"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



terça-feira, 23 de agosto de 2016

* Missões Transcultural o que é?

Não podemos falar sobre missão transcultural sem pelo menos tentar entender o que é cultura. Muitas vezes dizemos que fulano tem muita cultura porque ele ouve música clássica, gosta de teatro ou sabe usar todos os garfos e colheres que estão na mesa durante um jantar sofisticado. E dizemos que uma pessoa não tem cultura quando não se comporta de modo “civilizado”. Cultura, no entanto envolve toda a criação humana. Ela é constituída do estilo de vida de toda uma sociedade, ou de um grupo especifico dentro da mesma.

Portanto, quando falamos de missão transcultural, estamos falando do esforço da Igreja em cruzar qualquer fronteira que separe o missionário de seu público alvo. Para se engajar na missão transcultural, você não tem que, prioritariamente cruzar barreiras político-geográficas. Porém, em nosso caso teremos que necessariamente cruzar barreiras mais conhecidas como a da linguística, dos costumes, das etnias, das religiões, além das sociais, morais e etc.


É difícil para muitos falar sobre a tarefa da missão transcultural, quando muitas outras tarefas ainda continuam, diante da Igreja de Deus, por serem realizadas em nosso próprio contexto e local. Aquilo que é necessário ser feito localmente, tanto dentro como fora da igreja, demanda muito tempo e esforço das comunidades, acabando por ofuscar a visão das mesmas para a tarefa mais importante da Igreja, nesta virada de século e milênio, que é a evangelização transcultural.


Conseqüentemente, nós poderíamos dizer que o resultado desse tipo de atitude é que 25% da população mundial, ou seja 1,5 bilhões de pessoas, nunca ouviram do evangelho sequer uma vez. Porém, se falarmos em número de povos, vamos descobrir que da tabela dos 11.874 povos, 3.915 deles nunca ouviram do evangelho. E o que dizer das 240 tribos indígenas brasileiras, das quais 126 não possui presença missionária evangélica, enquanto que 06 tem situação indefinida. Será que estas pessoas não tem o direito de ouvir pelo menos uma vez na vida a mensagem de salvação?


É nesse sentido que a missão transcultural e/ou a evangelização transcultural deve ser a mais alta prioridade no evangelismo hoje. Precisamos alcançar estes 1,5 bilhões de pessoas que estão distantes culturalmente de nós e que nunca ouviram as boas novas de salvação em Cristo Jesus. Tornar a igreja acessível para cada um desses povos e permitir que eles entendam claramente a mensagem e tenham condição de responde-la positivamente é nossa missão.


O Deus da Bíblia é o Deus da História. Ele tem um propósito para ela. A Bíblia toda é clara quanto a isso e descreve este propósito do inicio ao fim. Se cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus devemos crer necessariamente que missões transculturais é o programa de Deus, visto que de Gênesis ao Apocalipse ela nos revela o amor de Deus pelas nações da terra. (Gn.12:3b; Is.49:6; Apoc.5:9). 


Fonte: Missão Para o Interior da África 

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

* A Religião Muda Rotinas, O Evangelho Muda Pessoas / Pr. Carlos Moreira


Jesus disse “Pelos frutos os conhecereis”. Aí você pensa que esses frutos são os “Frutos da Igreja”: ir na vigília de oração, participar do culto de doutrina, tomar a ceia, ler a Palavra, fazer evangelismo, jejuar, ir na escola bíblica, ou seja, os frutos acabam se resumindo a uma agenda eclesiástica, são frutos bichados! 

Quem dá esse tipo de “fruto”, adequa-se as regras comportamentais e fica em dia com a medição do “trabalho na obra”, é o Taylorismo do sagrado, nada pode produzir senão engano e tristeza. Por isso vemos tanta gente que já leu a bíblia inteira, mas nada entendeu sobre a mensagem, ou os que fazem orações irretocáveis, com retórica e homilética, mas sem ter experimentado a graça e a misericórdia como expressão do amor que vaza do coração. Fruto, no Evangelho, não é fazer, é ser, pois o bem aventurado é aquele que é! Sim, fruto é paz, alegria, mansidão, generosidade, solidariedade, fruto é chorar pelas dores da Terra, é afeiçoar-se dos excluídos, é vencer preconceitos, é perceber-se como gente do bem, da verdade e da justiça. 

O mais, digo com tristeza, é apenas a rotina da religião sendo exibida no teatro do templo, a nudez da figueira recoberta de folhas, flagrada em plena performance, mas esvaziada dos frutos da vida...

