esta alusão leva a pensar que a Epístola foi escrita aos hebreus de Jerusalém.
V.13-16 falam dos sacrifícios cristãos que agradam a Deus.cristão não deve fixar-se como cidadão da terra, e muito menos na Jerusalém dos judeus, porque ele busca a cidade que há de vir.

Segundo Sacrifício

É o louvor. Este é o fruto de lábios que confessam o seu nome. Deve ser oferecido “sempre e por meio de Jesus”, não por meio de inventos levítico ou particulares.

Terceiro Sacrifícios
É uma consideração fraternal pelo próximo. Se amamos a Deus, o nosso amor será refletido para com os homens que nos rodeiam.

Em tudo isso vimos que os sacrifícios cristãos são:
a- Separação de práticas mundanas;
b- Louvor a Deus por meio de Cristo;
c- Consideração fraternal ao próximo.

Obs. Com tais sacrifícios Deus se apraz.

. A nossa atitude para com os nossos pastores (13:17)

Obedecer os pastores atuais. Temos uma exortação para que obedeçamos os pastores atuais. Em verdade o verbo “sede submissos” sugere mais do “obedecer”. Esta palavra significa que é preciso estar sujeitos aos mandamentos dos pastores.

A razão motivadora desta submissão é que “velam por vossas almas, como quem deve prestar contas”. Se reconhecemos que o pastor precisa dar conta de cada ovelha a seu cargo, entenderemos melhor a fraqueza do autor ao falar-nos. Ele é o responsável.

. Pedido de oração (13:18,19)

Não sabemos muito das circunstancias que rodeavam o autor quando estava escrevendo a Epístola aos Hebreus, mas o certo é que ele sentiu a necessidade do amparo espiritual dos leitores. O seu pedido é: “Orai por nós”. É possível que a palavra “nós”aqui não seja nada mais do que um estilo literário do autor, e que ele pedia as orações por si mesmo. O v.19 indica que o pedido era pessoal. Não há dúvida da parte do autor de que seu pedido será atendido, porque ele tem boa consciência e deseja viver “condignamente o propósito de seu pedido e poder reunir-se de novo aos leitores, o mais depressa possível como o expressa o v.19”.

. A benção a favor dos leitores (13:20,21)

Depois de solicitar a oração dos leitores, o autor pede do Senhor uma benção para eles. O v.20 revela a natureza de Deus, que é o objeto de toda oração. Ele é o Deus da paz, porque Ele opera ou oferecer a paz a todos os que o temem (Rm 15:33; 16;20; Fp 4:9).

O v.21 descreve a obra que o autor pede que Deus faça. A idéia aqui é que os leitores precisam ser capacitados ou equipados para efetuar a vontade de Deus em toda boa obra, Cristo foi o personagem central de toda Epístola, e é propício que o fim tenha esta doxologia. A ele toda a glória por toda a eternidade!

O v.22 é uma súplica aos irmãos para que suportem ou recebam bem “a presente palavra de exortação”. O autor deseja que os leitores aceitem os ensinamentos que ele apresentou e que os pratiquem com toda fidelidade. Ele reconhece que a epístola é curta, e que a brevidade pode levar a equívocos de interpretações: O tema é profundo e sério.

O v.23 é o único texto das escrituras que nos dá, a saber, do encarceramento de Timóteo.

Não sabemos onde ele estava preso ou quando aconteceu isto, mas parece que os Hebreus tinham conhecimento deste fato. O autor crê que Timóteo também terá desejo de ir visitar os hebreus e ele mesmo estará pronto para ir com ele.

Saudações finais (13:24-25)

Não sabemos os nomes dos pastores e muito menos dos santos, mas estas palavras podem indicar que certos líderes da igreja eram os receptores originais da Epístola, e que estes, por sua vez a transmitiriam a igreja.

A saudação não vem só do autor, mas também “dos da Itália”. Podemos afirmar que o autor estava com os italianos, e que estes eram irmãos na fé cristã que desejavam mandar lembranças aos hebreus.

Obs: Não podemos afirmar em que lugar da Itália. Pode ser que estavam na Itália ou comporiam um grupo de italianos no exterior.

A Epístola termina com uma benção: “Graça seja com todos vós”.

Sola Fide. Sola Gratia. Sola Scriptura.


