"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17


sexta-feira, 15 de maio de 2015

* Quatro Ondas de Mudanças em Missões / John Piper



Se a luz de sua vela pode brilhar até milhares de quilômetros, ela está queimando com bastante intensidade no seu próprio lar. Que tipo de cristãos queremos que nossas igrejas produzam? Considere: cristãos indiferentes, que gastam maior parte de seu tempo livre em entretenimento mundano, raramente oram, choram ou trabalham para alcançar os povos que perecem. Não os afague. Confronte-os. Exorte-os a ter uma vida. Assistir a filmes todas as noites os deixa espiritualmente sem poder e vazios. Eles precisam de uma causa muito nobre pela qual podem viver. E pela qual podem morrer. 





Se Deus se agradar em responder nossas orações em favor de missões, elas podem se tornar quatro ondas que vêm sobre milhares de pessoas e igrejas. Estas são as ondas pelas quais estou orando:
Onda 1: colocar a evangelização mundial nas paixões de uma nova geração.
“Missional” é a palavra de nossos dias. Contudo, a obra de missões não é realizada sempre no mundo. Fazer missões significa transpor uma barreira étnica e linguística (que pode exigir 20 anos), a fim de implantar o evangelho em um povo que não tem acesso ao evangelho. O obra de missões elabora estratégias para alcançar não somente pessoas não-alcançadas, mas também povos não-alcançados. “Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos” (Sl 67.3). A Onda 1 se tornaria o DNA de “missional”.
Onda 2: entretecer de novo o horror do inferno em nossa compaixão.
Eu oro para que o slogan de missões mundiais seja: nós nos preocupamos com todo sofrimento, especialmente o sofrimento eterno. Todas estas palavras são importantes: sofrimento, eterno, especialmente, todo, preocupamos, nós. Cada uma delas denota carga. A Onda 2 resultaria em que essa carga seria carregada em milhares de trens evangélicos direcionados à vizinhança e às nações.
Onda 3: destruir percepções erradas sobre o que é necessário em missões.
Espero que nosso pensamento sobre a evangelização dos povos destrua a noção de que missões podem ficar em nossa pátria agora, porque todas as nações têm vindo até nós. A região em que eu moro está sendo atualmente referida pela City Vision como “a mais etnicamente diversa e única da América, onde se fala mais de 100 línguas”. Isso muda bastante a maneira como fazemos missões. Mas uma coisa que isso não muda é o fato de que o Joshua Project cataloga não algumas centenas, e sim 6.933 povos que, globalmente, não têm uma presença auto-sustentável do evangelho. Outro conceito errado que eu gostaria de ver destruído é o de que os ocidentais devem apenas mandar dinheiro, em vez de irem como missionários. Minha paráfrase: que outros dêem o seu sangue. Nós damos o nosso dinheiro. Falando de maneira realista, a maioria dos povos não-alcançados não tem melhor acesso ao nosso dinheiro do que nós o temos. “Não-alcançado”, em seu sentido pleno, significa: não há nenhum missionário no povo para o qual você poderia enviar dinheiro, se quisesse fazer isso. Portanto, a Onda 3 resultaria em fazer tudo: missões aos povos não-alcançados que vivem entre nós, apoiar missões de outras igrejas que enviam e, em especial, mobilizar sua própria igreja para alcançar os milhares de povos que não têm acesso ao evangelho.
Onda 4: convencer os pastores de que uma paixão pela glória mundial de Deus é boa para os crentes de nosso país.
Se a luz de sua vela pode brilhar até milhares de quilômetros, ela está queimando com bastante intensidade no seu próprio lar. Que tipo de cristãos queremos que nossas igrejas produzam? Considere: cristãos indiferentes, que gastam maior parte de seu tempo livre em entretenimento mundano, raramente oram, choram ou trabalham para alcançar os povos que perecem. Não os afague. Confronte-os. Exorte-os a ter uma vida. Assistir a filmes todas as noites os deixa espiritualmente sem poder e vazios. Eles precisam de uma causa muito nobre pela qual podem viver. E pela qual podem morrer.
A Onda 4 faria de missões mundiais o ponto de ebulição para muitos crentes despertados.