Por: Carlos Moreira


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

* Banda Exodos / Anos 70 - Músicas e Biografia


 

Nos anos 70 a banda Êxodos provocou muita polêmica no Brasil com seu ritmo de rock, roupas extravagantes e cabelos compridos. Chegou a ser citada pela revista veja em 1976. Considerada por pesquisadores como a primeira banda brasileira de rock evangélico, atraiu muitos jovens com suas canções que anunciavam uma nova vida em Jesus, numa época em que vigorava a repressão e a censura. Trinta anos depois é lançado um CD com treze músicas compostas entre os anos de 1970 e 1977, entre elas a conhecida “Galhos Secos”. Êxodos foi uma banda brasileira cristã de rock, criada em 1970 e considerada a primeira de seu estilo surgida no país.
Inicialmente se apresentavam nas escolas dominicais da Igreja Batista de Vila Bonilha, em São Paulo. Posteriormente, passaram a se apresentar em outras igrejas, em acampamentos e festivais de música evangélica. Em 1976, problemas com a vizinhança do templo em que tocavam e com a própria congregação levaram o grupo a não mais se apresentar nos cultos. Com a falta de oportunidades em outras igrejas, o conjunto se desfez um ano depois, sem conseguirem se profissionalizar ou gravar um álbum.
O nome da banda é uma referência ao Livro do Êxodo, aludindo à libertação do pecado, em comparação à libertação do povo de Israel contada no livro bíblico. As mais de cinquenta canções foram todas compostas pelo grupo, a maioria por Osny, Osvair e Lucas. 
Em 2006, lançaram um CD com treze canções de seu repertório original, chamado 1970 - 1977.
O grupo iniciou suas atividades ainda em 1970, época em que não havia nenhum registro musical de rock cristão no Brasil. O quinteto formado por Edson, Eli, Nelson, Osny e Osvair vinha de um conhecimento formado a partir de várias aulas musicais particulares e ensaios. Os membros faziam parte da Igreja Batista de Vila Bonilha, localizada num bairro periférico da cidade de São Paulo. No local, participavam das reuniões religiosas.
A banda fez sua primeira apresentação musical naquela época durante as escolas dominicais que aconteciam no templo usando dois violões e uma bateria velha. Como o gênero preferido daqueles jovens eram o rock a sonoridade do Êxodos tendeu para o estilo. Com o apoio de amigos e membros da igreja conseguiram comprar novos instrumentos e uma maturidade musical ali começou a surgir.

Discografia 

Apesar de encerrado em 1977, na época os integrantes do Êxodos não possuíam recursos financeiros nem apoio necessário para gravar algum material. Após serem expulsos da igreja a qual frequentavam, os membros do grupo ainda gravaram uma fita máster. Em 2005, o grupo se reuniu novamente para gravar treze músicas do repertório original do grupo. O disco, intitulado 1970 - 1977 foi masterizado no estúdio da gravadora MK Music e foi lançado de forma independente em 2006. É o único registro musical do grupo.

Formação

1970-1973

  • Edson Donizetti - bateria
  • Eli - contrabaixo
  • Nelson - vocal
  • Osny Agreste - guitarra solo
  • Osvair Agreste - violão e guitarra base

1973-1977

  • Edson Donizetti - bateria
  • Osny Agreste - guitarra solo e vocal
  • Osvair Agreste - baixo, teclado e vocal
  • Lucas - violão, guitarra base e vocal

Entre em contato:
[11-36994344] São Paulo - SP

             






























Fonte

. Wikipédia, a enciclopédia livre 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

* A Dica de Lutero de Como ler Livros


Lutero falando em como devemos ler livros disse:

"O número de livros sobre teologia deve ser reduzido a apenas os melhores publicados. Não é a quantidade de livros que fazem os homens sábios, ou lê-los em demasia que os fará mestres. Mas bons livros, mesmo lidos várias vezes, não importa quão pequenos sejam, que fazem um homem instruído nas Escrituras e piedoso. Mas esses livros só farão isso se tão somente ocuparem um lugar secundário.

Na verdade os escritos de todos os santos devem ser lidos apenas por um tempo, para que através deles possamos ser levados para as Escrituras. Com cuidado, no entanto, de só ler aqueles que jamais nos levam mais longe do que da Palavra e aumentem nosso desejo por ela e não por outros livros. Aqueles que aumentem nossa fome da Palavra de Deus. Aqueles que jamais nos levem mais longe do que do sentimento aumentado de ir para as Escrituras.