TEOLOGIA DA CARTA


Não há dificuldades em localizar os temas principais desta carta, mas não é fácil ver como todos se encaixam. Esta é a tarefa principal do teólogo. É baseada na suposição razoável de que o autor não misturou uma massa de temas sem relacionamento entre si, suposição esta que é apoiada pela natureza ordeira da disposição literária. Fica claro que planejou cuidadosamente a sua obra. Sempre que a digressão (divagação-desvio ou distração do assunto) ocorre na sequência do seu pensamento, não têm licença de interferir como o desenvolvimento principal de seu argumento. Procuramos descobrir, em primeiro lugar, se há uma ideia-chave, que explicaria porque o destaque é dado a temas tais como o filho, sumo sacerdote, o sistema sacrificial, e a nova aliança. 

O que lhes dá unidade?



Notamos imediatamente na introdução à Epístola(1:1-3) que o escritor está insistindo na qualidade definitiva da revelação cristã. Tudo quanto Deus tornou conhecido antes agora é substituído por sua revelação através do filho. O fato de que o escritor imediatamente introduz a singularidade do filho, sugere que não tem certeza, de modo algum, de que seus leitores têm esta convicção. Mas não fica imediatamente aparente porque o filho é introduzido a esta altura, e porque é somente em 2:9 que Ele é identificado como Jesus. Isto não pode ser por acidente, a razão disto deve fornecer algum indício para a direção do seu pensamento. Não há dúvida que a posição de Jesus como filho desempenha um papel principal na Epístola como um todo, mesmo naquelas partes que se concentram em Jesus como Sumo Sacerdote.

Tudo quanto acontecia na antiga aliança agora foi substituído por uma aliança melhor. São realmente as implicações desta nova aliança que forma o alvo principal da carta. Tornar-se-á aparente que o Filho é a figura-chave na inauguração da nova aliança, o melhor possível.

POSSÍVEIS ESCRITORES DA CARTA AOS HEBREUS.

. Apolo -Judeu convertido de Alexandria.

. Priscila- com base no anonimato da carta e por ter tutelado Apolo.

. Barnabé- Filho da consolação.

. Lucas- pelas similaridades de estilo e de conteúdo em relação a Atos de modo especial o discurso de Estevão.

. Filipe-defendendo o paulinismo perante os judeus cristãos de Jeruzalém.

. Clemente de Roma - quase a mesma linguagem, nos mesmos lugares.

. Epafras - em relação ás similares com Colossenses.

Esta multiplicidade de candidatos reflete em si mesma a dificuldade em descobrir a identidade, ou paternidade literária da carta. Foi Orígenes que no terceiro século, depois de pesquisar uma lista de possíveis autores, pronunciou estas famosas palavras: "Só Deus sabe na verdade quem escreveu esta carta".

O CARÁTER DO FILHO:

A apresentação de Cristo é indubitavelmente de uma natureza exaltada, conforme fica imediatamente aparente nos versículos iniciais, que não somente introduzem o Filho, como também fazem declarações extraordinárias acerca Dele.


ALGUMAS ESPECULAÇÕES

. Em Roma considera-se Paulo como autor.
. Que Paulo não escreveu seu nome no cabeçalho, porque os hebreus tinham preconceito contra ele, e se estes vissem seu nome não a leriam.
. Ao Norte da África, considera-se Barnabé como autor.
. Clemente de Alexandria diz que: Paulo escreveu em hebraico, e logo traduzida para o grego por Lucas.

Obs: Esta seria a razão da diferença de estilo e vocabulário com relação as demais epístolas do apóstolo.

. Desde o II século, alguns atribuem a Lucas a paternidade literária, pois o Evangelho segundo Lucas, e o livro de Atos são semelhantes ao que encontramos em Hebreus, no que se refere ao estilo e vocabulário. ( É apenas especulações).

. Lutero sugeriu o nome de Apolo. A base de sua conjectura está em At. 18:24

Obs: As características de Apolo são demonstradas pelo escritor de Hebreus. É quase certo que a carta foi escrita por um judeu. Um homem culto, que tinha profundo conhecimento das Escrituras.

O TERMO HEBREU TEM DOIS SIGNIFICADO:

I) Usa-se para incluir todos que são descendentes de Abraão, os Israelitas em contraposição aos gentios.
II) Usa-se para diferenciar os judeus que viviam na Palestina dos judeus helênicos, que viviam em outras partes. (Helênicos= relativos aos pertencentes á Grécia e aos antigos gregos- adoção de assumir características).


Fonte de pesquisa e estudo:

.Manual Bíblico de Halley
.Descobrindo o Novo Testamento / Walter A.Elwell
.Apostila da Disciplina / Análise Bíblica em Hebreus, ministrada pelo Pr. Edilson de Paiva, pelo Seminário Teológico Batista Nacional- Extensão Anápolis -Go
.Bíblia de Estudo de Genebra.


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