"Γνωρίζοντας αυτό το πρώτο, ότι ουδεμία προφητεία της γραφής γίνεται από την προσωπική ερμηνεία. Για προφητεία δεν ήρθε ποτέ από τη θέληση του ανθρώπου, αλλ 'οι άγιοι άνθρωποι του Θεού μίλησε, εμπνευσμένη από το Άγιο Πνεύμα "(Β' Πέτρου 1:20-21)..

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

* A Igreja e a Política


Até então minha campanha era não votar em candidatos pastores, mas agora, tenho lá minhas imensas dúvidas do que um cristão possa nos ser útil na política.

O chamado de um homem por Deus ao sacerdócio é algo muito sério para ser tratado com tamanha leviandade, como têm feito os "pastores" que buscam cargos políticos. Cometem o primeiro ato de corrupção quando abandonam seu pastoreio para se candidatar e assumir mandatos políticos. E depois atolam na mesma lama dos corruptos a quem deveriam mostrar o exemplo de nosso Senhor Jesus Cristo. E outra, se cristãos na política como acreditam muitos e estamos vendo aí artistas gospel populares apoiando candidatos, se mudasse alguma coisa, não tinha chegado nessa desordem total em que se chegou e conforme já noticiou parte da imprensa secular, mais da metade dos deputados da bancada evangélica enfrentava processos na Justiça em 2012 e 2013. E a lista só está aumentando.



Um Pastor não deve se envolver com política, não estou dizendo ignorar a política em si, pois todos nós e como dever, precisamos nos interessar mais pela política e demais assuntos, porque estamos incluído nesse jogo, e é bem diferente fazer parte. Portanto um pastor não deve concorrer a cargos políticos, não deve buscar ajuda de político para colocar piso em igreja, tijolinhos, forro e nem mesmo emprestar o púlpito de sua igreja para nenhum candidato, algo rotineiro para muitas, nem ainda tentar convencer os membros da igreja a votarem no A ou B. Se está acontecendo, esse camarada não é um pastor, mas um insano.

De acordo com o Professor e teólogo Natanael; 

   “Quem deita com cachorros acorda com as pulgas”.
Michael Rossane  

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

* Melodias na Alvorada - Literatura Cristã de 1941 / Rosalee Mils Appleby & Stela Câmara Dubois

ROSALEE MILS APPLEBY / 1895 - 1991
Rosalee Appleby – pés franciscanos, alma avivada


O início do movimento espiritual de renovação aconteceu com a primeira fagulha quando Deus acendeu o fogo do poder do Espírito no coração de D.Rosalee Mills Appleby.Veio para o Brasil, jovem e recém-casada com o missionário norte-americano David Appleby.Rosalee nasceu em 1895. Residindo o casal em Belo horizonte, Rosalee espera o seu primogênito, aliás, o único filho. Era o ano de 1924. David filho nascia e David pai morria num hospital em Belo horizonte. E este, antes de morrer mandou dizer á esposa: ‘’Faça o meu trabalho e o seu... E com esse trágico acontecimento.
D. Rosallee sentiu grande de um avivamento que viesse incendiar com o fogo do céu, as igrejas históricas D. Rosalee era batista e nunca foi abalada em suas convicções denominacionais. Cria que um batista ou presbiteriano ou metodista ou congregacional ou luterano avivado, deveria permanecer em sua igreja e aquecer o seu ‘’povo’’. D. Rosalee pregava muito nas igrejas, principalmente entre os jovens onde era muito querida. Mas o trabalho mais importante dela foi no campo da literatura. 

 Seus folhetos, sob o tema geral de VIDA VITORIOSA, bombardeavam quase cada mês, os lares dos pastores. Esses folhetos preparavam o terreno para a semente do Espírito Santo. E germinaram e ainda estão vivos nas lindas edições de FOLHETOS DE PODER divulgados por Achilles Barbosa Júnior e agora por sua viúva Maryann J. Barbosa. Sustentaram as mãos de D. Rosalee nessa sementeira maravilhosa: Pastor Achilles Barbosa já na glória do Senhor e D. Stela Câmara Dubois também na glória. Mas as obras traduzidas continuam incendiando o Brasil. Mas as orações de D. Rosalee foram respondidas. Deus, entre 1954, 1958 batizou no Espírito dois homens, que eram lideres nas fileiras batistas: José Rego do Nascimento e Enéas Tognini. José Rego Cerca de quatro anos antes. E este homem começou a pregar com poder que abalava. Como uma tempestade, soprou nos arraias batistas e derrubou muitos “cedros” do Líbano. 


 As experiências vividas, por este servo de Deus, carecem de um grosso volume para serem narradas. Em 1958 Enéas Tognini foi batizado no Espírito Santo depois de ouvir as poderosas mensagens de D. Rosalee e Pastor Rego. Deus retirou temporariamente, Pastor Rego da linha de frente do campo de batalha. O “porque” só a eternidade poderá revelar. 


  E Enéas Tognini foi usado para continuar o trabalho de avivamento entre os batistas e incendiar as fileiras dos Presbiterianos, Independentes, Metodistas e Congregacionais. E em três direções tem ido o trabalho deste servo: 1) palavra pregada, 2) palavra escrita e 3) palavra gravada. Tognini tem cerca de trinta livros de avivamentos e 12 LPs de mensagens. Durante dezoito anos viajou pelo Brasil em campanhas D. Rosalee voltou em 1960 aposentada para os Estados Unidos e incumbiu o Pastor Enéas Tognini a continuar o movimento de literatura. E quando fui batizado no Espírito Santo foi-me revelado que cada crente que recebesse o poder do Espírito Santo permanecesse na sua denominação e que evitássemos barulho demasiado e inútil em nosso trabalhos.


 Renovação Espiritual nasceu no coração de D. Rosalee, do Pastor Rego do Nascimento e no meu. Depois, o FOGO, na misericórdia de Deus, se alastrou para outras vidas, para outras igrejas e para outras denominações. E para que Deus ateou o fogo de Renovação Espiritual? Para formar uma nova frente no evangelismo? Para criar mais uma denominação? Para formar uma super igreja, uma super estrutura com um papa renovacionista à frente? Para acabar com as igrejas existentes e com as atuais denominações? Não... Não...Renovação Espiritual, com a palavra bem o expressa, é aproveitar o que existe. José Rego do Nascimento gritou muitas vezes dos púlpitos: “Renovação Espiritual é um mensagem bíblica no poder do Espírito para sacudir as igrejas que existem, mas que dormem embaladas pelo comodismo e pela inatividade”. 


 Quando essa mensagem começou a entrar nas igrejas históricas, entrou bem. Correspondendo exatamente ao anseio do nosso povo. Era resposta divina de orações que os servos do Senhor fizeram de joelhos, ou com o rosto em terra e com lágrimas. Dezenas de pastores confessaram pecados encobertos há muitos anos: pecados grosseiros alguns suaves outros, mas sempre encobertos e o suficiente para impedir a caudal de graça que Deus mandava dos céus. Igrejas se despertaram e começaram a viver no poder do Espírito e a experimentarem vitórias retumbantes no Senhor, algumas se converteram e o Reino cresceu.

E O AVIVAMENTO CHEGOU

Um avivamento genuinamente do Espírito era aspiração de denominações, de igrejas e de crentes em geral. Os jornais das diversas denominações evangélicas expressaram esse desejo sincero do coração, por meio de artigos, assinados por pastores e líderes evangélicos do Brasil.

E da teoria passou-se à prática. Ao lado de Rosalee Appleby, Deus colocou José Rego do Nascimento.
E chamou se Renovação Espiritual.
E de onde veio o nome Renovação Espiritual? Humberto Viegas

Fernandes afirma: "Esta senhora (D. Rosalee Appleby) abriu e dirigiu em Belo Horizonte, um programa radiofônico de difusão evangélica, intitulado ENOVA AO E ITUAL, que permaneceu sob sua sábia direção por muitos anos. Tivemos o privilégio de pregar nesse programa quando do nosso primeiro ano de estudos teológicos, em 1956 a seu convite... Ao cair gravemente enferma, e ter, por este motivo que voltar aos Estados Unidos, transferiu seu programa radiofônico ao Pastor José Rego do Nascimento, já então pastor da Igreja Batista de lagoinha em Belo Horizonte”

Seu ministério consistiu, em maior parte, no evangelismo pessoal. Porém Rosalee foi também missionária, professora, poetisa e doutrinadora. Em tudo o que fazia, irradiava uma paz indescritível, uma força de vontade invejável e uma firme determinação de fazer a vontade do Senhor.