Os livros que lemos devem ser apenas placas de sinalização na estrada apontando o caminho direto para as Escrituras. Se andamos de livro em livro e não chegamos nas Escrituras, esses livros não são boas placas sinalizadoras, porque eles nos apontam para mais placas, e mais placas ( livros, livros, livros) – e não para o destino – As Escrituras. A Escritura e só ela é a nossa vinha, na qual todos nós devemos trabalhar até a fadiga."

Obs – Há um abuso - que faz tudo virar mero comércio - no mercado de livros, quase tão grande quanto do da música gospel - Mas como muitos que denunciam os abusos da música gospel escrevem livros e não são músicos, isso não é ressaltado da mesma forma. E como na música você, no mercado de livros, precisa de mil lançamentos para manter o mercado aquecido. E assim o caminho da literatura segue o caminho da música em nossa triste era. Um mero negócio sem um interesse que sobreponha isso - ou seja, o propagação da Verdade da forma mais acessível possível.



terça-feira, 26 de julho de 2016

* Grandes Teólogos / Livro de Gerald R. McDermott e Biografia

Quem são os grandes teólogos da igreja? O que havia de especial em seus ensinos? O que podemos aprender com eles hoje? 

Neste livro o autor não apenas nos instrui sobre onze teólogos de grande importância, mas também nos ajuda a identificar aquilo que continua válido para os nossos dias. Com perguntas para reflexão e debate no final de cada capítulo, Grandes teólogos é perfeito para o estudo individual ou em grupos pequenos. À medida que se der o estudo, os membros do grupo podem explorar a história teológica que um partilha com o outro e também descobrir as razões por que cada um crê no que crê. Aqui está a oportunidade de pensar sobre Deus juntamente com “os grandes”.


Por que Estudar Teologia?

A pergunta era velha conhecida. O jovem executivo me procurou depois do culto em que eu havia pregado. No sermão, eu mencionara Agostinho e Martinho Lutero. 

“Existe algum tipo de introdução acessível a esses teólogos a que você e outros pastores sempre se referem? Gostaria de ir para o seminário, mas é impossível para mim. Além disso, acho que não tenho condições de assimilar um compêndio mais extenso. Seria ótimo se houvesse um manual que me oferecesse os elementos básicos de cada um desses grandes teólogos.” 

A exemplo de tantos cristãos que disseram mais ou menos a mesma coisa para mim e para outros pastores ao longo dos anos, esse jovem queria aprender sobre “os grandes” — mas só um pouco, obrigado. Muita informação seria insuportável, em razão da complexidade do assunto e do tempo disponível. 

Por isso decidi escrever este livro. Meu desejo foi proporcionar uma introdução breve e acessível a alguns dos teólogos mais importantes — de tal modo que qualquer cristão dado à reflexão pudesse ter uma ideia aproximada das características de cada um deles, num nível acessível à sua compreensão. A intenção era que o livro fosse desafiador, mas não massacrante; provocativo, mas sem deixar o leitor frustrado. Seria uma introdução informativa, que abriria também as portas para um estudo mais aprofundado, se essa fosse a intenção do leitor.

Por que estudar teologia?

Muitos cristãos pensam que teologia é coisa de intelectual, de professor e de estudante de seminário. Além disso, muita gente na igreja se acha incapaz de entender 12 grandes teólogos a maior parte dos assuntos de que tratam os livros de teologia, mas elas acreditam que isso não importa, pois, afinal de contas, “essas coisas não têm aplicação alguma na vida real”.

O que essas pessoas não percebem é que elas também fazem teologia. A palavra teologia, por exemplo, vem de duas palavras gregas — theos, que significa “Deus”, e logos, que remete à “razão” ou à “palavra” e, portanto, significa “discurso acerca de”. Por conseguinte, quem quer que pense e fale a respeito de Deus está fazendo teologia. 

 Quem fala ou pensa muito sobre Deus cria uma estrutura na qual Deus é enquadrado. Essa estrutura é sua teologia. É a lente por meio da qual o indivíduo lê a Bíblia, ouve sermões, ora a Deus, lê livros e reflete a respeito dele. Quando lê algo sobre Deus, lê o pensamento teológico de alguém e usa o que lê para ajustar a própria teologia, quer se dê conta disso, quer não. 

 Portanto, não há fé sem teologia. Não há quem leia a Bíblia sem recorrer — consciente ou inconscientemente — a uma teologia que a interprete. Ninguém ouve um sermão sem um referencial teológico que, de um lado, é modificado em alguma medida e, de outro, ajuda a interpretá-lo. 

Concluímos, então, que todo cristão que gosta de pensar traz consigo alguma teologia. A questão não é se fazemos teologia e a usamos, e sim qual teologia fazemos e usamos. Daí vem a pergunta: “Como sabemos se nossa teologia, isto é, a visão que temos de Deus, é a correta?”.