quinta-feira, 14 de maio de 2015

* O Consolo de Deus na Hora do Luto / Hernandes Dias Lopes


De todas as dores da vida, a dor do luto parece ser a mais aguda. É uma dor que lateja na alma e assola nossa vida. Todos nós, num dado momento da vida, teremos que enfrentar essa dor. Não existe nenhuma família que escape desse drama. Não é fácil ser privado do convívio de alguém que amamos. Não é fácil enterrar um ente querido ou um amigo do peito. Não é fácil lidar com o luto. Já passei várias vezes por esse vale de dor e sombras. Já perdi meus pais, três irmãos e sobrinhos. Sofri amargamente. Passei noites sem dormir e madrugas insones. Molhei meu travesseiro e solucei na solidão do meu quarto. A dor do luto dói na alma, aperta o peito, esmaga o coração e arranca lágrimas dos nossos olhos. Jesus chorou no túmulo de Lázaro e os servos de Deus pranteavam seus mortos. Porém, há consolo para os que choram. Aqueles que estão em Cristo têm uma viva esperança, pois sabem que Jesus já venceu a morte. Ele matou a morte e arrancou seu aguilhão. Agora a morte não tem mais a última palavra. Jesus é a ressurreição e a vida. Aqueles que nele creem nunca morrerão eternamente. Agora, choramos a dor da saudade, mas não o sentimento da perda. Perdemos quem que não sabemos onde está. Quando enterramos nossos mortos, sabemos onde eles estão. Eles estão no céu com Jesus. Para os filhos de Deus, que nasceram de novo, morrer é deixar o corpo e habitar com o Senhor. É partir para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Os que morrem no Senhor são bem-aventurados!
O fato de termos esperança não significa que deixamos de sofrer. A vida não é indolor. Nossa caminhada neste mundo é marcada por dissabores, decepções, fraquezas, angústias, sofrimento e morte. Aqui cruzamos desertos tórridos, descemos a vales profundos, atravessamos pântanos perigosos. Nossos pés são feridos, nosso coração afligido e nossa alma geme de dor. Não estamos, porém, caminhando rumo a um entardecer cheio de incertezas. O fim da nossa jornada não é um túmulo gelado, mas a bem-aventurança eterna. Entraremos na cidade celestial com vestes alvas e com palmas em nossas mãos. Celebraremos um cântico de vitória e daremos glória pelos séculos sem fim, ao Cordeiro de Deus, que morreu por nós, ressuscitou, retornou ao céu e voltará em glória para buscar sua igreja. Teremos um corpo imortal, incorruptível, poderoso, glorioso e celestial, semelhante ao corpo da glória de Cristo. Deus enxugará dos nossos olhos toda a lágrima. As lembranças do sofrimento ficarão para trás. Na Nova Jerusalém, na Cidade Santa, no Paraíso de Deus, na Casa do Pai, não haverá mais luto nem pranto nem dor. Ali reinaremos com Cristo e desfrutaremos das venturas benditas que ele preparou para nós. Nossa tribulação aqui, por mais severa, será apenas leve e momentânea, se comparada com as glórias por vir a serem reveladas em nós. O nosso choro pode durar uma noite inteira, mas a alegria virá pela manhã!
Três verdades essenciais do Cristianismo formam as colunas de sustentação da nossa viva esperança. 

