"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



terça-feira, 29 de novembro de 2016

* A Morte / Flávia Rossane


A Morte...

Essa sim não respeita nada e nem ninguém...Não respeita idade, classe social, estado civil, raça, cor ou religião...Não espera que nossos sonhos sejam realizados...As vezes não espera os casais apaixonados subirem ao altar, ou os pais babões verem crescer os seus filhos...Não espera que termine o último ano da faculdade, ou que ingresse no primeiro emprego, as vezes de tão cruel não aguarda o desfecho da infância...Não espera o último Abraço, o último beijo, o último pedido de perdão...Ela não espera, não respeita...Simplesmente vem e enche de tristeza os corações de quem fica e é obrigado a seguir em frente...

Como eu disse há dois dias, nós fomos feitos para a eternidade, cabe a nós decidirmos onde passaremos a nossa...Mais cedo ou mais tarde inevitavelmente a morte baterá à nossa porta...

Estejamos preparados! Deus nos ajude e que dê o conforto aos sobreviventes e familiares das vítimas do acidente aéreo com a equipe do Chapecoense.  

sábado, 26 de novembro de 2016

* Falecimento do Dr. Russell Shedd


A Editoria Vida Nova publicou neste sábado, 26, comunicado informando o falecimento do pastor Russell Shedd.  Pertencente a uma família apaixonada por Missões, Pr. Russell Shedd nasceu na Bolívia em 1929 enquanto seus pais evangelizavam o país. Terceiro de quatro filhos, seus irmãos também dedicaram-se a ministérios transculturais.

Dono de um currículo brilhante, Dr. Shedd destacou-se por seu amor e zelo pelas Escrituras Sagradas. Além de ser autor dos comentários da Bíblia SHEDD, ferramenta utilíssima para os amantes da Palavra, integrou a comissão de tradutores da Nova Versão Internacional para o português.
Dr. Shedd também foi incansável em seu ministério, tendo percorrido todo o Brasil como conferencista e professor, pregando e palestrando em congressos, igrejas, seminários e faculdades de Teologia. Foi exemplo extraordinário de uma vida de amor à Palavra. A literatura e o ensino teológicos no Brasil devem muito à incansável, inspiradora e comovente dedicação desse grande servo de Deus.
Ele deixa a esposa, dona Patrícia Shedd, com quem foi casado por 59 anos, além de 5 filhos (Timothy, Nathanael, Pedro, Helen e Joy), 14 netos (Laura, Kelley, Rebecca, Katherine, Leander, Cayenne, Henry, Jonathan, Michael, Stephanie, Evelyn, Scott, Susan e Katie) e uma bisneta (Izabella).



Edição por Denise Campos 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

* Dr. James Dobson (1936) / Biografia & Obras


James Dobson

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
James Dobson
Nascimento21 de abril de 1936 (80 anos)
Shreveport
NacionalidadeEstados Unidos Estadunidense
OcupaçãoPsicologia
James Clayton "Jim" Dobson, Jr. (Shreveport21 de abril de 1936) é um autor cristão evangélico e psicólogo estadunidense, fundador em 1977 do Foco da Família ("Focus on the Family" - FOTF), que dirigiu até 2003. na década de 1980 foi classificado como um dos mais influentes interlocutores do conservadorismo social na vida do público dos Estados Unidos. Embora não sendo um ministro ordenado, foi denominado "o líder mais influente da nação" pela Time, enquanto a Slate o retratou como um sucessor dos líderes evangélicos Billy GrahamJerry Falwell e Pat Robertson.

Resumo do livro: 


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

* A Tragédia de um País Resumida em uma Foto - Capital do Iêmen

        A tragédia de um país resumida em uma foto!