Vou tentar responder a essa pergunta com uma ilustração. Imagine que há uma grande mulher de Deus em sua igreja, que há quarenta anos lê a Bíblia e estuda teologia. Ela não só tem um conhecimento profundo da Escritura e sabe como interpretá-la para sua vida e cultura, mas também leva uma vida de santidade. Sua humildade e seu amor sempre deixam as pessoas admiradas.

Suponhamos que, mesmo a conhecendo, você tivesse a seguinte atitude: “Vou construir sozinho minha teologia [lembre-se: sua teologia é a maneira em que você enxerga Deus], pela simples leitura da Bíblia e de livros de teologia”. 

Não seria uma atitude estranha, visto que há uma teóloga piedosa em sua igreja? Não seria esse um exemplo do pecado do orgulho? A advertência de Provérbios nos vem à mente: “Os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução” (Pv 1.7).

Desconsiderar as mentes santas e grandiosas da igreja — que há milênios refletem sobre Deus — quando elas estão bem perto de nós, em livros e na internet, parece arrogância e presunção. Uma atitude assim despreza a admoestação bíblica de que há sabedoria “na multidão de conselheiros” (Pv 11.14). Por que estudar teologia? 

 Essa atitude também desconsidera outra advertência bíblica segundo a qual aprender com outras mentes santas e comparar nosso pensamento com o delas é como afiar ferro com ferro (Pv 27.17), tornando nossos pensamentos sobre Deus mais afiados e claros.

O resultado é um conhecimento mais profundo de Deus que, como disse Jesus, é a “vida eterna” ( Jo 17.3). 

Esse é o começo da resposta à pergunta “Como posso saber qual teologia é a melhor?”. A melhor maneira é estudar as teologias das grandes mentes da igreja. Esse é o nosso objetivo neste livro.

Por Que Alguns Teólogos e Não Outros?

Você deve estar se perguntando por que escolhi alguns teólogos e deixei outros de fora. (O número ímpar me agrada, porque reforça o fato de que a teologia é provisória e incompleta.) 

De modo geral, os onze que escolhi foram os que, a meu ver, mais influenciaram a história do pensamento cristão. O modo que Orígenes lia a Bíblia serviu de modelo de interpretação da Escritura nos 1500 anos que se seguiram. Atanásio salvou a igreja, evitando que degenerasse e se tornasse assim em não mais que uma pequena seita filosófica grega. Agostinho talvez tenha sido o mais influente de todos os teólogos — tanto do Oriente quanto do Ocidente —, ensinando-nos a todos, por exemplo, o significado da graça. A Igreja Católica elegeu Tomás de Aquino seu principal Doutor (mestre). Ele nos mostrou de que modo a fé se relaciona com a razão e o significado de “sacramento”. Os esforços de Lutero para reformar a Igreja Católica foram fundamentais para a ascensão do protestantismo. Calvino foi o primeiro e maior mestre da segunda grande tradição protestante: o movimento reformado. O continente americano foi agraciado com Edwards, seu maior pensador religioso e também o primeiro cristão a refletir sobre a maneira pela qual Deus se relaciona com a beleza. Friedrich Schleiermacher foi o pai da teologia liberal. John Henry Newman foi o grande reformador da Igreja da Inglaterra e ficou célebre por ter se convertido ao catolicismo e nos mostrado de que maneira a doutrina evolui através do tempo. Barth foi o mais influente de todos os teólogos do século 20 e Von Balthasar, contemporâneo de Barth, está se tornando rapidamente o teólogo católico mais importante do século 21. 

Outros também tiveram grande influência. É possível que, em uma lista futura, um ou mais nomes entre os que escolhi sejam substituídos por outros então mais influentes. 

Quem seriam eles? Aí vão alguns nomes que deixei de fora: os pais capadócios (Basílio, o Grande, Gregório de Nazianzo e Gregório de Nissa), além de outros teólogos orientais, como Ireneu, Clemente de Alexandria, Anselmo, Teresa de Ávila, e outros “modernos”, como John Wesley, Charles Hodge, Henri de Lubac, Dietrich Bonhoeffer, C. S. Lewis (que normalmente não é considerado teólogo, mas teve enorme influência no pensamento cristão), Edith Stein, Sergei Bulgakov, Simone Weil, H. Richard Niebuhr, João Paulo ii e Bento XVI. Se este livro tiver boa acolhida, pode ser que eu escreva outro em que trate de alguns desses nomes que ficaram de fora.