A primeira delas é que Jesus ressuscitou dentre os mortos e triunfou sobre a morte. Agora, a morte não tem mais a última palavra. A morte foi tragada pela vitória! 
A segunda verdade é que Jesus voltou ao céu e enviou o Espírito Santo, o Consolador, para estar para sempre conosco. Não estamos órfãos. Não caminhamos sozinhos pelos vales escuros da vida. O Espírito Santo consolador está em nós e intercede por nós ao Deus que está sobre nós. 
A terceira verdade é que Jesus vai voltar gloriosamente para buscar sua igreja. Naquele glorioso dia, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro e os que estiverem vivos serão transformados e arrebatados para encontrar o Senhor Jesus nos ares, e assim, estaremos para sempre com o Senhor. Essas verdades enchem o nosso peito de doçura e abrem para nós uma eterna fonte de consolação!


terça-feira, 12 de maio de 2015

* Precisamos de Músicos com Criatividade, Cristãos Originais, Bons de Bíblia e de Música / Augustus N. Lopes


Faz mais de 30 anos que os "ministérios de louvor" repetem mais do mesmo nas igrejas: estilo banda de rock, solos de guitarra, olhos virados para o céu, gemidos e emoções forçados, letras superficiais, som nas alturas, baterista batendo para quebrar, mocinhas gingando com microfone na mão... já está na hora de superarmos este modelo e achar alguma outra forma de adoração que se adeque mais à busca crescente dos jovens por uma pregação mais bíblica, por uma doutrina mais séria e por um culto mais voltado para Deus. 

 Precisamos de criatividade, músicos cristãos originais que sejam bons de Bíblia e de música, para vencermos este círculo vicioso.







segunda-feira, 11 de maio de 2015

* A Inversão do Ide Pelo Vinde / Robson M. Corrêa



MATEUS 11:28 - "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei".

MARCOS 16:15 - "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura."

Claramente a igreja trocou o IDE pelo VINDE. Entretanto, algo deve ficar nítido e patente aos nossos olhos e sentidos. Isso tentarei explicar com mais detalhes abaixo:

O CONVITE - VINDE

Em apocalipse 3:20 Jesus diz: "Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo". Bem como no texto de Mateus 11; claramente percebemos o convite feito pelo Salvador. 

Esse convite é feito para o PECADOR e não para a "igreja". O alívio prometido aqui, é o alívio da dor e do peso que o pecado trás ao ser humano. Refere-se àquela busca incessante pela calma no nosso interior. JESUS, promete, pelo convite feito em, retirar, levar para longe, sumir, expulsar de nós, até mesmo, destruir essa dor que tanto nos ataca e nos oprime, com a expressão clara: " E EU VOS ALIVIAREI".

A ORDEM - IDE

O segundo texto relacionado aqui, refere-se a uma ordem expressa para que a Igreja vá e pregue o evangelho (Boas novas ou boa notícia). O texto, trás uma ideia de movimento; sair do lugar que originalmente nos encontramos e, ir ao encontro desse pecador que precisa de descanso e alívio. A origem da palavra Igreja, vem do grego "EKKLESIA" - onde EK = fora e KLESIA = chamado, ou seja, Chamados para fora.

ENTÃO, EIS AQUI O PROBLEMA:

Em média, temos em nossas igrejas 5 reuniões por semana, das quais, poucas ou quase nenhuma é para confrontar o homem à luz da Palavra de Deus, ou mesmo, para evangelizar; pregando sobre o arrependimento. Isso, sem falar nos dias e horas que gastamos para ensaiarmos as peças, teatros, coreografias, danças, instrumental, vocal, louvor, música especial, organização de eventos, congressos, acampamentos e etc, etc e etc...

E aqui, não considero, família, trabalho, estudo, saúde, lazer e nem outra coisa que não esteja relacionado às atividades da igreja.

Então, qual tempo nos resta para cumprir o IDE?

Pra que cumprir o IDE, se nas igrejas temos tantas coisas boas?

Já que é tão bom, é claro que o pecador virá até nós para ouvir o VINDE. Não é?

A igreja hoje tomou de DEUS sua voz para dizer VINDE:

VINDE a mim que vos aliviarei a consciência, sem confrontar seu pecado. VINDE a mim, porque tenho uma palavra que trará descanso ao seu estado caído, dando-lhe o conforto que precisa. VINDE a mim, pois tenho programações para lhe entreter e lhe divertir, afim de tirar você desse mundo corrido e cheio de estresse.

Por acaso, somos DEUS?