Rosalee elegeu para si um estilo de vida franciscano. De seu próprio sustento tirava a maior parte para investir no reino de Deus. Nunca teve carro, casa ou quaisquer bens materiais, pois nutria a certeza de que seu tesouro estava nos céus, “onde a traça e a ferrugem não destroem” (Mt 6.20). Muitos foram os obreiros nacionais ajudados financeiramente por ela. Não raro encontramos por este Brasil afora irmãs com o nome de Rosalee, em uma clara demonstração de gratidão e carinho por Rosalee Appleby. 

 Existem obreiros que nunca tiveram o prazer de conhecê-la pessoalmente, mas que foram grandemente abençoados por aquela missionária de físico franzino e voz meiga, mas com um coração que pulsava forte, apaixonado pelo Brasil.


Seu ministério foi concentrado em Minas Gerais, principalmente em Belo Horizonte. Teve participação efetiva na fundação de quatro igrejas e plantou outras quatro, todas na capital mineira, sendo duas na região metropolitana. Sua vida falava tão alto quanto suas palavras. 

 Seu testemunho pessoal nunca foi contestado. Tornou-se pioneira no Brasil na divulgação e implantação das doutrinas relativas ao batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais como realidade para os nossos dias, de forma mais incisiva no seio das igrejas batistas históricas ou conservadoras. Convidada que era para falar em congressos diversos, destacava-se como oradora e tinha uma unção especial para promover e dirigir reuniões de oração em que, quase sempre, o tema era a necessidade de buscarmos um despertamento espiritual para nossas vidas e nossas igrejas. 


 Sua maturidade cristã foi construída sobre os joelhos. Gastava horas e horas em oração, às vezes chegando à exaustão. No evangelismo pessoal era imbatível. Sempre carregava em sua bolsa porções do evangelho para que, a qualquer momento propício, pudesse delas lançar mão.


Morreu aos 96 anos em Canton, Mississippi, Estados Unidos, mas sua vida continua a inspirar muitos de nós. Rosalee Appleby nos brindou com inúmeras obras de sua pena. Entre as mais conhecidas estão "Vida Vitoriosa", "Ouro Incenso e Mirra" e "Florilégio Cristão".
                                             
Fonte: Revista Ultimato 

FOLHETO DE ROSALEE




SE EU PUDESSE VOLTAR AOS DEZESSEIS ANOS DE IDADE

Folhetos de Poder nº 20 – Um folheto para os crentes - Rosalee Appleby

"Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio..." "Apareça... a teus filhos a Tua glória." (Salmo 90:12,16) 

 Dezesseis dias de navio atravessando o mar. Bastante tempo para meditar. Assentada numa cadeira de lona no convés do vapor, olhando para o vasto espaço azul, lembrei-me de que o grande cristão, Dr. Alberto Mazoni, disse numa mensagem para a juventude: “É para lastimar que não recebamos ao mesmo tempo as virtudes da mocidade e a sabedoria da maturidade.” Entusiasmo, energia, iniciativa, ligados à prudência e moderação. Que aliança ideal! Quanto poderíamos conseguir com tal conjunto! Não tendo outra coisa que fazer, comecei a meditar em que faria se pudesse voltar aos dezesseis anos, com o conhecimento e experiência de sessenta e cinco. Se tivesse à mão um “Diário” teria registrado o seguinte:

Daria mais valor às amizades nobres e santas

Procuraria ser digna de amizades que enriquecem e enobrecem a vida. Merecer a confiança e amizade de vidas santas é uma ambição justificável. Creio que Paulo estava pensando algo a este respeito quando aconselhou o jovem Timóteo: “Ninguém despreze a tua mocidade”: viver de tal modo que ninguém pudesse desprezar seus poucos anos. Se começasse de novo, buscaria a convivência de almas que conhecem o caminho do Trono; que entendem o valor das coisas espirituais; pessoas que guardariam sagrada a minha confiança. Pessoas cujos ideais são elevados e puros.  

Cultivaria gosto para o melhor na literatura e música

Fugiria como duma serpente de tudo que desagrada e mancha os pensamentos e sentimentos, seja em literatura, música ou amizade. O tempo é curto. A vida é passageira. Não há lugar para aquilo que diminui nossa capacidade para o digno ou o belo. Deixaria invadir minha mente e coração diariamente uma frase bela, um pensamento nobre, uma canção elevada.

Descobriria tempo para o que é de real valor

Sem organizar e disciplinar o nosso tempo, nunca sobram momentos para cultivar a vida espiritual. E voltando à juventude, arranjaria, com todo cuidado, lugar para aquilo que é supremo. Todos acham momentos para desenvolvimento físico e intelectual, mas é raro alguém dar o devido valor ao crescimento espiritual. Ninguém é instruído por acaso, acidentalmente. Há preço a pagar. Leis espirituais são certas e exigentes. Cada jovem deve separar uma meia hora por dia, das 24 horas que Deus nos dá, para crescer “na graça e conhecimento do Senhor”. Entendimento espiritual, santidade de vida, poder com Deus e com os homens, exigem da nossa parte tempo. Um jovem deve disciplinar seu dia.

Aproveitaria todas as oportunidades possíveis para ser uma bênção para os outros

Alguém disse que cada aperto de mão terá influência até a eternidade. A nossa passagem no caminho da vida pode ser uma marcha triunfal, deixar rastos luminosos. A Bíblia fala de um homem que se for embora sem deixar saudades. Enriqueçamos o caminho que trilhamos. Descubramos meios de servir, de amar, de ser uma bênção ao próximo.

Colocaria Jesus Cristo em primeiro lugar no meu coração

A estalagem de Belém não foi o último lugar que se achou ocupado demais para receber Jesus. Quantos corações não acham lugar para Ele. Estão cheios do mundo; de si mesmos. Quantas mentes sem espaço para Ele! E também nem sempre o encontramos em Sua casa, a Igreja. Programas, planos humanos, organizações ocupam Seu lugar. Para que em tudo Cristo tenha preeminência! O Meigo Nazareno no centro. As amizades através dEle e para a Sua glória. A Igreja é preciosa ao coração porque é a casa dEle. A doutrina é importante somente porque leva-nos a ser semelhantes a Ele. A Bíblia é valiosa porque são Seus ensinos. A vida vista, vivida nEle, na Sua presença e para Sua glória.

Gastaria os meus anos no serviço de Sua escolha

Buscaria o lugar de serviço aos pés dAquele que tudo sabe e tudo faz para nossa felicidade. A vontade do meu Salvador é o único lugar seguro e feliz para qualquer jovem. Viver a única vida concedida aqui na terra fora da Sua vontade, é a maior das tragédias. “Uma só vida, em pouco passará, somente o que é feito para Cristo durará.” Se tivesse mil vidas colocaria todas as pés dEle, para andar, trabalhar e servir no modo e no lugar da Sua escolha. E quando minha voz aqui na terra silenciar, ecoará ainda da eternidade, implorando à querida juventude brasileira a buscar com toda sinceridade da alma a estrada escolhida por Aquele que nunca erra.

“Teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda.”

Missionários do Cotidiano 

 MELODIAS NA ALVORADA 
       
   Casa Publicadora Batista - 1941 


ADORAI AO SENHOR NA BELEZA DA SUA SANTIDADE!

  Nenhuma expressão da beleza é tão encantadora como a da santidade. Uma face não é atraente se não reflete a luz da pureza. Que são belos olhos, pele macia ou cabelos anelados, em comparação com os lampejos da espiritualidade escrita no  semblante das vidas consagradas? Que é uma escultura ou uma pintura, por mais perfeitas que sejam, em comparação com uma vida íntegra? As obras primas de Praxiteles encontrarão lugar na galeria de vidas exemplares? Se há grande desproporção no espiritual e no material, como na alma e no corpo, a santidade ultrapassa a qualquer outra ramificação da beleza. Nessa esfera atua somente a influência divina. Há especialistas que aperfeiçoam a beleza da pele, dos cabelos, dos olhos, da simetria do corpo, porem, somente Deus pode embelezar a alma. Não há outra maneira de nos tornarmos "imagem e semelhança" do Pai, senão a de utilizarmo-nos desses tesouros imortais. É privilégio tornarmo-nos "santos, porque Ele é Santo". 

  Seja sobre nós a formosura do Senhor! Deixai que o Seu amor possua o vosso coração e o faça transbordar de serviços uteis. Deixai que a Sua bondade enfeite os vossos pensamentos e, a Sua graça, as vossas palavras. 


  A vida não tem atrativos longe dEle. 

  Há uma encantadora lenda árabe, intitulada: "O choro do deserto". Nas noites estreladas e mudas, um vento suave corta a areia do deserto e os átomos de poeira, entrechocando-se milhas de distancia, produzem um som semelhante ao gemido de uma fera selvagem que se avizinha da morte. 