Contudo, todos os teólogos deste livro tiveram grande influência sobre o desenvolvimento do pensamento cristão, o que não significa que todos o tenham influenciado positivamente. Schleiermacher, por exemplo, pai da teologia liberal, fez com que muita gente questionasse a ortodoxia ao afirmar que a teologia e os credos não passavam de maneiras de expressar os sentimentos. Em outras palavras, essa concepção sugere que a fé cristã é algo muito mais relacionado com nosso interior do que com a realidade objetiva fora de nós. Decidi incluí-lo neste livro porque sua influência foi extraordinária. Quem tiver algum interesse pela teologia cristã moderna precisa conhecer Schleiermacher, caso queira compreender sua estranha guinada.

Os onze que aparecem aqui são os maiores de todos? Como dei a entender, não tenho certeza disso. Devo confessar que me deixei influenciar por interesses pessoais. Alguns colegas, por exemplo, não creem que Newman tenha sido o teólogo mais importante do século 19. Decidi incluí-lo não só por causa de sua imensa influência sobre protestantes e católicos, mas também porque, pessoalmente, eu o considero intrigante. 

Mesmo que esses onze não sejam indiscutivelmente os teólogos de maior destaque dos últimos dois mil anos, ainda assim são muito importantes e extremamente influentes. Quem quiser se familiarizar com a teologia cristã encontrará aqui uma visão panorâmica desse período, com informações específicas sobre cada um deles.

O Formato 

Quando alguém tem o primeiro contato com a teologia, é importante que aviste um quadro abrangente e pessoal antes de mergulhar nos detalhes teológicos. Portanto, todos os capítulos começam com um esboço biográfico do teólogo, em que se conta a história de sua vida ou os fatos mais marcantes. Em seguida, há uma breve introdução aos principais temas de seu pensamento.

A terceira seção, a mais importante de todo o capítulo, debruça-se sobre um tema próprio daquele pensador e o analisa com certa profundidade. Esse tema nem sempre é o único pelo qual o teólogo se tornou conhecido; todavia, é um tema característico de sua teologia, cujo impacto sobre a igreja cristã foi significativo. Depois de abordar um tema importante, chamo a atenção para algumas lições que podemos aprender com aquele teólogo. No final de cada capítulo, há duas atividades de apoio ao novo estudante de teologia. A primeira delas é uma seleção curta de textos do autor estudado — geralmente de duzentas a quatrocentas palavras —, a qual esclarece um dos temas mais importantes de sua obra, em geral, um que tenha sido tratado no capítulo. 

No final de cada capítulo, há uma lista de livros. Um deles é sempre de autoria do teólogo estudado; outro, ou outros, sobre o teólogo. São sugestões para o leitor que desejar se aprofundar no assunto. São propostas também, no final dos capítulos, questões para reflexão e debate. São perguntas ideais para uso em classes de escola dominical ou em grupos caseiros de estudo. Este livro poderá ser usado como ponto de partida para uma série de treze semanas de estudos, ou seja, um capítulo por semana.

 Terminado o livro, o leitor estará capacitado a concordar ou mesmo discordar sempre que um pastor — ou autor — fizer referência aos “grandes”. Ele não ficará mais “por fora”. Finalmente se sentirá convidado a participar da “Grande Conversação”.

Perguntas para reflexão e debate 

1. Por que você quer estudar os grandes teólogos? 
2. Em que sentido as pessoas têm sua própria teologia? 
3. Por que é importante que o leitor da Bíblia estude os grandes teólogos?




GERALD R. MCDERMOTT 


PhD pela Universidade de Iowa) é professor de Religião e Filosofia na Roanoke College, em Salém, no estado americano da Virgínia. É também pastor-titular da Igreja Luterana St. Louis e autor de 12 sinais da verdadeira espiritualidade: o Deus visível, publicado por Edições Vida Nova. 



Gerald R. McDermott
 ingressou na faculdade Beeson em 2015 como o Professor Anglicana de Teologia e ensina nas áreas de história e doutrina.
 Ele é o autor, co-autor ou editor de dezoito livros, incluindo A trinitária Teologia das Religiões (com Harold Netland), Jonathan Edwards desafia os deuses , The New sionismo cristão: novas perspectivas sobre Israel e à Terra , Israel importa: por cristãos deve pensar diferente sobre as Povo e da Terra , Cancer: a Medical e guia espiritual para pacientes e suas famílias , e gagos famosos (no prelo). Seu foco acadêmico tem sido três vezes: Jonathan Edwards, entendimentos cristãos de outras religiões, e o significado de Israel. Como estudioso Edwards renome, McDermott produziu seis livros sobre Edwards; aTeologia do Jonathan Edwards (co-autoria com Michael McClymond) ganhou o prêmio de Christianity Today 2013 para Top Livro em Teologia / Ética. Antes de vir para Beeson, ele foi o Professor Jordan-Trexler de Religião na Roanoke College desde 2008 e na faculdade desde 1989. Um padre anglicano, ele é pastor associado para Cristo Igreja Anglicana King, e é casada com Jean. Juntos, eles têm três filhos e dez netos.