Então porque tomamos seu convite para nós e dizemos, VINDE?

Isso claramente não está funcionando, pois, nossas igrejas estão lotadas de pessoas. Há cultos onde as pessoas ficam do lado de fora, ou mesmo em pé dentro da igreja, por falta de lugar para sentarem-se. No entanto, a criminalidade, a prostituição, os drogados, os homens achando que são bons mesmos e portanto merecedores de algo vindo de Deus, a mentira, o engano, as falcatruas, os golpes e tantas coisas ruins... estão somente aumentando, conforme estatísticas e jornais diários.

Cumpramos o IDE e, com certeza, aquilo que Paulo diz em Romanos 1:16, que o evangelho é o PODER de DEUS para Salvação... Será uma realidade para a vida de muitos.

VAMOS COLOCAR AS COISAS NOS DEVIDOS LUGARES:

IDE - É uma ordem expressa para a Igreja.

VINDE - É um convite com todo amor e carinho que Deus faz para o pecador.

 Robson Martins Correa


quinta-feira, 7 de maio de 2015

* Você Não Precisa de Um Chamado Missionário / Yago Martins


Olhem aí cristãos, uma boa indicação de livro, um bom e visionário autor.

Homens e mulheres das mais variadas idades e igrejas sofrem com um problema muito parecido, a saber, a incerteza quanto ao chamado de Deus. Muitos ficam desesperados, esperando um sinal do céu que lhes diga em que dedicar suas vidas.

Nesse lançamento da BTBooks, Yago Martins, que há anos pesquisa Mateus 28.18-19, desconstrói muitos conceitos errados acerca da vocação do povo de Deus e nos brinda com o livro Você não precisa de um chamado missionário!


“Faz tempo que não leio textos que integram tão bem os mais recentes acontecimentos em nossa pátria com princípios práticos das Escrituras, tendo como alvo o despertamento para a obra de anunciar o Evangelho ao mundo. Yago Martins combina o que é preciso para isto: escritor exímio, conectado com as mídias sociais e portador de sólido conhecimento bíblico-doutrinário, ele consegue cativar o leitor desde a primeira linha e convencê-lo de que a mensagem que ele deseja passar neste livro merece ser ouvida.” 
Augustus Nicodemus Lopes, Ph.D. (Vice-presidente da Igreja Presbiteriana do Brasil, pastor da Igreja Presbiteriana de Goiânia).


terça-feira, 5 de maio de 2015

* Os Puritanos e a Adoração


Os Puritanos desenvolveram o que nós conhecemos como O Princípio Regulador do Culto. Nada nós podemos praticar no culto que não esteja ordenado de forma expressa na Escritura, pois toda nossa adoração precisa estar alicerçada na Escritura.

Precisamos orar a Palavra
. Por isso, durante as orações os Puritanos citavam tanto as Escrituras.


Precisamos cantar a Palavra
. Por isso eles falavam de forma genuína:
“Vamos cantar os Salmos!”.

Precisamos ler a Palavra
. Então, durante os cultos faziam leituras extensas das Escrituras.

Precisamos pregar a Palavra
. Os Puritanos eram contra qualquer uso de subterfúgios mundanos na pregação por parte dos pastores. Tudo que o ministro fala deve fluir do texto, especialmente sua aplicação prática. Até mesmo as experiências espirituais devem fluir das Escrituras. Assim sendo, tudo na adoração precisa ser delineado e centrado na Palavra de Deus.

- Os Puritanos adquiriram a reputação de pastores que pregavam e oravam com verdadeira paixão e de forma bíblica. Dessa forma as pessoas se sentiam movidas, alimentadas e iluminadas. O culto puritano tornou-se muito popular.

- Os Puritanos simplesmente não se contentavam com um sermão que durasse apenas 20 a 30 minutos. Eles sempre queriam uma seção de aconselhamento do próprio púlpito;queriam que o pregador tratasse de suas almas com informações às suas mentes; desejavam que o pregador os ensinasse a viver aplicando o sermão às suas vidas. Para os Puritanos não bastava que o sermão fosse apenas exposto, mas que fosse aplicado.