   "Escutai, diz o condutor árabe à caravana. "Escutai! É o deserto que chora. Queixa-se de ter sido estéril; suspira pelos jardins floridos, pelos trigais doirados, pelas frutas sorridentes que outrora o festejavam, antes de vir a ser o deserto queimante de agora". 


   Ó alma, destituída das verdades divinas, és como o deserto. Um dia chorarás o pranto do remorso, porque não deixaste o Grande Jardineiro salpicar sobre teus decampados areais, as sementes eternas da Sua Beleza!


    "SEM MIM NADA PODEIS FAZER"!

   A Verdadeira Beleza
      todo o fugaz instante; andar, com mansidão, ao lado de Jesus; receber nossa cruz de pleno coração; falar, tranquilamente, e semear meiguice; defender a justiça embora esteja só; cultivar ideais altívolos, sem mancha, revelar confiança heráldica e segura; ouvir a voz do Mestre acima das tormentas, isto, sim, é viver. Gloriosa vida! 
  Se tomamos parte na grande orquestra universal, o nosso instrumento deve estar no tom adequado. E a vida que passamos em peregrinação pela terra, deve, de igual modo, ter harmoniosa relação com o plano divino. O amor é segredo desse ajustamento. O amor de Deus que transborda em nós atingirá também os seres, em derredor, enriquecendo-os, sobremaneira.


 Porque sou dEle, não aceitarei padrões secundários sejam quais forem. Pensamentos aleivosos não exercerão sobre as minhas ações influências decisivas. É quase inacreditável, que a mocidade inteligente gaste fortunas, tempo e conceito, afim de tornar-se "elegante", "fina" e "chique". É inverosímil, que o seu prestígio dependa exclusivamente da orientação de homens vis, ao invés de apoio firme de chefes cristãos.

  O vestuário jamais  provou nobreza de caráter. Certamente o pecado se utiliza de um sobretudo custoso ou de um vestido rico para ocultar ao mundo a hediondez do seu semblante. Ainda que o pecado atinja lugares elevados, enrolando-se, muitas vezes, em belas togas, aos olhos de Deus, ele não se tornará menos nefando! Jamais o pecado saberá apagar os sulcos profundos deixados pelos seus próprios pés nas almas incautas.


  Poderás achar-te solitário como Daniel no palácio babilônico, mas,como o profeta, não deverás beber do vinho ou comer dos manjares "dos seus grandes na presença dos mil". Fica certo, ó jovem, que, se tomares assento à "roda dos escarnecedores", estarás tão próximo às bordas do abismo, como Belshazar no seu banquete fatídico. Há um padrão, apenas, para os filhos de Deus: - a Bíblia. Há um caminho único: - a estrada real da justiça divina. Há um Mestre absoluto: - Jesus Cristo.


   Porque sou dEle, devo usar sabiamente o meu tempo. Saber escolher é o passo de maior importância na época decorrente. A confusão de miríades de atrações ante os olhos da mocidade irá dissipando o tempo e o dinheiro, a não ser que encontre o poderoso dique de uma escolha sábia. O propósito e a perspectiva são de imediata carência para a salvaguarda do tempo. É lógico, pois, que, no gasto do dinheiro, na escolha da carreira, no uso do tempo e no desenvolvimento dos talentos, uma pergunta se faça: "Isto ajudará a causa de Deus?" Estás, prezado jovem, renovando a tua força e conservando a tua vida para o alcance do maior ideal?


  Porque sou dEle, procurarei ser atraente.  Quando um país envia um embaixador, escolhe um estadista de geral aceitação que seja portador de boas maneiras e que saiba respeitar os direitos alheios. Serão os filhos das trevas mais sábios que os filhos da luz? Terá mais valor um representante de um país, do que um mensageiro do Reino De Deus?


   Está divulgado o célebre livro de Dale Carnegie: - "Como fazer amigos, e influenciar pessoas", cujo autor tem um curso especializado em Relações Humanas. O referido livro conta, na língua inglesa, com um milhão de exemplares vendidos. Entretanto, já o apóstolo Paulo fazia ressaltar das suas epístolas o valor das relações humanas. Diplomata, doutor da lei, homem inteligente e culto, conceituado e popular, o apóstolo gentílico utilizou-se de todos esses dons para ganhar almas. O seu contato com os outros era baseado no amor e na sinceridade. Não havia falsidade nem motivos egoístas na sua cortesia graciosa e cristã. Cada epístola começa com uma nota de louvor e de apreciação. Não há lugar para queixumes, pois o gozo e a paz transbordam das suas cartas, mesmo daquelas escritas na prisão.


  Avaliai o efeito causado por essa magna saudação entre os cristãos romanos: - "Primeiramente dou graças ao meu Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vós, porque, em todo o mundo, é divulgada a vossa fé'. E aos amigos em Corinto: - "Sempre dou graças ao meu Deus por vós, pela graça de Deus que vos foi dada em Jesus Cristo".  Aos amados em Filipos, escreveu: - "Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós. Pela vossa comunicação no Evangelho desde o primeiro dia até agora". E que esplêndido elo de amor é demonstrado na carta a Filemon: - "Peço-te por meu filho... escrevi-te confiado na tua obediência, sabendo que ainda farás mais do digo".


  O segredo da atração está na atitude que mantemos para com os outros. Nós amamos aos semelhantes e nos aproximamos deles com o mesmo espírito que Paulo revelou possuir?  Vemos e apreciamos as belas qualidades do próximo ou as esquecemos, para somente nos lembrarmos de suas falhas ou fracassos? Esperamos deles o que podem ter de melhor ou "torcemos" como num jogo de futebol, contra o lado oposto, no desejo infrene de que perca? Nossa aproximação será simpática e delicada, ou soberba e repulsiva? Sentir e expressar confiança é fazer que as pessoas por ela atingidas deem-lhe o valor que merece. Tratar uma humilde empregada de fábrica com toda a nobreza é criar nela o desejo de possuir essa mesma nobreza. Como a menor atitude de amabilidade da princesinha da Inglaterra era uma doação fixa para todo o Império, assim cada virtude que adorna uma vida cristã é um bem imóvel para a Causa de Cristo.


  A polidez infantil, linda e encantadora, é um atestado vivo da realidade do Reino de Jesus e uma joia de mestimável valor para Sua Causa. O crente verdadeiro é sempre cavalheiro.

  Porque sou dEle, farei de todas as forças da minha vida uma causa de justiça. Um aperto de mão pode significar um avanço para o Reino de Deus. Um simples bater de porta ou toque de campainha revela possibilidade. Cada missiva escrita é veículo de serviço precioso. Cada nova relação feita é um privilégio de erguer e abençoar. Um sorriso, uma palavra de encorajamento, um copo d,água, uma pequena tarefa cumprida, uma fagulha de interesse demonstrado, um ouvido que sabe escutar, tudo isso pode abrir, em todas as horas do dia, as portas do coração, para, por elas passarem a bondade e o poder de Deus! É nessa prova de afeição, nessa demonstração de interesse, ou, ainda, nessas compaixões e ternuras, que o mundo vê o sorriso de Deus.  

    Porque sou dEle, não deixo que as coisas passageiras sejam tropeços para mim. A vida é uma sucessão de tardes e madrugadas, de nuvens e escampados céus, de borrascas e bonanças, de chuva e estio. É tão fácil deixar que as influências das coisas passageiras exerçam os seus domínios sobre os nossos dias que o mundo nos pode acoimar de supérfluos  e levianos. Há, porem, o imperativo dever de fixar os olhos na Estrela Dalva; caia embora a saraivada e o nevoeiro esconda o horizonte límpido, a Estrela estará ainda, e sempre, no seu eterno sólio.

 Mocidade! Olha para as alturas! Não te penetre à alma a poeira negra que os teus pés levantam. E tua alma tem asas. Podes voar. As tuas asas, brancas e puras, foram lavadas com o sangue do Cordeiro. Reflete, pois. Com elas podes galgar as plagas doiradas e perenes das fortalezas espirituais. Não as manches. Não as quebres com os devaneios vis e ilusórios da quadra mais risonha da vida. "Conserva-te a ti mesmo Puro, para seres Forte".

  O mundo possuem duas classes de povos: os que vivem absolutamente sem alvo na vida e os que trazem os olhos fitos num escopo sublimado. Nosso tempo requer ações permanentes. Há, sem dúvida alguma, em todos os setores da obra humana, necessidade de propósitos firmes. Qual o segredo, o supremo desejo da vossa existência? A resposta explicará o que é a vossa vida. 