Saida Ahmad, sentada na cama do hospital em Sana'aImage copyrightREUTERS
Image captionSaída começou a sofrer de desnutrição há cinco anos, segundo a família, mas sua situação se agravou com a guerra civil
É impressionante que Saida Ahmad Baghili consiga sustentar seu corpo, sentada em uma cama do Hospital Al-Thawra, em Sanaa, a capital do Iêmen. Seus membros, de tão finos, parecem vergar.
Na verdade, é um milagre que Saída, de 18 anos, esteja viva - ou que estivesse há cerca de uma semana, quando a imagem captada por um profissional da agência de notícia Reuters correu o mundo e se tornou o símbolo da brutal guerra civil que assola o país do Oriente Médio.
O conflito, iniciado por uma rebelião de um movimento político-religioso conhecido como houthi, arrasta-se há mais de um ano e meio, agravado pela intervenção da vizinha Arábia Saudita, que apoia o regime do presidente Abdrabbuh Mansur Hadi - os houthis, por sua vez, contam com apoio do Irã, inimigo dos sauditas. Os dois países estão entre os mais importantes em termos econômicos e militares do Oriente Médio.
Além de se envolver diretamente no combate aos houthis, os sauditas comandam um bloqueio naval que complicou o fornecimento de comida, água e medicamentos para os 2,5 milhões de iemenitas desabrigados.
Segundo um recente relatório das Nações Unidas, pelo menos 14 milhões de pessoas - mais da metade da população do país - enfrentam a escassez de alimentos.
Gente como Saída. Ela foi hospitalizada no último dia 21, devastada pela fome e uma severa má-nutrição. De acordo com um artigo da agência de notícias Reuters, a jovem estava tão fraca que sequer conseguia comer, sobrevivendo com uma dieta de suco, leite e chá, segundo sua família.
Saida Ahmad em uma cadeira de rodasImage copyrightREUTERS
Image captionSegundo a ONU, mais de 3 milhões de pessoas sofrem de desnutrição no Iêmen

A dificuldade das famílias para comprarem alimento no Iêmen devido à pobreza é apontada como uma das principais causas da desnutrição infantil. Na foto, médico segura nas mãos criança desnutrida - sob olhar atento da mãe em um hospital na cidade de Taiz
Em entrevista ao programa de rádio Outside Source, do Serviço Mundial da BBC, Russell Boyce, que comanda o serviço de fotografia da Reuters no Oriente Médio, disse que o fotógrafo que fez as imagens de Saída obteve permissão da mãe da menina e explicou que as fotos iriam correr o mundo.
"Explicamos para os parentes de Saída o que poderia acontecer. E, apesar de toda sua fragilidade, ela mostrou muita dignidade ao posar. E sentimos que a família tinha esperança em uma melhora", contou Boyce.
De acordo com o jornal britânico The Independent, Saida vem de um vilarejo pobre nos arredores de Hodeida, cidade próxima ao Mar Vermelho e controlada pelos houthis. O jornal entrevistou uma tia da jovem, também chamada Saída. Ela contou que a sobrinha está doente há cinco anos, sem entrar em detalhes, mas uma enfermeira do Al-Thawra disse à Reuters que a desnutrição é o principal problema de Saída.
No final de agosto, a ONU estimou em 10 mil o número de pessoas mortas nos 18 meses de conflito da guerra civil do Iêmen.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