* Orígenes / Biografia


Nascido em 185 d.C., provavelmente em Alexandria, filho de pais cristãos, Orígenes (185-253) foi uma espécie de garoto prodígio. Incentivado pelo pai, não apenas memorizou trechos enormes da Bíblia, mas também investigou o significado mais profundo de cada um deles. Seu pai, encantado com o amor do filho pelo Senhor e pela Bíblia, ia à noite ao quarto do menino, enquanto ele dormia, e beijava-lhe o peito “como se fosse o templo do espírito divino”, dando graças a Deus por lhe ter concedido uma criança tão promissora.1 Quando, no ano 202, o imperador Septímio Severo começou a perseguir a igreja, Orígenes, então com dezessete anos, pediu ao pai que não fraquejasse: “Olhe, por nossa causa, não mude de ideia”.2 Tudo indica que o pai ouviu o filho, pois morreu durante a perseguição. 

“O grande mestre da Igreja depois dos apóstolos.” Foi assim que Jerônimo, tradutor da Bíblia Vulgata latina, se referiu a Orígenes, um teólogo do terceiro século. Mas nem todos estimavam tanto a Orígenes. Alguns o consideravam uma raiz do mal de onde se originavam as heresias. Conforme disse um escritor do século 17, os críticos de Orígenes afirmavam: “Sua doutrina é de modo geral absurda e perniciosa, um veneno serpentino mortífero que ele vomitou no mundo.” Cerca de três séculos depois de sua morte, Orígenes foi oficialmente declarado herege.
POR QUE Orígenes despertou tanto admiração quanto rivalidade? Que influência ele teve no desenvolvimento das doutrinas da Igreja?

Zelo pela Igreja

Orígenes nasceu por volta de 185 EC, em Alexandria, no Egito. Obteve amplo conhecimento da literatura grega, mas seu pai, Leonides, o obrigou a dedicar-se igualmente ao estudo das Escrituras. Quando Orígenes tinha 17 anos, o imperador romano baixou um decreto transformando a mudança de religião em crime. O pai de Orígenes foi preso porque havia se tornado cristão. Jovem e cheio de zelo, Orígenes estava determinado a juntar-se ao pai na prisão e no martírio. Ao perceber isso, a mãe dele escondeu suas roupas para impedir que fosse embora de casa. Por carta, ele implorou a seu pai: “Cuidado! Não mude de idéias por nossa causa.” Leonides continuou firme e foi executado, deixando a família na pobreza. Mas Orígenes já estava bem adiantado nos estudos, o suficiente para poder sustentar a mãe e seis irmãos mais novos dando aulas de literatura grega.
O objetivo do imperador era impedir o avanço do cristianismo. Visto que o decreto não afetava apenas alunos, mas também instrutores, todos os instrutores religiosos cristãos fugiram de Alexandria. Quando alguns não-cristãos apelaram para o jovem Orígenes em busca de orientação bíblica, ele assumiu essa obra como comissão divina. Muitos de seus alunos foram martirizados, alguns mesmo antes de completar os estudos. Correndo grande risco, Orígenes incentivava abertamente seus alunos, quer estivessem diante de um juiz quer na prisão, ou prestes a ser executados. Eusébio, historiador do quarto século, relata que quando eles estavam sendo conduzidos à execução, Orígenes “os cumprimentava corajosamente com um beijo”.
Muitos que não eram cristãos ficaram irados com Orígenes por considerá-lo responsável pela conversão e morte de seus amigos. Por diversas vezes ele escapou por um triz de turbas e de uma morte violenta. Embora fosse obrigado a mudar-se constantemente para escapar dos seus perseguidores, ele não diminuiu suas atividades de ensino. Sua coragem e dedicação impressionaram Demétrio, bispo de Alexandria. Por isso, Demétrio nomeou Orígenes, de apenas 18 anos de idade, diretor da escola de instrução religiosa em Alexandria.
Com o tempo, Orígenes tornou-se erudito notável e escritor prolífero. Alguns disseram que ele escreveu 6.000 livros, embora é provável que isso seja um exagero. Sua obra mais conhecida é a Hexapla, uma gigantesca versão de 50 volumes das Escrituras Hebraicas. Ele dispôs a Hexapla em seis colunas paralelas, contendo: (1) o texto hebraico e aramaico, (2) uma transliteração desse texto para o grego, (3) a versão grega de Áquila, (4) a versão grega de Símaco, (5) a Septuaginta grega, que ele revisou para corresponder mais exatamente ao texto hebraico, e (6) a versão grega de Teodocião. “Com essa combinação de textos”, escreveu o erudito bíblico John Hort, “Orígenes esperava elucidar o significado de muitas passagens nas quais o leitor grego ficaria confuso ou seria enganado caso tivesse diante de si apenas a Septuaginta”.