 Poucas pessoas têm dado maior contribuição à era em que viveram  do que William Booth. Ele nos conta que, desde o tempo de sua conversão, o seu grande desejo era que Deus se utilizasse dele. E o propósito de sua vida está largamente expresso: "Estava em plena rua, quando essa grande mudança em mim se operou. Desde aquela noite, pois eram quase vinte e três horas quando se deu a transformação, a tarefa de minha vida tem sido não somente a posse de um caráter são, mas também uma vida de cordial atividade no serviço de Deus e da humanidade. Tenho sentido sempre que a verdadeira religião não consiste somente na santificação pessoal, porém, em ajudar o Salvador crucificado, na Sua maravilhosa obra de remir homens e mulheres.  

                                                  A SARÇA ARDENTE / Êx 3.2

  Os atletas gregos, nas suas corridas olímpicas, tinham de levar nas mãos um facho aceso. Cada qual estacionava, no seu posto, para tomar a flama da mão do último e levá-la, com rapidez, ao parceiro que esperava o seu retorno. E assim, sucessivamente, até o término da disputa.

  Eis um quadro patético da vida, que se nos apresenta quase sempre. Algo de magnético existe no movimento vibrátil desses jogos; ora no avanço incessante dos protagonistas, ora nas ovações dos espectadores, ora, ainda, no lance da conquista final. Realmente é de lastimar, quando a mocidade cruza os braços e estaciona, tornando-se indiferente e passiva. O poder é o maior patrimônio da juventude. O jovem que não possui estímulos é um anormal. Vivemos numa época em que a mocidade se enquadra na sua devida posição. É tempo de batalhar com mais pressa e mais denodo.




 E foi com essa mocidade entusiástica e vibrante, forte e submissa, foi com esse soberbo batalhão sagrado que Péricles criou a sua Atenas - "expansão magnífica de poder e moderação, isto é, de vontade". Verdadeiramente semidivina, só veio a ser a mocidade, depois que pela transfiguração cristã e científica do homem, se fez alegria, generosidade e esperança. Essa é a juventude na sua virgindade e no seu heroísmo. Eu amo a mocidade na plenitude da sua pureza como o firmamento na plenitude do céu azul".

  Pensai nos movimentos reacionários da mocidade europeia, ora insidiosamente aniquilada pelo ódio fratricida. Que história diferente o mundo contaria, se a coragem  e a bravura dos homens da Europa fossem transformadas em triunfos morais e espirituais!


 Se o ódio levantar a fronte, porventura o amor porfiará com ele? Não! O amor retrocederá. Cristo e a Sua Causa apelam para nossos mais recônditos pensamentos. A tragédia da guerra é um comentário triste à qualidade de religião professada. Tal crença deixou de ser um apelo de amor para o caráter e para a vida.


  Revigorai o apanagio do vosso testemunho pessoal, afim de que a religião que aceitais não se torne menosprezada e inútil. Vede a condição do cristianismo russo depois que o ateísmo nele se infiltrou, construindo um ninho de confusão sobre os seus próprios escombros.

  "A religião torna-se vã, quando não reflete a glória e o brilho na vida dos seus adeptos. A crença que se não movimenta do Livro de Deus para o coração é mera fantasia". "Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens". 

   Livingstone escreve no livro da humanidade: "Não darei valor a coisa alguma que eu tenha ou venha a possuir, exceto em relação ao Reino de Deus". Nossas convicções religiosas devem ser tão profundas que as opiniões humanas sejam vencidas, quando em conflito com os desígnios divinos.
  A vida é curta demais para esbanjarmos horas preciosas em triviais deleites! A vida é uma dádiva dos céus, mas, para ser gozada e devidamente aproveitada, enquanto atravessamos o vale do desterro. Ela corre, voa, brilha igual a um meteoro e passa. Aproveita-a, pois, mocidade querida, aproveita-a no interesse do Reino, concentrando nela todos os redutos e tua potencia espiritual.   
   "O mais suave esconderijo que alguém pode achar, contra a monotonia, o desencorajamento, a solidão e a tristeza da vida, é o lugar da oração. Os temores e cuidados são banidos, as dores aliviadas e a vida transcorre com a sua nova habitação no secreto lugar do Altíssimo". 

   Começai o dia com Deus e sentireis que as responsabilidades perderão o enfado e as experiências serão apelos irresistíveis. As tristezas revestir-se-ão de brancuras e resplandecências. Cada ocupação trará uma oportunidade de auxilio filantrópico. Novos motivos enlaçarão e transformarão os serviços.

 Não sabemos quantas nuvens espessas ajuntam-se acima das nossas cabeças, quando despertamos pela manhã. Ocultam-se, talvez, aí, as grandes tentações que corrompem o caráter. Vigilância e coragem, pois! Se estivermos a postos, à Sua direita, haverá segurança em galgar o infinito, nas portas que se abrem e nos caminhos das experiências.

   A oração é o incenso da vida, a respiração da alma transformada, o sacrifício de um coração quebrantado, a gratidão sentida e expressa, o louvor mais perfeito que o coração humano anseia dar, e a relação mais íntima e mais desejada. É o nosso grito de fraqueza, unindo-se a voz da bondade eterna. É a mão humana estendendo-se para apertar a Mão divina; o brado espontâneo de ajuda a Quem pode ajudar; o refúgio contra as tentações; o oásis no deserto das fraquezas humanas, o esconderijo para todos os problemas. A oração espalha sobre a alma o orvalho do céu. Acende as lâmpadas no altar amortecido dos tristes corações. 
 A oração suspende a mão de um patriarca para que o filho seja poupado. A oração faz com que esse "pai da fé", veja, além de sua tenda, o "tabernáculo não feito por mãos". A oração faz a nação hebreia achar a terra da promessa. A oração faz apertar ao coração o filho que transformaria um período obscuro para a nação numa época de brilho e de prosperidade. A oração faz o profeta obter as chuvas, após três anos de seca. A oração ilumina a cruz, pagando o preço da salvação do mundo. A oração faz as portas da Nova Jerusalém abrir-se na Ilha de Patmos. 
 Alguém disse que "a oração é a chave do reino de Deus". Ela é a alavanca que remove os obstáculos entre o céu e os nossos corações. É uma porta que se abre para a execução da vontade divina. A oração dá a verdadeira entidade de Pai. Ela é mais do que uma petição. É louvor e adoração. É a carreira dos desejos do coração do Pai que é todo simpatia e, como alguém que espera, paciente, um ponto terminal, deve ser assim também a esperança da resposta. Há, na oração, o gracioso elemento da camaradagem. Pode ele estar afigurado no silencio da alma diante da presença de Deus ou na atitude calma ante o Seu trono. 
 Depois que Mme. Guyon, grande cristã francesa, teve uma experiência maior da pessoa de Cristo, escreveu: "Nada era mais fácil para mim do que praticar a oração. Às horas se passavam como momentos, quando a minha ocupação única era orar. O zelo do meu amor não permitia interrupção. Era uma oração de regozijo e de posse, onde o sabor de Deus era tão grande, tão puro, tão unido e interrupto, que ele atraía  e absorvia os poderes da alma numa profunda reminiscência, um estado de confiança e de afeição, repousado em Deus, existindo sem esforço intelectual".  

 Nem todos os cristãos tem dons suficientes para ensinar ou pregar. Nem todos podem juntar riquezas monetárias. Poucos podem ir, a suas expensas, levar as boas-novas ou servir sem peso para alguém. Entretanto, a oração é o maior bem que o Eterno colocou em nossas mãos, e é o mais precioso de todos os dons. O mais pobre e o mais humilde crente tem à sua disposição todos os celeiros de Deus. Pela oração o crente se apropria dos recursos para bom êxito. Pela oração abre-se o cofre dos tesouros divinos para esparzir ilimitadas bençãos pelo mundo. E, por elas, ainda nós nos apropriamos dessas riquezas, que são nossas, bastando apenas, de nossa parte, o empenho de obtê-las. 

 "O Pai dos céus deseja salvar os perdidos por toda a parte, entretanto, a falta de orações intercessoras limita a marcha desse progresso, que poderia ser incalculável". 



 "Um dos segredos da vitória nas vidas espirituais ou terrenas depende do hábito da oração". 

 "Ter a Cristo, é possuir Vida. Não há vida perfeita sem Jesus. Quem tem o Filho tem a vida. E a vida eterna é esta: que te conheçam a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste". 


 "O verdadeiro êxito é possuir a Cristo". 

  O SUPERLATIVO DA VIDA 

 O amor é a música da alma, que torna toleráveis as vilezas de cada dia. Pelas trevas da noite o amor aparece qual animadora canção. 

  Deus experimentou mostrar a grandiosidade do seu amor na beleza, na música, na melodia. Procurou expressá-lo nas noites estreladas e num céu enluarado. Ele quis representá-lo em nascentes e poentes; tentou explicá-lo nas gotas do orvalho e nos raios do sol; pensou cantá-lo através do gorjeio dos pássaros e das brisas da tarde; desejou que o lêssemos nas flores e nas verdejantes colinas; anelou revelá-lo na maravilhosa harmonia do universo, porém todas estas coisas falharam, em parte, quando exprimiram o seu amor pela humanidade. 