* Sadhu Sundar Singh (1889 - 1929) / Biografia

      Sadhu Sundar Singh – O Apóstolo dos Pés Sangrentos




Sundar Sing era filho de pessoa rica e proeminente da Índia, onde imperava e ainda impera uma discriminação e racismo brutais, estando o país dividido em castas que praticamente não se comunicam entre si. Conheceu Jesus através da leitura de um Novo Testamento. Essa guinada em sua vida custou-lhe o ódio e a discriminação por parte de todos – inclusive da família, levando-o a viver nos campos e matas, em extrema penúria e também, muitas vezes, em grandes cidades do mundo fazendo conferências.
Sua alegria interior compensava tudo que tinha perdido. Ele próprio dizia que queria viver, tanto quanto possível, uma vida semelhante à de Jesus.
O milagre era uma constante em sua vida. Imagine alguém que não tem onde dormir, nem o que comer ou vestir, andando por selvas, montes, desertos, montanhas geladas e que pudesse sobreviver se não fosse pelo milagre. Imagine, também, as perseguições, prisões, espancamentos de alguém que, qual Daniel, não contasse com um Deus para livrá-lo.
Pois bem, assim era a vida do Sadhu (termo indiano que significa santo ou separado) Sundar Sing: entre visões da glória, transportes, meditações profundas, estados de êxtase.
Certa feita, foi atirado pelos seus algozes dentro de um poço cheio de pessoas condenadas – mortas ou moribundas. Um poço de onde ninguém sairia. A despedida da vida. Quando chegou ao fundo, sentiu o contato morno de algo que nada mais era do que carne humana fétida, em decomposição. Logo em seguida fecharam a chave a boca do poço.
“Não sabia que três dias se tinham passado. Inerte, sentado entre os ossos e os cadáveres, aguardava a morte, quando a boca do poço se abriu. Um vulto irreconhecível surgiu, negro contra o céu da noite. A voz, ampliada, era como o trovão. Ordenava-lhe que agarrasse a corda. E pouco depois, tateando fracamente, encontrou-a. Tinha um nó na extremidade. Firmou ali o pé e segurou-a como pôde. Sentiu que era erguido. Seu corpo oscilou pesadamente de uma parede à outra, até que atingiu a superfície. Fortes mãos o agarraram e o colocaram em terra. O ar fresco invadiu-lhe os pulmões como a água da represa invade o vale, os diques. Tossindo, atordoado, ouviu como em sonhos o ranger da tampa, o som da chave na fechadura. Olhou em torno para conhecer o seu amigo desconhecido, mas viu que estava só na escuridão noturna. Caiu de joelhos e deu graças a Deus. Quem o visse dormindo entre o bulício da faina diária que começava não imaginaria que era o mesmo que estivera no fundo do poço por três dias”.
No final de sua vida tentou várias vezes a travessia do Himalaia, rumo ao Tibete, onde pretendia pregar o evangelho. Da última vez, na primavera, não se conteve. Pretendia atingir o seu destino pela 'Estrada do Peregrino'. Contra tudo e contra todos, foi e desapareceu — por mais que o procurassem, sumiu sem deixar vestígio algum.
O importante é salientar o papel que Jesus representa e pode representar nas vidas daqueles que buscam algo surpreendente, superior e eterno e que não têm medo de confiar n’Aquele que é poderoso para resolver.
Sundar Singh foi um homem muito útil ao Senhor. Conheceu a Cristo ainda muito jovem e passou a ser tomado por um desejo profundo de se parecer com o seu Salvador. As montanhas da Índia, China, Nepal e Tibete são testemunhas das muitas viagens deste homem de Deus. Situações em que sempre esteve em perigo, seja ameaçado pelo frio, fome, animais selvagens, trilhas difícieis, seja sob ameaça de grandes forças do inferno e de extremistas hinduístas, budistas e muçulmanos.
Andando, literalmente, este fiel ministro da Palavra foi usado pelo Senhor Jesus para levar a Verdade (Jesus) a diversos povos estabelecidos em lugares de difícil acesso geográfico e de escravidão religiosa. Singh foi, sem dúvida, instrumento do Espírito Santo para proclamação do Reino de Deus como testemunho a esses povos.
Através da história deste homem podemos nos deliciar ao contemplar o alcance da graça do Senhor, que o levantou como ministro do Evangelho, cujo ministério foi forjado no meio do serviço e das batalhas que o acompanhavam. Ele não teve um minuto sequer para a teologia organizada e foi usado poderosamente por Deus por meio da ação do poder do Espírito Santo. Sentiu um peso enorme de responsabilidade pela obra de Deus na vida dos povos que ele se comprometeu a anunciar as boas novas, pelo que renunciou qualquer conforto material. 

É algo tão diferente de tanta doutrina materialista e comprometida com o bem estar do homem aqui na terra, tão anunciada por homens que abandonaram a mensagem da cruz e passaram a anunciar algo alternativo, mesclado com algumas verdades, mas inteiramente falso.