‘Ir além das coisas escritas’

Contudo, a confusão religiosa no terceiro século afetou profundamente os ensinos de Orígenes sobre as Escrituras. Embora a cristandade estivesse apenas engatinhando, já havia se poluído com crenças antibíblicas, e suas igrejas espalhadas ensinavam diversas doutrinas.
Orígenes aceitou algumas dessas doutrinas antibíblicas, chamando-as de ensinos dos apóstolos. Mas ele se sentiu à vontade para especular sobre outros assuntos. Muitos de seus alunos se debatiam com questões filosóficas da época. Com o objetivo de ajudá-los, Orígenes fez um estudo profundo sobre as diversas escolas filosóficas que estavam formando a opinião de seus jovens alunos. Ele se empenhou em dar a eles respostas satisfatórias às suas questões filosóficas.
Na tentativa de conciliar a Bíblia com a filosofia, Orígenes se valeu do método alegórico de interpretar as Escrituras. Ele presumiu que as Escrituras sempre tinham um significado espiritual, mas não necessariamente literal. Como disse um erudito, isso deu a Orígenes “os meios de extrair da Bíblia quaisquer conceitos antibíblicos que se harmonizassem com seu próprio sistema teológico, apesar de ele professar ser (e sem dúvida acreditava sinceramente nisso) um intérprete especialmente entusiasta e fiel do pensamento bíblico”.
Uma carta de Orígenes a um de seus alunos nos ajuda a entender sua maneira de pensar. Ele disse que os israelitas usaram ouro egípcio para fazer utensílios para o templo de Jeová, e entendia que isso fornecia apoio alegórico ao uso da filosofia grega para ensinar o cristianismo. Ele escreveu: “Quão úteis para os filhos de Israel foram as coisas levadas do Egito, as quais os egípcios não haviam usado de maneira correta, mas que os hebreus, orientados pela sabedoria divina, empregaram no serviço a Deus!” Dessa maneira, Orígenes incentivou seu aluno a “extrair da filosofia dos gregos o que pudesse servir como assunto de estudo ou preparação para o cristianismo”.
Essa abordagem irrestrita à interpretação bíblica anuviou os limites entre a doutrina cristã e a filosofia grega. Por exemplo, em seu livro intitulado De Principiis (Primeiros Princípios)Orígenes descreveu Jesus como ‘Filho unigênito, que nasceu, mas que não teve princípio’. E acrescentou: ‘Sua geração é eterna e infinita. Ele se torna Filho não pelo recebimento do fôlego de vida, por algum ato externo, mas pela própria natureza de Deus.’
Orígenes não encontrou essa ideia na Bíblia, porque as Escrituras ensinam que o Filho unigênito de Jeová é “o primogênito de toda a criação” e “o princípio da criação de Deus”. (Colossenses 1:15; Revelação [Apocalipse] 3:14) De acordo com o historiador religioso Augustus Neander, Orígenes chegou ao conceito de “geração eterna” por meio de sua “educação filosófica na escola platônica”. Dessa maneira, Orígenes violou o princípio bíblico básico: “Não vades além das coisas que estão escritas.” — 1 Coríntios 4:6.