 Então enviou músicos e cânticos de louvor, poetas e profetas, reis e sacerdotes para revelarem o seu amor; nossos corações, porém, ainda não estavam satisfeitos. Plantou a eternidade na alma e criou um desejo ardente pela plenitude divina, afim de pudéssemos conhecer o Seu amor. Os nossos corações, porém, exclamaram: "Mostra-nos o Pai". Tirou então, do seio o Filho unigênito e enviou uma carta de amor, escrita com o sangue desse imaculado filho, numa linguagem acessível, que jamais poderíamos esquecer ou compreender mal. A humanidade conheceu, então, a profundeza, a largura e a altura do maravilhoso e infinito amor de Deus! 


 O cristianismo precisa traduzir-se em vocábulos de amor. É a língua entendida pelo universo. É um credo que não confunde as mentes dos homens. A fé precisa palmilhar esse excelente caminho em ações que perdurem, em mãos que alcancem os declives, em pés que se aligeirem para o serviço, em olhos que enxerguem pelo prisma da simpatia,  em ouvidos sensíveis aos santos apelos. 


 O amor é sofredor e benigno. A prova final da carreira cristã é constituída pelo grau de sua personalidade inconfundível. O amor que dedicamos aos semelhantes é sempre a maior revelação da união que existe entre as nossas almas e Deus. Damos, vivemos, servimos e amamos proporcionalmente ao que obtemos da eterna fonte. 

 Finney, um dos maiores evangelistas, escreve, depois de uma experiência mais intensa com o Mestre: " Palavras não podem exprimir o maravilhoso amor que inundou minha alma. Chorei alto, de alegria." E mais adiante: "Em breve adormeci, porém logo despertei sentindo a influência do amor de Deus dentro de mim". 
 Moody, experimentando descrever o momento em que Deus encheu a sua vida de um novo poder, limitou-se a dizer apenas: "Que Dia! Não posso descrevê-lo. Raras vezes refiro-me a ele; é experiência por demais sagrada para ser mencionada. Paulo teve uma experiência da qual não falou por 14 anos. Digo apenas, que Deus se revelou a mim e tive tal prova do Seu amor que Lhe pedi parasse. Fui pregar outra vez. Os sermões não eram diferentes; não apresentei verdades novas, e, entretanto, eram às centenas as conversões. Não posso, agora, colocar-me onde estava antes desta abençoada experiência, pois se me derdes o mundo todo, tornar-se-á, para mim, como poeira na balança". 

  "O amor é a virtude mais sublime". 


  "Se a fé é o firme fundamento, o amor é a substância, a evidência do caráter cujo centro é Cristo. Homens de todas as épocas têm operado pelo amor milagres e as aspirações de longos anos têm sido realizadas sempre". 


  "Pelo amor, Deus, passeando no Éden à viração do dia, chamou a Adão: "Onde estás?" Adão temeu, porque havia pecado e o pecado emudece o amor. O amor é o anel que liga o homem extraviado ao Deus longânimo e pronto a perdoar". 


 "O amor atirou sobre a face dos céus inundados pelo dilúvio, o diadema polícrono do arco da promessa". 


 "O amor guiou os cânticos do salmista sofredor muito além dos solitários páramos do desespero e do remorso". 


 "Pelo amor os mártires ousaram tingir de sangue as suas níveas vestes e o sonhador de Patmos contemplou-os na pátria dos santos, envoltos na glorificação sublime da aprovação divina". 


"O amor impeliu o coração do Pai a enviar o Seu Filho para morrer pela redenção humana. Quem é nascido de novo usa a vestimenta do amor, traje branco e puro, que esconde os farrapos da culpa". 


 "O superlativo da vida é, pois, o Amor. É as asas no santuário de nosso ser". 

        "Amor que é filho do Eterno,     E pai do gozo e da paz,    Que as almas santas apraz,     Seja o vosso inspirador.      Amemos nosso vizinho,    Amemos o bruto, a planta,     Pois, se tudo amor nos canta,    Sejamos todos amor". 
 PUREZA / I TIMÓTEO 2:8

  "Comigo andarão", à luz de uma visão maravilhosa, tendo pensamentos que estimulem o mundo a ser melhor, tendo propósitos que, por si sós, cantem e salmodiem o nome do Senhor". 

   "Guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida". Conserva pura a tua alma, se desejas que ela tenha asas; desvia-a da insinceridade, porque a verdade é a base do caráter; liberta-a do egoísmo, porque a felicidade depende de um espírito altruísta; esconde-a da avareza, pois a caridade abre as portas das amizades que aproveitam; afasta-a da impaciência, porque no grande programa de Deus há serenidade e harmonia; poupa-a da vaidade, pois somente o humilde pode ouvir a Sua voz; livra-a das hesitações, pois o Reino de Deus requer firmeza de convicção; remove-a dos pensamentos baixos e nefastos, pois ela é o trono do Espírito Santo; tira-a da irreverência, que é um empecilho à adoração e a tudo mais que é sagrado na vida. 


  A pureza reveste de graça o caráter. Ela é o que o perfume é para a flor, o que a flor é para o fruto, o que o fruto é para a saúde, o que a saúde é para a vida. Não importa o grau a que se eleve uma pessoa, pois, se a sua reputação a manchar, nada mais a fará subir. A vida é mais do que o corpo, mais do que o conhecimento e mais do que posição. O sainete que a adorna, é a pureza ou, melhor diríamos, é a higiene dos propósitos. 



  "Atingir um esplendoroso grau de beleza interior é ser mais famoso que um compositor, um cantor ou um escritor de nomeada. Sentar-se nos lugares santos com Deus, pela intimidade da oração ou meditação, é mais aproveitável do que visitar os altos picos, os grandes monumentos, ou deleitar-se em recreativas viagens aéreas". 

  A pureza tem um poder que igual não haverá. Este alvo manto da alma não será atingido sem a presença de Jesus que é a encarnação da pureza em toda sua perfeição. A natureza mostra-nos um laivo dessa pureza de Jesus, na ostentação magnífica e silenciosa de um entardecer à beira-mar, ou na linguagem muda e expressiva das noites estreladas. 

 O Salvador é a personificação da pureza, a essência da santidade que excluem qualquer resquício de erro. Na extensão que Ele ocupar de nossa vida, nessa mesma extensão "andaremos com Ele em vestidos brancos". Na mesma proporção em que Ele possuir o que há em nós, na mesma proporção compreenderemos o que é a vida de santidade. 


  Um dos segredos da vitória é, pois, a dureza.

       Eis a bela trilogia; que o meu coração procura: Amor, paz e alegria, numa vida santa, pura!
 "O que há de mais divino na religião é a santidade dos homens e das mulheres", disse um pensador. Poderemos ver a Jesus através da beleza do caráter cristão, nas suas modalidades de nobreza, de união, de tolerância. Poderemos ver a Jesus na fidelidade das ocupações diárias, no amor e auxílio aos necessitados, no encorajamento aos quebrantados de coração, no cavalheirismo, no trato, no desprendimento de baixar ao nível dos mais humildes". 

 IGREJAS CRISTÃS / SALMO 26.8

    "Vós sois o templo do Deus vivo!"

   O valor de um templo não está no exterior, mas na atmosfera de adoração, na espiritualidade contagiosa dos comungantes, na solenidade e no fervor sentidos no recinto. O real esplendor de uma igreja está naquele espírito intangível, gerado pelas vidas dos santos em contato com a Fonte de todo o poder. Beecher assim pensou de uma igreja: 
   

    "Em cada igreja cristã deve haver tal atmosfera, que um homem que aí passe assentado, umas duas horas, sinta o contagio dos céus e leve para casa um fogo que inflame o seu altar". 

 De maneira peculiar, Deus era encontrado no lugar Santíssimo. Ali, o fogo do altar era sempre conservado. O sumo sacerdote entrava, apenas, uma vez por ano, revestido de pureza. Depois que Jesus expirou, rasgou-se o véu do templo, de grossa espessura. Estava ampla a passagem de contato com o Pai por meio do Filho. 
 João Hall falou, com acerto: "As congregações devem justificar a sua existência. Adoraste? Foste edificado? O Senhor falou contigo? Falaste com Ele? Pensaste mais seriamente em ser puro, honesto, reto, generoso, varonil e santo depois do que ouviste hoje? Estas são as perguntas que a maior parte do gênero humano falha em responder e para as quais temos respostas afirmativas". 
   "O pai e a mãe que levam os filhos à compreensão de tudo o que é santo e sagrado estão ajuntando para eles uma herança imperecível. Fazê-los erguer os anseios do coração para a posse das verdades eternas é enriquecer-lhes a vida para sempre". 
 "Quando ouvimos falar de abençoados lares, onde o amor conjugal tem na fidelidade o seu dever de honra e onde os filhos são desejados e queridos, os ensinamentos de Jesus observados, a Bíblia lida e estudada, a reverência utilizada em tudo o que é sagrado, e o riso espontâneo e franco, certificamo-nos de que Jesus por ali passou". 