Nascido em 03 de setembro de 1889, Sundar Singh era o filho caçula de uma família sik, uma das religiões que tiveram origem na Índia, caracterizada por serem seus adeptos aversos às drogas, inclusive o tabaco, cultivando um cuidado peculiar com a higiene pessoal e um respeito devocional aos chamados “livros sagrados”. A aldeia na qual ele nasceu, Rampum, era um dos principais redutos siks, e seu pai, Sher Singh era governador da mesma.


Desde criança, Sundar Singh demonstrava um interesse incomum a sua tenra idade, pela introspecção e conhecimento dos livros sagrados sinkistas, com incentivo pleno de sua mãe, uma religiosa praticante que sonhava ver seu filho se tornar um “sadu” (espécie de sacerdote sik). Segundo o próprio Sundar, sua mãe teve uma participação marcante na sua trajetória até Cristo, pois ela alimentou seu desejo por uma vida piedosa.

Aos 14 anos, Sundar perdeu a mãe. Foi uma experiência muito dolorosa para ele. Mas, nessa fase ele se encontrava cada vez mais perto de conhecer a Cristo, embora ainda fosse lutar muito até decidir entregar sua vida a Ele. Isso seria uma vergonha para sua família sik. Por isso Sundar resistiu bastante até, finalmente, render-se ao Jesus a quem amou até o fim de sua vida.

Deus o estava cercando. Após a morte de sua mãe, Sundar entrou numa fase de profunda introspecção e luta interior, pois os rituais siks que cumpria diariamente e as horas de leitura nos livros sagrados não serviam para satisfazer sua profunda fome espiritual. Diante do quadro depressivo do filho, seu pai resolveu matriculá-lo em uma escola, a fim de ocupar sua mente, na esperança de vê-lo recuperar a alegria. E assim fez. Toda a escola era dirigida por uma missão norte-americana e lá Sundar teve contato com o livro mais precioso: A Bíblia.

De Inicio ele rejeitou tudo: a escola, os professores, os colegas e a Bíblia. Sendo que da Bíblia ele nutria um ódio intenso. Mas não podia deixar de ler, pois era o livro texto da escola. Quando começou a ler a Bíblia, passou a se interessar por ela. No início chamou a atenção o “tal” Jesus, de quem o livro falava. Sua atração pela Bíblia foi crescendo, levando-o a uma leitura diária, até que um amigo o advertiu com relação ao “feitiço” da Bíblia, pois, argumentou: – “muitos que começam a conhecer este livro acabam se tornando cristãos”.

Tomado pelo pavor de ser “enfeitiçado” pelo livro, se desfez da Bíblia, saiu da escola, e por algum tempo, passou a perseguir os cristãos de sua cidade. Queimou sua Bíblia e outras mais. Mas, em tudo, sua agonia só fez crescer. Decidiu, no meio de seu desespero, testar um texto que tinha lido na Bíblia. Seu conflito interior era tão gigante que desafiou Deus a lhe revelar a verdade ou então cometeria suicídio. Após algumas horas esperando a resposta do Deus que até então ele não cria ser real, o próprio Senhor Jesus veio ao quarto de Sundar e a presença gloriosa que sentia e via trouxe a certeza que jamais o abandonaria. 

Decidiu ali entregar sua vida a Cristo e servi-lo fielmente. Mas, como acontece com todos aqueles que querem seguir fielmente a Cristo, enfrentou diversas e duras oposições. Sua família o rejeitou e tentou até matá-lo por envenenamento. O Senhor o livrou da morte por diversas ocasiões.