- Eles tinham a visão de ir à Igreja para ter a vida transformada e para verdadeiramente sentar, escutar e absorver os ensinos; depois voltavam para casa, comentavam o sermão com a família, discutiam com os amigos, examinavam-se a sós com Deus indagando como poderiam ter a vida modificada. Depois suplicavam a Deus por graça e transformação. Isso es-tava no coração e na convicção dos Puritanos. Eles queriam ter sermões substanciais, sermões com conteúdo.

- A pregação dos Puritanos era um pouco diferente das de hoje. No lugar de somente pregar o texto eles pegavam as doutrinas principais daquele texto e analisavam com detalhes estas doutrinas extraídas, para a congregação. Expunham as doutrinas alicerçando-as em toda a Escritura. É por isso que eles conseguiam fazer uma seqüência de sermões ao longo do ano focando somente versículos específicos, mas sem nenhum tipo de repetição.

* Uma Bíblia [versus] Muitas Versões


Devemos nos acautelar com relação à escolha da versão da Bíblia Sagrada que vamos utilizar.

Quando visitamos qualquer livraria evangélica podemos verificar a grande quantidade de diferentes traduções da Bíblia, as quais têm aparecido nos últimos anos. E não somente a multiplicidade de traduções se torna evidente, como também existem diferentes edições nas quais cada editor incorpora variadas “ajudas” com as quais ele obteve os próprios direitos autorais. Na maioria dessas Bíblias esses editores têm incorporado introduções, comentários e notas, os quais evidenciam e ensejam variadas correntes doutrinárias, interpretativas e denominacionais.

Por isso, quando se pede uma Bíblia, logo vem a pergunta: “Que tipo de Bíblia?” Por esse motivo é que resolvi escrever estas páginas a fim de facilitar a resposta a essa pergunta, a qual que é feita comumente, antes de se tomar uma decisão.

As comparações entre as Bíblias que vamos fazer, referem-se às versões protestantes ou àquelas, nas quais os “protestantes” tenham participado. Detalhar exaustiva e diferentemente as traduções hoje existentes, não será uma tarefa muito fácil. 

Oremos ao Senhor para que estas linhas possam realmente ajudar ao cristão de boa vontade que as estiver lendo, para que haja uma aproximação mais direta dele com a legitima palavra de Deus, as Sagradas Escrituras.

Vejamos os tipos de tradução oferecidos desde o início do século 20

O mesmo texto pode ser vertido para outra língua, seguindo diferentes critérios de tradução. Segundo a correspondência entre os textos a serem traduzidos e a tradução resultante, estamos falando de “equivalência dinâmica” ou funcional, e “equivalência formal”. Estes são dois extremos dentro de um continuum que permite múltiplas alternativas.

Equivalência Dinâmica  e  Equivalência Formal

O principio da equivalência dinâmica, também chamada, ultimamente, de equivalência funcional,  é o que busca transmitir o significado que seguramente deveria ter o texto que se traduz, deixando em segundo lugar o significado concreto das palavras. Os tradutores e editores que apoiam a equivalência dinâmica têm uma definição da inspiração divina que tem colocado em dúvida a inerrância da Bíblia.

Taber e Nida definem o seu método, a equivalência dinâmica, colocando as seguintes prioridade (1):

1.- A coerência textual tem prioridade sobre a concordância da palavra por palavra.
2.- A equivalência dinâmica tem prioridade sobre a correspondência formal.
3.- A audição de um texto tem prioridade sobre a leitura silenciosa.
4.- As formas linguísticas comumente empregadas e admitidas pelos leitores, aos quais se destina a tradução, têm prioridade sobre as formas tradicionais mais prestigiadas.

Definindo o método, eles dizem: “A qualidade de uma tradução na qual a mensagem do texto original foi transferida à língua receptora, deve ser de tal maneira que a reação dos receptores seja essencialmente a mesma que a dos receptores do texto original”.