"Que paraíso não seria o mundo, se todos nós cooperássemos com o Supremo Doador da Beleza; se o intelecto subisse na esfera da estética divina e na Sua possibilidade mental: se o corpo fosse conservado puro e santo para ser a habitação do Santo Espírito; se o coração fosse o cadinho de nobres pensamentos e planos esplêndidos; se a natureza, no seu renovado encanto, contribuísse para a elevação e felicidade do homem, se até o cinema e o radio movimentassem o progresso dessas intrínsecas verdades! Então chegaríamos à plenitude da real significação da beleza; conheceríamos a Sua perfectibilidade". Bom dia...
                                   Stela Câmara Dubais

                                                                                       FIM...

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

* Talento Não é Tudo / John C. Maxwell / Liderança e Motivação

Bom dia pessoal, e mais do que uma simples indicação, aqui está minha nova leitura do mês, e diga-se de passagem, que eu suspeitava desde o princípio sobre essa questão do "talento vs habilidade", ou seja, opinião e ideais parecidos, e longe de mim me comparar com esse grandioso mestre e literatura. Até então isso não convém aqui, mas o foco que destaco é a leitura do excelente livro do John C. Maxwell, que te levará há algumas reflexões e aprendizado dos 13 princípios fundamentais, entre eles a iniciativa, a concentração, a preparação, a prática, a perseverança e o caráter." Em PDF você encontrará apenas algumas páginas, mas logo estará disponível por aqui o resumo ou resenha do livro por um todo. 

   SOBRE O LIVRO    
John Maxwell, o maior treinador de líderes do mundo, traz uma mensagem para você e para o mundo dos negócios: Talento Não é Tudo. Se observarmos bem, perceberemos que ele está certo. Veja as manchetes dos jornais, estude o mercado de trabalho ou simplesmente saia de casa. Você verá que algumas pessoas de muito talento atingem todo o seu potencial, enquanto outras permanecem presas à mediocridade.
Mas afinal, o que seria determinante para estas pessoas alcançarem resultados tão antagônicos em suas carreiras? Maxwell insiste que as escolhas que as pessoas fazem, e não suas habilidades naturais, é que as impulsionam para as grandes realizações. Segundo ele, as pessoas bem-sucedidas sabem e aplicam 13 princípios que são fundamentais para o sucesso.
Enquanto houver pessoas no mundo haverá talento. Mas se isso bastasse, toda a gente atingiria o seu potencial. O que falta são as coisas de que as pessoas precisam além de talento. Muitos líderes do mundo dos negócios dão demasiada importância ao talento. O especialista em liderança de renome mundial John C. Maxwell defende que esta abordagem ao sucesso está errada. "Se o talento é suficiente, então como é possível que conheçamos pessoas muito talentosas que não são bem sucedidas? O tecido social está repleto de pessoas que poderiam ser melhores, pessoas muito promissoras mas que nunca atingem o seu potencial máximo. E depois há outras que, tal como Jefferson, Nameth, Churchill, Bono, Oprah e Dickens, passaram ao nível seguinte através do aumento e da maximização dos seus talentos e, assim, nesse processo, ajudaram a melhorar o mundo que nos rodeia. Maxwell acredita, em primeiro lugar, que tem talento e, em segundo lugar, que pode melhorar esse talento. Através dos exemplos motivadores de muitos que maximizaram o talento e de alguns que não o fizeram, ele partilha o segredo das treze escolhas chave que tem ao seu alcance a fim de se transformar numa pessoa com talento extra.

"Porque será que algumas pessoas de talento atingem todo o seu potencial, enquanto outras permanecem presas à mediocridade? Neste livro, John C. Maxwell mostra que são as escolhas que as pessoas fazem, e não meramente suas habilidades naturais, que as impulsionam para que as grandes realizações. Isto se dá por meio da aplicação de 13 princípios fundamentais, entre eles a iniciativa, a concentração, a preparação, a prática, a perseverança e o caráter."

John C. Maxwell




O talento é algo muitas vezes sobrestimado e frequentemente mal entendido. Afirmou o poeta e dramaturgo francês É douard Pailleron: 

 “Tenha sucesso e sempre haverá tolos para dizer que tem talento”. Quando as pessoas realizam grandes coisas, os outros muitas vezes explicam as suas realizações atribuindo-as ao talento. Mas esta é uma maneira falsa e equivocada de encarar o sucesso. Se só o talento é suficiente, então por que é que conhecemos pessoas talentosas que não têm sucesso?


"As pessoas têm o mesmo valor, mas não o mesmo talento". Algumas pessoas parecem ser abençoadas com muitos talentos. A maioria de nós tem menos habilidades. Mas saiba disso: todos temos algo que podemos fazer bem.





sábado, 20 de setembro de 2014

* I Epístola de Paulo aos Coríntios


AUTOR: PAULO

CORINTO

A península do Peloponeso, no Sul da Grécia, é um território montanhoso unido ao resto do país por um istmo curto e estreito. Na época do Novo Testamento estava sob a administração romana, como parte da província da Acaia, cuja capital, Corinto, estava situada a poucos quilômetros a sudoeste do istmo.



Ao longo da sua existência, Corinto conheceu o esplendor e a miséria. No ano 146 a.C., esteve a ponto de desaparecer, arrasada pelos romanos; mas, um século depois, no ano 44 a.C., Roma mesmo cuidou para que a cidade fosse reconstruída e constituída como a residência do governador da província. Esse último dado ficou registrado com exatidão em At 18.12-18, onde se diz que o procônsul Lúcio Júnio Gálio governava a Acaia quando Paulo chegou ali na sua segunda viagem missionária.

Corinto tinha uma dupla saída para o mar: para o Adriático pelo porto de Lequeo, e para o Egeu pelo de Cencréia (cf. At 18.18 e Rm 16.1). Essa privilegiada situação geográfica trazia não poucos benefícios à cidade, pois os dois portos eram muito frequentados pelos barcos que faziam as rotas comerciais através dos dois mares. A população de Corinto, estimada naquela época em cerca de 600.000 pessoas, incluía mercadores, marinheiros, soldados romanos aposentados e uma elevadíssima proporção de escravos (por volta de 400.000). Corinto era, além disso, um centro de incessante afluência de peregrinos, que vinham de lugares distantes para adorar às diversas divindades que tinham um santuário nela.

A cidade, famosa pela sua riqueza e cultura, era conhecida também pela corrupção moral dos seus habitantes e pela libertinagem que dominava os costumes da sociedade. É possível que muitas das críticas que lhe faziam fossem exageradas, mas certamente a má reputação de Corinto, fomentada por causas tão conhecidas como a prostituição sagrada no templo de Afrodite, era notória em toda a bacia do Mediterrâneo.


A IGREJA DE CORINTO

Naquele ambiente, a existência de uma pequena comunidade cristã, composta na sua maior parte por pessoas simples, de origem gentia (1.26; 12.2) e de recente conversão, se via submetida a fortes tensões espirituais e morais.

O anúncio do evangelho havia sido bem acolhido desde o princípio, quando Paulo, provavelmente no início da década de 50, chegou a Corinto vindo de Atenas. Durante “um ano e seis meses” (At 18.11), permaneceu na cidade, dedicado à proclamação da fé em Jesus Cristo (At 18.1-18).

As primeiras atuações do apóstolo, segundo o seu costume, visavam travar relacionamento com os judeus residentes (At 18.2,4,6,8); mas a oposição de muitos deles logo o levou a dedicar os maiores esforços à população gentia (At 18.6).

Parece que o trabalho do apóstolo, durante o tempo relativamente longo em que permaneceu na capital de Acaia, visava acima de tudo lançar os fundamentos para que outros depois dele, como Apolo (1.12), pudessem continuar anunciando o evangelho na região do Peloponeso (3.6-15).

DATA E LUGAR DE REDAÇÃO

A Primeira Epístola aos Coríntios (1Co) foi escrita em Éfeso, onde, segundo At 20.31, Paulo viveu três anos, provavelmente entre 54 e 57. Enquanto estava ali, os crentes da congregação fizeram chegar a ele, possivelmente por meio de Estéfanas, Fortunato e Acaico (cf. 16.17), algumas consultas, às quais respondeu com a presente carta (cf. as passagens que começam em 7.1,25; 8.1 e também 10.23; 11.2; 12.1; 15.1).