Após sua conversão de pronto atendeu o chamamento do Senhor: iria pregar o evangelho de Jesus por toda a região do Tibet e vizinhanças como um Sadhu, ou seja, alguém que não tem nada nesta terra a não ser sua fé. Foi assim que percorreu regiões de difícil acesso, descalço por caminhos montanhosos e de frio hostil. Comia o pão de cada dia à medida que o Senhor supria. Sua vida estava inteiramente nas mãos do Mestre. Passou a se relacionar tão profundamente com o Senhor que foi a cada dia tornando-se mais parecido com Jesus. ‘Quando, numa sala, alguém o tratava com consideração que dispensava a seres excepcionais, ele se retirava aborrecido. 

Disse certa vez que não podia tolerar tais néscios’. Ao orar por uma criança à beira da morte, e o Senhor ter operado um milagre, ficou chocado ao ver as pessoas pensarem que ele era um milagreiro, levando-o a afirmar publicamente que não faria mais aquilo para não atrapalhar a mensagem do evangelho que pregava.

Embora tenha pregado o evangelho em diversos países, seu trabalho foi concentrado em regiões de difícil acesso nas montanhas da Índia, China, Nepal e Tibete. Sua missão era clara: levar a mensagem do evangelho a lugares que nunca tinham ouvido falar de Cristo. Os perigos faziam parte de sua dura rotina diária. Em 13/04/1929 foi visto pela última vez por um missionário europeu, quando decidiu percorrer a “Estrada do Peregrino” no Tibete. É desconhecido seu paradeiro, apenas sabemos que este homem certamente estará na lista daqueles que reinarão com Cristo.



terça-feira, 1 de novembro de 2016

* Mesotribulacionismo / Definição

Quais são os pontos fortes e fracos da visão mesotribulacional do Arrebatamento (Mesotribulacionismo)? 



Resposta: 
Escatologicamente falando, é importante lembrar-se de que quase todos os cristãos concordam com três coisas: 1) haverá um tempo futuro de Tribulação tal como o mundo nunca viu, 2) a Segunda Vinda de Jesus Cristo, e 3) uma transição da mortalidade à imortalidade para os crentes, comumente conhecida como o Arrebatamento (João 14:1-3, 1 Coríntios 15:51-52, 1 Tessalonicenses 4:16-17). A questão é a seguinte: quando é que o Arrebatamento ocorrerá em relação à Tribulação e à Segunda Vinda? As três principais teorias sobre o momento do Arrebatamento são Pré-tribulacionismo (a crença de que o arrebatamento ocorrerá antes da Tribulação), Mesotribulacionismo (a crença de que o Arrebatamento ocorrerá no meio da Tribulação) e Pós-tribulacionismo (a crença de que o Arrebatamento irá ocorrer no final da Tribulação). Este artigo trata especificamente da visão mesotribulacional.

O Mesotribulacionismo ensina que o Arrebatamento ocorre na metade da Tribulação. Nesse momento, a sétima trombeta é tocada (Apocalipse 11:15), a igreja irá se encontrar com Cristo nos ares e então os julgamentos das taças são derramados sobre a terra (Apocalipse 15-16) em um tempo conhecido como a Grande Tribulação. Em outras palavras, o Arrebatamento e a Segunda Vinda de Cristo (para estabelecer o Seu reino) são separados por um período de três anos e meio. Segundo essa visão, a Igreja passará pela primeira metade da Tribulação, mas é poupada do pior da Tribulação que ocorre nos últimos três anos e meio. Muito parecida com o Mesotribulacionismo é a crença em um Arrebatamento “pré-ira”, ou seja, a crença de que a igreja é arrebatada ao céu antes do "grande dia da. . . ira" vir (Apocalipse 6:17).

Em apoio da sua tese, os mesotribulacionistas apontam para a cronologia dada em 2 Tessalonicenses 2:1-3. A ordem dos eventos é a seguinte: 1) apostasia, 2) a revelação do Anticristo, e 3) o Dia de Cristo. A visão mesotribulacional ensina que o Anticristo não será revelado decisivamente até "a abominação de desolação" (Mateus 24:15) que ocorre na metade da Tribulação (Daniel 9:27). Além disso, os mesotribulacionistas interpretam "o Dia de Cristo" como o Arrebatamento, portanto, a igreja não será arrebatada ao céu até o Anticristo ser revelado.