Este  método parece muito “racional”, porém faz parte de um conceito de inspiração que não corresponde à plena e verbal inspiração das Sagradas Escrituras. Ele fala da “mensagem do texto original” esquecendo, contudo, as palavras com as quais a mensagem nos é transmitida; ou então só creem na inspiração da mensagem e não das palavras. E, mesmo assim, os próprios defensores deste método reconhecem as limitações e perigos que nele existem (2).

O cúmulo das traduções segundo o princípio da equivalência dinâmica ou funcional, é a chamada “Bíblia em Francês Fluente”, a qual foi feita na base de um vocabulário básico e limitado. Próximas a esta tradução temos as chamadas “Versões Populares ”, como a conhecida BLH. Existem também as chamadas “Versões Confessionais ou Ecumênicas”, a partir da equivalência dinâmica ou funcional.

O princípio da equivalência formal procura manter, o mais próximo possível, a tradução do exato significado das palavras do texto que está sendo traduzido. Os que apoiam este princípio acreditam piamente na inspiração plena e verbal das Sagradas Escrituras, crendo na inspiração divina, não só da mensagem como também das palavras pelas qual a mensagem está sendo transmitida.

A verdade é que toda tradução contém uma parte de interpretação. Contudo, também é certo que, dependendo daquilo em que o tradutor ou tradutores realmente creiam sobre a inspiração das Sagradas Escrituras, a tradução resultante será mais ou menos fiel às palavras originais.

O princípio da equivalência formal foi o que orientou a maioria das traduções bíblicas, até pouco tempo, e sobre ele foram embasadas as traduções da Reforma Protestante do século 16. Até então, os tradutores acreditavam na inspiração plena e verbal das Sagradas Escrituras.

Quais os textos que estão por trás de uma tradução

Conforme é bem conhecido, os idiomas originais da Bíblia foram: o Hebraico -  para o Velho Testamento - contendo algumas breves seções em Aramaico - e o Grego, para o Novo Testamento.

Muitíssimas das traduções Bíblicas atuais afirmam ser traduções dos idiomas originais; quando não se menciona tal fato sob o nome de tradução, é necessário colocar as notas introdutórias que encontramos em quase todas as versões modernas. A única exceção atual encontrada é a versão “Novo Mundo”, da seita das “Testemunhas de Jeová”, a qual afirma ser traduzida da tradução Inglesa de  1961,portanto a tradução de uma tradução. Em outros tempos, as versões da Bíblia realizadas e autorizadas pela Igreja Católica Romana também eram traduções de uma tradução, ou seja, da Vulgata Latina, porém na atualidade é difícil encontrar-se uma tradução desse tipo.

Neste caso, de onde procedem as diferenças importantes entre as diversas traduções atuais da Bíblia? Já consideramos que elas podem vir dos princípios que originam estas traduções. Outra coisa é que nem todas as traduções da Bíblia, em especial as modernas, foram feitas a partir dos mesmos textos Hebraicos, Aramaicos e Gregos.

Textos Relativos ao Velho Testamento.

O Texto Massorético é o texto hebraico/aramaico do VT. As diferenças entre os diversos textos existentes referem-se basicamente ao aparato critico (as diferentes alternativas que se apresentam ao texto básico).

A questão relativa ao VT não é tanto em relação às línguas originais, mas à importância que se dá à tradução judaica do VT, conhecida como Septuaginta, ou Versão dos Setenta.

Ainda assim, não podemos negar a primazia que se tem dado aos códigos mais modernos, como o Sinaiticus e o Vaticanus.

Textos Relativos ao Novo Testamento

Os textos existentes podem ser classificados em dois grandes grupos: o Texto Alexandrino e o Texto Bizantino. Maiores divisões normalmente têm a intenção de dar peso ao Texto Bizantino. O chamado “Texto Majoritário” segue a mesma linha do Texto Bizantino. A linha de preservação textual, através dos tempos, encontra-se no que hoje é conhecido como Textus Receptus, o qual corresponde ao texto do Novo Testamento, o qual foi passado de geração em geração, até a Reforma do século 16, e em cuja base iriam se realizar as clássicas traduções protestantes: Reina-Valera, Diodati, Almeida, Lutero, BKJ King James Bible, de 161), etc. Este texto teve diversas edições, com pequenas diferenças.