Condenado por heresia

Havia passado pouco tempo desde que Orígenes tinha se tornado instrutor quando um sínodo alexandrino o destituiu do sacerdócio. Isso provavelmente ocorreu porque o bispo Demétrio ficou com ciúme de sua crescente fama. Orígenes mudou-se para a Palestina, onde ainda tinha a fama de defensor da doutrina cristã e continuou a servir como sacerdote ali. De fato, quando surgiram “heresias” no Oriente, ele foi procurado para convencer os bispos errantes a retornar à ortodoxia. Depois de sua morte em 254 EC, a reputação de Orígenes sofreu um abalo. Por quê?
Depois de o cristianismo nominal tornar-se uma religião importante, a Igreja passou a definir de maneira mais restritiva o que era aceito como ensino ortodoxo. Assim, gerações posteriores de teólogos não aceitaram muitos conceitos filosóficos especulativos e, às vezes, imprecisos de Orígenes. Por isso, os ensinamentos dele provocaram amargas controvérsias dentro da Igreja. Na tentativa de resolver essas controvérsias e preservar sua unidade, a Igreja condenou Orígenes formalmente por heresia.
Ele não foi o único a cometer erros. Na verdade, a Bíblia havia predito um desvio geral dos ensinos genuínos de Cristo. Essa apostasia começou a se desenvolver no fim do primeiro século, depois da morte dos apóstolos de Jesus. (2 Tessalonicenses 2:6, 7) Com o tempo, certos professos cristãos assumiram a posição de “ortodoxos”, afirmando que todos os outros eram “hereges”. Mas na realidade a cristandade desviou-se muito do verdadeiro cristianismo.

O “falsamente chamado ‘conhecimento’ ”

Apesar das muitas especulações de Orígenes, suas obras contêm elementos benéficos. Por exemplo, a Hexapla conservou a forma original do nome de Deus em quatro letras hebraicas, chamadas de Tetragrama. Isso é uma prova importante de que os primitivos cristãos conheciam e usavam o nome pessoal de Deus, Jeová. Contudo, Teófilo, patriarca da Igreja que viveu no quinto século, advertiu: “As obras de Orígenes são como uma campina com flores de todo tipo. Se encontro uma flor bonita, eu a apanho; mas se alguma coisa me parece espinhosa eu a evito como faria com um espinho.”
Por misturar ensinos bíblicos com filosofia grega, a teologia de Orígenes ficou repleta de erros, e as conseqüências foram desastrosas para a cristandade. Por exemplo, embora a maioria das especulações infundadas de Orígenes acabassem sendo rejeitadas, seus conceitos sobre a “geração eterna” de Cristo ajudaram a lançar a base para a doutrina antibíblica da Trindade. O livro The Church of the First Three Centuries(A Igreja dos Primeiros Três Séculos) observa: “O gosto pela filosofia [introduzido por Orígenes] estava destinado a não ser logo extinto.” Com que resultado? “A simplicidade da fé cristã foi corrompida, e uma infinidade de erros foi introduzida na Igreja.”
Orígenes podia ter seguido o conselho do apóstolo Paulo e evitado contribuir para essa apostasia ‘desviando-se dos falatórios vãos, que violam o que é santo, e das contradições do falsamente chamado “conhecimento”’. Por basear tantos de seus ensinos em tal “conhecimento”, Orígenes ‘se desviou da fé’. — 1 Timóteo 6:20, 21;Colossenses 2:8.
A “Hexapla” de Orígenes mostra que as Escrituras Gregas Cristãs continham o nome de Deus.

Fonte: 

Biblioteca On Line da Torre de Vigia 
Editora Vida Nova 

sábado, 23 de julho de 2016

sexta-feira, 22 de julho de 2016

* 7 Razões por que a Música Gospel não tem Conseguido Contribuir para a Edificação da Igreja Brasileira / Renato Vargens



Quem canta os males espanta, já diz o adágio popular, contudo, a denominada música gospel, que tem sido entoada nos rincões evangélicos Brasil à fora, não tem espantado os “males que nos cerceiam”, antes pelo contrário, ela tem contribuído e muito para a disseminação de falsas doutrinas entre os evangélicos.
Diante do exposto, resolvi escrever um pequeno post elencando sete razões porque a chamada música gospel não tem conseguido contribuir para a edificação da igreja brasileira:
1) Ela é de cunho antropocêntrico.
2) Ela é desprovida de boa teologia.
3) Ela promove as espúrias doutrinas da prosperidade confissão positiva e autoajuda.
4) Ela não visa a glória de Deus.
5) Ela omite em suas letras doutrinas fundamentais a soteriologia.
6) Ela é personalista, visto que o foco encontra-se no artista, no ministro e não no Senhor.
7) Ela é sincrética, mística e confusa em seus basilares, estando fundamentada em interpretações equivocadas  por parte de seus compositores e não efetivamente nas Escrituras.
Pense nisso!


Acervo de músicas e biografias 



Renato Vargens

É pastor, conferencista, tendo já pregado o evangelho em países da América do Sul, Norte, Caribe, África e Europa. É plantador de Igrejas e escritor com 24 livros publicados em língua portuguesa e 1 em língua espanhola. É também colunista e articulista de revistas, jornais e diversos sites protestantes, editor do site www.renatovargens.com.br e pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói.

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