Um outro ensinamento fundamental do Mesotribulacionismo é que a trombeta de 1 Coríntios 15:52 é a mesma trombeta mencionada em Apocalipse 11:15. A trombeta de Apocalipse 11 é a última de uma série de trombetas, portanto, faz sentido que seria "a última trombeta" de 1 Coríntios 15. Esta lógica falha, no entanto, tendo em conta os objetivos das trombetas. A trombeta que soa no Arrebatamento é "o som da trombeta de Deus" (1 Tessalonicenses 4:16), mas a de Apocalipse 11 é um prenúncio do juízo. Uma trombeta é uma chamada graciosa aos eleitos de Deus; a outra é um pronunciamento da perdição dos ímpios. Além disso, a sétima trombeta de Apocalipse não é a "última" trombeta cronologicamente - Mateus 24:31 fala de uma trombeta que soa mais tarde, no início do reino de Cristo.

Primeiro Tessalonicenses 5:9 diz que a igreja não tem sido destinada "para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo." Isso parece indicar que os crentes não passarão pela Tribulação. No entanto, o Mesotribulacionismo interpreta a "ira" como se referindo apenas à segunda metade da Tribulação – especificamente aos julgamentos das taças. No entanto, parece ser inadequado limitar a palavra de tal maneira. Certamente os terríveis juízos contidos nos selos e trombetas -- incluindo fome, rios envenenados, uma lua escura, derramamento de sangue, terremotos e tormento -- também podem ser considerados a ira de Deus.

O Mesotribulacionismo posiciona o Arrebatamento em Apocalipse 11, antes do início da "grande tribulação". Há dois problemas com essa colocação na cronologia de Apocalipse. Primeiro, a única ocorrência do termo "grande tribulação" em todo o livro do Apocalipse está em 7:14. Em segundo lugar, a única referência a um "grande dia de ira" está em Apocalipse 6:17. Ambas as referências vêm muito cedo para um Arrebatamento mesotribulacional.

E uma fraqueza final da visão mesotribulacional é compartilhada pelas outras duas teorias: a Bíblia não dá um cronograma explícito em relação a eventos futuros. As Escrituras não ensinam claramente um ponto de vista ao outro, e é por isso que temos diversidade de opiniões acerca dos tempos finais e algumas variedades de como as profecias relacionadas devem ser harmonizadas.





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DOUTOR DA IGREJA GREGA - MAIOR PREGADOR DA IGREJA PRIMITIVA - MESTRE DA RETÓRICA, DA HOMILÉTICA!

DOUTOR DA IGREJA GREGA - MAIOR PREGADOR DA IGREJA PRIMITIVA - MESTRE DA RETÓRICA, DA HOMILÉTICA!
Você deseja honrar o corpo de Cristo? Não o ignore quando ele está nu. Não o homenageie no templo vestido com seda quando o negligencia do lado de fora, onde ele está malvestido e passando frio. Ele que disse "Este é o meu corpo" é o mesmo que diz "Tu me vistes faminto e não me destes comida" e «quantas vezes o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes» (Mateus 25:40)... Que importa se a mesa eucarística está lotada de cálices de ouro quando seu irmão está morrendo de fome? Comeces satisfazendo a fome dele e, depois, com o que sobrar, poderás adornar também o altar.

João Crisóstomo, Comentário sobre Mateus

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♛ Uma das características mais recorrentes das homilias de João Crisóstomo (347-407) é sua ênfase no cuidado com os necessitados. Ecoando temas do Evangelho de Mateus, ele exorta os ricos a abandonarem o materialismo para ajudar os pobres, empregando todas as suas habilidades retóricas para envergonhar os ricos e obrigá-los a abandonar o consumismo mais conspícuo:


“Honras de tal forma teus excrementos a ponto de recebê-los em vasilhas de prata quando outro homem criado à imagem de Deus está morrendo de frio?”


— João Crisóstomo