PROPÓSITO

Mais ou menos na mesma data, algumas pessoas “da casa de Cloe” informaram ao apóstolo (1.11) sobre a difícil situação que estavam atravessando os crentes de Corinto. Impelidos pela fanática adesão pessoal de uns a Paulo e de outros a Pedro ou a Apolo (1.12; 3.4), haviam posto em grave perigo a unidade da igreja.
  Além disso, os antecedentes pagãos da maioria daqueles irmãos continuavam pesando na conduta de alguns, e a corrupção geral, característica da cidade, era influente também na congregação, de modo que, inclusive no seu seio, se davam casos de imoralidade que exigiam ser imediatamente corrigidos.

PROPÓSITOS= Para identificar problemas na Igreja de Corinto, para oferecer soluções, e para ensinar os crentes como viver para Cristo em uma sociedade corrompida.

CONTEÚDO E ESTRUTURA

Paulo começa esta carta abordando o problema das divisões internas, ameaça que caía sobre a comunidade cristã como um sinal da incompreensão e esquecimento de determinadas afirmações básicas da fé: que a Igreja é convocada à unidade de pensamento e de parecer (1.10-17; cf. Jo 17.21-23; Ef 4.1-6; Fp 2.1-11); que a única verdadeira sabedoria é a que “Deus preordenou... para a nossa glória” (1.18—3.4) e que somente Cristo é o fundamento da nossa salvação (3.5—4.5; cf. 1Tm 2.5-6).

Em seguida, trata de orientar os seus leitores sobre outros males que já estavam presentes na igreja, mas cujo progresso devia ser impedido sem perda de tempo: uma situação incestuosa consentida pela congregação (5.1-13), questões judiciais surgidas entre os crentes e promovidas perante juízes pagãos (6.1-11), comportamentos sexuais condenáveis (6.12-20) e atitudes indignas entre os participantes do culto, especialmente na Ceia do Senhor (11.17-22,27-34).

Junto com todas essas instruções, a carta contém as respostas do apóstolo às perguntas dos coríntios relacionadas com o matrimônio cristão e o celibato (7.1-40), com o consumo de alimentos que antes de sua venda pública haviam sido consagrados aos ídolos (8.1-13; 10.25-31) ou com a diversidade e o exercício dos dons outorgados pelo Espírito Santo (12.1—14.40).

Outros textos, relacionados com questões doutrinárias e de testemunho cristão, incluem admoestações contra a idolatria (10.1—11.1) e considerações sobre os enfeites das mulheres no culto (11.2-16) e sobre a instituição da Ceia do Senhor (11.23-26). Notáveis pela sua beleza e a sua profundidade de pensamento são o poema de exaltação do amor ao próximo (12.31b—13.13) e a extensa declaração sobre a ressurreição dos mortos (15.1-58).

O corpo central de 1 Coríntios, que tem como prólogo uma saudação e uma apresentação temática de caráter geral (1.1-9), conclui com um epílogo que contém breves indicações acerca da oferta para a igreja de Jerusalém, mais as saudações de costume e notas pessoais (16.1-24).

 CENÁRIO:




 Corinto era uma grande cidade cosmopolitana, um porto marítimo e um grande centro de comércio- a cidade mais importante em Acaia. Era também cheia de idolatria e imoralidade. A igreja era composta em grande parte de Gentios. Paulo tinha estabelecido esta igreja na sua segunda viagem missionária.

ESBOÇO:

Prólogo (1.1-9)
1.      Divisão e escândalo na igreja de Corinto (1.10—6.20)
a. Divisões internas na igreja (1.10—3.23
b. Correta compreensão do ministério apostólico (4.1-21)
c. Um caso de incesto (5.1-13)
d. Questões judiciais entregues a juízes pagãos (6.1-11)
e. Problemas de imoralidade (6.12-20)
2.       Resposta às consultas da igreja de Corinto (7.1—15.58)
a. Matrimônio e celibato (7.1-40)
b. Alimentos consagrados a ídolos e a liberdade cristã (8.1—11.1)
c. Desordem no culto público (11.2-34)
d. A questão dos dons espirituais (12.1—14.40)
e. A questão da ressurreição (15.1-58)
Epílogo (16.1-24)

A FESTA DO AMOR / 1.11

Compartilhar refeições era parte crucial na vida da igreja primitiva. Jesus estabeleceu um exemplo ao receber com prazer à comunhão da mesa todos os que chegassem. A igreja primitiva continuou com essa prática, e os membros sempre se reuniam nos lares para compartilhar o alimento ( At 2.42). Certas associações religiosas judaicas e greco-romanas também se reuniam para participar de refeições comunitárias, e, às vezes, o comportamento nos ambientes pagãos fugia à boa ordem. Para os cristãos, no entanto, a refeição compartilhada um símbolo poderoso de seu amor em Cristo, de modo que veio a ser chamada “festa de amor” (gr. Ágape; lit. “um amor”). A palavra é utilizada dessa forma no NT somente em Judas 12.

 Jesus também instituiu a eucaristia (ou “ceia do Senhor”), e é difícil atestar sua relação com a “festa do amor”: eram um só ou dois eventos diferentes? A resposta mais provável é que na igreja primitiva nenhuma distinção marcante era feita entre as duas.

 A eucaristia provavelmente era celebrada no contexto de uma refeição eclesiástica, assim como a primeira eucaristia foi celebrada no contexto da ceia da Páscoa. Logo se tornou evidente, entretanto, que não era sábio combinar as duas: “Quando vocês se reúnem, não é para comer a ceia do Senhor, porque cada um come sua própria ceia sem esperar pelos outros. Assim, enquanto um fica com fome, outro se embriaga” I Co 11.20-21. Nos século seguintes, a ceia do Senhor foi separada da refeição comunitária, e a tradição da “festa do amor” começou a desaparecer. 

 PAULO - INTRODUÇÃO E ANTECEDENTES 

   Judeu, fariseu, encontrado pela primeira vez no livro de Atos com seu nome hebraico - Saulo (At 7.58; 13.9) Nasceu em Tarso, Cilícia, cidade localizada na Ásia Menor (atualmente sul da Turquia). Provavelmente nasceu uns dez anos depois de Cristo, pois é mencionado como um jovem, na ocasião do apedrejamento de Estêvão (At 7.58). Seu pai sem dúvida era judeu, mas comprou ou recebeu, cidadania romana. Por essa razão, Paulo mais tarde utilizou-se desse direito por nascimento. Por isso, apelou para ser julgado em Roma pelo próprio imperador César (At 22.25). A despeito de sua cidadania, ele foi criado numa família judaica devotada, da tribo de Benjamim. Recebeu uma instrução cuidadosa na Lei judaica e tornou-se fariseu. Também descreveu a si mesmo como "hebreu de hebreus". Foi criado de acordo com o judaísmo e circuncidado no oitavo dia de vida; portanto, era zeloso na obediência de cada ponto da lei mosaica (Fp 3.5,6).

  Paulo era tão zeloso da Lei e de sua fé que, em certa época de sua vida, provavelmente no início da adolescência, viajou para Jerusalém, onde foi aluno do mais famoso rabino de sua época. Posteriormente, disse aos líderes judeus: "E nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zeloso de Deus, como todos vós hoje sois" (At 22.3).

 Todos os mestres judaicos exerciam determinada função para sobreviver; por isso, não é de admirar que esse líder religioso altamente educado aprendesse também uma profissão com seu pai. Paulo era fabricante de tendas de acordo com Atos 18.3, e ocasionalmente a Bíblia menciona como exerceu essa função para se sustentar (1 Co 4.12; 2 Ts 3.8; etc.). Existem amplas evidências nessas e em outras passagens de que ele trabalhava, para não impor um jugo sobre as pessoas entre as quais desejava proclamar o Evangelho de Cristo. Além disso, dada a maneira como os professores itinerantes e filósofos esperavam ser sustentados pelas pessoas com alimentos e finanças, Paulo provavelmente não desejava ser considerado mais um aventureiro (1 Ts 2.3-6).

 A VIDA DE PAULO 

   Com a educação que possuía e a profissão de aceitação universal, é bem provável que Paulo já tivesse viajado bastante antes de se tornar cristão. Com certeza era fluente nas línguas grega, hebraica, latina e aramaica. É mencionado pela primeira vez em Atos, como responsável pelas vestes das multidões que apedrejaram Estêvão até à morte por causa da sua fé e seu compromisso com Cristo e o desejo de promover o Evangelho. "Também Saulo consentia na morte dele" (At 8.1).