Durante o século 19 e inicio do século 20, foram apresentados novos textos alternativos, conhecidos como “textos críticos”, produzidos a partir de descobertas arqueológicas que se distanciaram do texto tradicional, o Textus Receptus, e formaram o grupo de Textos Alexandrinos, os quais são sumamente heterogêneos; entre eles estão os textos confeccionados por Westcott e Hort e Nestle-Alland...

Atualmente, em relação aos textos usados para a sua tradução, as traduções bíblicas podem ser catalogadas em três grupos: Traduções de traduções, traduções segundo os textos tradicionais, e traduções segundo os textos alternativos ou críticos. O quadro que vamos apresentar em continuação ao que já foi dito, refere-se às traduções protestantes, ou às que colaboram com os protestantes.

A questão a ser resolvida é se cremos ou não na preservação do texto bíblico, através dos séculos, pela ação do Espírito Santo. Se Deus inspirou verbal e plenamente as Escrituras Sagradas, tendo preservado de erros os escritores humanos. Porventura não poderia Ele também manter o texto inspirado, através dos séculos, para a salvação dos incrédulos e orientação do Seu povo? Será que teríamos de esperar até o advento da crítica destrutiva da Bíblia, para que pudéssemos ter os textos mais fidedignos, e que o movimento de Deus que surgiu no século 16, de volta à plena palavra de Deus,  houvesse colocado à disposição somente os textos corrompidos e inferiores aos atuais?

Quem crê na inspiração plena e verbal das Sagradas Escrituras e na preservação fiel do texto bíblico, através dos séculos, deve optar por uma tradução realizada na base da equivalência formal, e de acordo com o Texto Massorético no Velho Testamento, e o Textus Receptus,  no Novo Testamento.

A Bíblia somente, ou uma Bíblia com o acréscimo de palavras humanas?

Exclusivamente o texto bíblico ou outros texto, com adições de palavras e pensamentos humanos...  Por qual deles devemos optar? Até alguns anos atrás, uma das características fundamentais das traduções bíblicas feitas pelos protestantes era que estas não continham notas, nem comentários, o que as diferenciava das traduções realizadas sob os auspícios da Igreja de Roma. Contudo, este panorama mudou muito nas ultimas décadas, a ponto de, em alguns casos, as traduções protestantes trazerem mais notas e comentários que as bíblias católicas. Contudo, esta expressão é mais do que retórica, visto como já faz tempo que as novas traduções da Bíblia estão sendo feitas a partir do tipo ecumênico ou inter-denominacional, o que dá no mesmo. Está cada vez mais difícil conseguir uma Bíblia que contenha apenas o texto bíblico, - os sessenta e seis livros inspirados, que formam as Sagradas Escrituras. As edições que têm aparecido como “Bíblias de Estudo” chegam repletas de notas e comentários, o que não passa de uma desculpa geralmente usada para respaldar as opiniões de homens.

O problema é que as notas e comentários, inclusive certas informações entregues, influenciam a mente humana sobre o acesso direto à palavra de Deus e à dependência da orientação do Espírito Santo, para entender as Sagradas Escrituras.

Não nego que algumas destas notas e comentários sejam corretas e proveitosas, porém jamais deveriam ocupar uma parte do
LIVRO SANTO, a BÍBLIA SAGRADA ou simplesmente a BÍBLIA. É preciso que haja uma clara distinção entre as opiniões de homens (por mais santos e eruditos que eles sejam) e a palavra de Deus, a única e infalível, inerrante e eterna. Que sejam eliminados as notas e comentários dentro do LIVRO. O mal já está feito e o pior é que as livrarias estão cada vez mais saturadas de Bíblias, as quais apresentam em suas páginas peculiares doutrinas denominacionais, com os respectivos erros doutrinários que possam conter os ensinos destrutivos da crítica, que nega a plena inspiração da palavra de Deus, de forma subreptícia. [N.T. - Aqui no Brasil temos a BLH, a Viva, a NVI, a Bíblia Pentecostal e outras versões desse tipo]. 