Perseguidor dos cristãos : 

  A partir da morte de Estêvão, uma grande perseguição se levantou contra os seguidores de cristo. As atividades zelosas de Saulo, como judeu, levaram-no a unir-se aos perseguidores. Não precisou ser forçado, mas ofereceu voluntariamente seus serviços aos líderes judaicos de Jerusalém. Sua perseguição foi tão violenta que a Bíblia diz: "Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão" (At 8.3; 1 Co 15.9; Fp 3.6). Em Atos 9.1, lemos que: "Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor", pediu ao sumo sacerdote que lhe desse cartas, para que as levasse às sinagogas de Damasco, na Síria, a fim de também estabelecer a perseguição naquela cidade.

A CONVERSÃO DE PAULO


 A caminho de Damasco, uma luz muito forte brilhou do céu ao redor dele, e fez com que ele caísse por terra e ficasse cego. Enquanto isso, uma voz lhe disse: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" Atônito, ele perguntou: "Quem és tu, Senhor?" A resposta que recebeu deixou-o realmente surpreso e apavorado: "Eu sou Jesus, a quem tu persegues" (At 9.4,5). Cristo então lhe disse que entrasse em Damasco e aguardasse outras instruções. Saulo esperou três dias, sem comer nem beber, na casa de Judas, onde aguardou a visita de Ananias. Esse tempo sem comer nem beber provavelmente foi um jejum de arrependimento, pois a Bíblia diz que, quando o servo de Deus chegou, encontrou-o orando (V.11).

 Ananias impôs as mãos sobre ele, ocasião em que sua visão foi restaurada. Imediatamente ele recebeu o Espírito Santo e foi batizado. Saulo ainda ficou vários dias na companhia dos cristãos de Damasco, sem dúvida para aprender o máximo que podia sobre Jesus. Entretanto, esse processo de aprendizado não demorou muito tempo: "E logo, nas sinagogas, pregava que Jesus era o Filho de Deus" (V.20). Seu extraordinário entendimento teológico somado à mudança total de sua perspectiva sobre Cristo, permitiu que confundisse "os judeus que habitavam em Damasco, provando que Jesus era o Cristo" (V.22). Provavelmente, depois de um tempo considerável como pregador naquela cidade, os judeus decidiram silenciar a mensagem dele, ao planejar assassiná-lo. Ele escapou, durante a noite e voltou para Jerusalém, onde descobriu que era difícil unir-se aos demais discípulos de Cristo, pois naturalmente todos tinham medo dele. Barnabé levou-o à presença dos apóstolos, os quais lhe deram sua aprovação.

 Paulo pregava e discutia abertamente com os judeus, até que novamente sua vida foi ameaçada; os discípulos o levaram para Cesareia, onde embarcou num navio para Tarso (At 9.29,30; Gl 1.18-24). A extraordinária rapidez da mudança no coração de Paulo e a velocidade com que entendeu as Escrituras sob uma nova luz e começou a pregar o Evangelho de Cristo proporcionam a mais dramática evidência da obra do Espírito Santo em sua vida, depois do encontro que teve com Cristo na estrada de Damasco. Ele próprio contou sobre sua experiência de conversão em duas ocasiões posteriores. Na primeira instância, em Atos 22, quando foi preso em Jerusalém e pediu para falar à multidão. Na segunda, em Atos 26, quando fazia sua defesa diante do rei Agripa.

CHAMADO PARA OS GENTIOS

 A rapidez com que Paulo dedicou-se a viajar pelos territórios gentílicos é mais uma indicação de que o Espírito Santo o guiava em direção ao seu chamado, ou seja, o de apóstolo entre os gentios. Ele menciona em suas cartas seu compromisso especial com Deus, para ser um ministro entre os povos (Rm 11.13; Gl 2.8; 1 Tm 2.7). Embora Pedro fosse chamado para os judeus e Paulo para os gentios (Gl 2.8), sabemos que ambos pregavam em qualquer lugar onde tivessem uma oportunidade. Saulo, de fato, primeiramente visitava a sinagoga, em qualquer cidade em que chegasse. Ali ele pregava, onde havia muitas conversões, até ser expulso pelos judeus que se opunham (desta maneira, praticava o que ensinou em Romanos 1.16; 2.9,10; etc.). Um dos primeiros trabalhos de Paulo entre os gentios, após ser aceito pelos apóstolos em Jerusalém, foi iniciado por Barnabé, o qual o levou de Tarso para a cidade de Antioquia, situada no norte da Síria. A igreja já estava estabelecida naquela cidade e sem dúvida o amigo o envolveu naquele trabalho, devido ao ensino que ele era capaz de ministrar (At 11.19-30). O trabalho da igreja ali iniciara-se entre os judeus e posteriormente espalhara-se aos gentios (gregos), e a habilidade de Paulo para debater e o que já fizera previamente sem dúvida o ajudaram. Enquanto estava em Antioquia, o profeta Ágabo advertiu sobre um iminente período de fome na região da Judeia, de maneira que aquela igreja local concordou em levantar fundos para ajudar os irmãos carentes em Jerusalém; enviaram o dinheiro por intermédio de Paulo e Barnabé (v.30).

 É muito difícil estabelecer uma cronologia exata da vida de Paulo nessa época, pois Atos e Gálatas dão informações parciais; o ministério entre os gentios, contudo, já estava estabelecido e o papel principal de Paulo foi visto quase imediatamente no trabalho em Antioquia. Ele e Barnabé deixaram a cidade dirigidos pelo Espírito Santo (At 13.2). Desse momento em diante a vida dele é vista constantemente em pleno movimento por todo o império. Às vezes, permanecia mais tempo em certa cidade e em outras ocasiões ficava apenas por um período bem curto de tempo; na maioria das vezes viajava de acordo com sua própria vontade; entretanto, especialmente nas últimas viagens, frequentemente era escoltado por guardas a caminho da prisão, dos julgamentos e finalmente de Roma.

A MORTE DE PAULO 



 Existem poucas indicações sobre o que aconteceu depois desse período de prisão domiciliar em Roma. É claro que Paulo aproveitou a oportunidade da melhor maneira possível para pregar o Evangelho, mas Lucas encerra seu livro neste ponto, ao estabelecer o direito legal para que a Palavra de Deus fosse pregada na capital do império. Existe muita discussão entre os estudiosos sobre o que aconteceu. Desde que as epístolas pastorais referem-se a eventos na vida do apóstolo que não são mencionados em Atos, pressupõe-se que Paulo realmente as escreveu. Então, muitos chegam à sublime conclusão de que o apóstolo foi declarado inocente das acusações e colocado em liberdade.
Ele próprio dá a entender isso em Filipenses 1.19,25; 2.24. Provavelmente após sua absolvição ele acalentou o desejo de ir à Espanha. Este período também seria a época em que as cartas a Timóteo e Tito foram escritas. Quando o cristianismo foi considerado ilegal, Paulo foi preso novamente e levado de volta a Roma, onde escreveu 2 Timóteo. Seu período de liberdade provavelmente durou até por volta de 62 a 66 d. C. 2 Timóteo 4 é então o triste relato do que certamente foi o julgamento final do apóstolo, no qual foi condenado à morte (v. 18). Mesmo nesse triste capítulo, entretanto, percebe-se que Paulo aproveita todas as oportunidades para pregar (2 Tm 4.17,18). A tradição diz que morreu em Roma, como mártir nas mãos do imperador Nero, por volta do ano 67 d.C.

 OS ESCRITOS DE PAULO 

  O legado de Paulo para o mundo é enorme. Além do fato de ter levado a verdade do Evangelho praticamente todo o mundo conhecido daquela época, também escreveu cartas muito significativas, as quais chegaram até nós como parte do cânon do Novo Testamento. Tais documentos são cheios de exposições sobre Jesus, o pecado, a salvação, a vida cristã, o futuro e a natureza da Igreja. Suas cartas não podem ser examinadas detalhadamente aqui e o resumo apresentado a seguir não faz justiça à profundidade dos ensinamentos que cada uma contém, mas talvez aguce o apetite do leitor e o leve a examiná-las mais detidamente. Em muitos aspectos as epístolas paulinas têm proporcionado o perfil para a Igreja através dos séculos. Embora sempre haja alguns críticos que questionem se o apóstolo realmente escreveu todas as epístolas atribuídas a ele, existem 13 escritas por Paulo no Novo Testamento. Por conveniência, vamos dividi-las em três grupos. 

* AS EPÍSTOLAS MAIORES E MAIS ANTIGAS 
* AS EPÍSTOLAS DA PRISÃO
* AS EPÍSTOLAS PASTORAIS 

Pessoal, para dar continuidade nos temas acima, está disponível para download o livro "Quem é Quem na Bíblia Sagrada", a partir da página 510. 

Fonte de Estudo

Bíblia de Genebra 
Bíblia de Estudo Arqueológica 
Quem é Quem na Bíblia Sagrada 
Comentário Bíblico Vida Nova 

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