Desse modo, através das Bíblias que os crentes usam, a palavra de Deus tem sido introduzida nas igrejas bíblicas e fundamentalistas, com erros doutrinários que jamais seriam pregados nos púlpitos, contendo afirmações e sugestões que dão autoridade ao texto que afirmam estar representando. Que contradição maior é a de que dentro de um livro, que é apresentado como sendo a Bíblia Sagrada, possam estar contidas afirmações, sugestões, comentários e/ou notas que negam o seu meridiano e correto sentido, questionando e emendando o que diz o texto sagrado! Indagamos neste espaço: cremos realmente, que a Bíblia é a única e absoluta autoridade do cristão em tudo que ela diz e afirma? Se a resposta é “sim”, devemos optar por uma Bíblia que seja somente a Bíblia Sagrada, sem qualquer acréscimo de notas e comentários de homens, a fim de permitir que a palavra de Deus fale com a autoridade, dependendo exclusivamente da ação do Espírito Santo, para ser perfeitamente compreendida.

Se um cristão crê na plena e verbal inspiração da Escritura Sagrada; na preservação fiel do texto bíblico através dos séculos, e na soberana Autoridade da Palavra de Deus, ele deve optar por uma tradução feita a partir do Texto Massorético, no Velho Testamento, e do Textus Receptus, no Novo Testamento, e que seja uma Bíblia sem notas e comentários.

Existem atualmente muitas traduções em nossa língua, e de muitas delas podemos encontrar várias edições, cada uma com as suas peculiaridades. Existem edições para homens, mulheres, casais, jovens, moças, crianças, etc. [só faltando mesmo uma edição para o papagaio da casa]. Por isso, antes de decidir qual a Bíblia que você vai adquirir e usar, responda as perguntas supra apresentadas. [A tradutora destas páginas optou pela BKJ (King James Bible de 1611), em Inglês, pela Reina-Valera (de 1609), em Espanhol, e pela FIEL (isto é, ACF, a Almeida Corrigida Fiel, edição 2007), em Português].

As traduções mais confiáveis são aquelas que foram preparadas no final do século 19, como a Almeida Revista e Corrigida de 1894, da qual a ACF é digna herdeira, ou no início do século 20, quando a contaminação com o Westcott & Hort ainda era pouca não há representante perfeita no Brasil, somente na ACF de 1995-temos uma Bíblia de Português perfeito, moderno, fluido, livre de arcaísmos, porém conservando 100% da fidelidade e pureza da Almeida 1984 e anteriores. De fato, nas edições mais antigas podemos encontrar palavra ou expressões que nos parecem obsoletas; mesmo assim estas são muito melhores do que as versões modernas, as quais, a pretexto de uma atualização da linguagem, contêm erros doutrinários bem disfarçados. A letra gótica e a monotype corsiva [itálicas] antes usadas, desapareceram, para dar lugar à Times New Roman...

A historicidade e literalidade do próprio texto bíblico é o que deve contar; portanto, voltemos às nossas Bíblias protestantes, as quais trazem simplesmente a palavra de Deus inspirada, com os 66 Livros da Sagrada Escritura, traduzidos conforme os textos originais, inspirados plena e verbalmente por DEUS, sem quaisquer notas e comentários feitos por homens. [Que o Espírito Santo tenha plena liberdade, através do que Ele mesmo inspirou, para nos fazer crescer na graça e no conhecimento de Cristo, dando-nos a certeza de que existe um só Deus verdadeiro e que Jesus Cristo foi enviado pelo Pai, como o único Mediador e Salvador da humanidade, através do Seu sangue derramado na cruz do Calvário].



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