"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

* Posso Ser Fiel a Deus e Popular na Escola? John Piper


Um jovem ouvinte do podcast, chamado John, escreve para perguntar: "Olá Pastor John! Estou no ensino médio. Na escola eu quero que gostem de mim – até mesmo que me vejam como descolado – mas eu também tenho medo de o ‘querer ser popular’ me levar para o pecado. Como posso viver de forma piedosa e ser popular?"
Estou feliz por ele se sentir assim, porque isso é certo. Eu acho que ser impulsionado pela popularidade é mortal. O problema de querer ser legal em nossa cultura é que o descolado é quase sempre definido pelo tolo. Então, é quase sempre: Descolado = Abobado.
Se você quer saber o que é um tolo, leia o livro de Provérbios na Bíblia. Na verdade, eu acho que todo adolescente, especialmente meninos, deve ler Provérbios repetidamente, por causa de quão claramente os Provérbios expõem a estupidez de muito que é considerado legal. Eles fazem o cara legal que está com uma garota diferente a cada fim de semana parecer um boi indo para o matadouro, que aliás realmente está (Provérbios 7:22).
Não é legal. Isso parece legal. Todo mundo acha que é legal. A TV vai dizer-lhe que é legal. Filmes vão dizer que é legal. Seus amigos vão dizer que é legal. E claramente não é legal considerá-lo como não legal. Deus diz que ele é um boi indo para o matadouro, onde sua garganta vai ser cortada – e isso não vai parecer legal no final. Você pode ser sábio. Deus é muito sábio. E você deve confiar no que Deus diz sobre o que é legal.
Agora, que tal deixar Jesus definir o que é legal? Quero dizer, realmente, muito legal – eternamente legal, visto como legal pelos mais inteligentes, mais fortes, mais sábios do mundo. Eis o que seria um exemplo: "Jesus, chamando-os a si, disse-lhes: Sabeis que os que julgam ser príncipes dos gentios, deles se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre eles; mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande” – agora, substitua o que quer que seja popular entre vocês, porque eu acho que grande é tão bom ou dez vezes melhor que “popular” – “será vosso serviçal; e qualquer que dentre vós quiser ser o primeiro" – e/ou descolado – "será servo de todosPorque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos." (Marcos 10: 42-45).
Assim, a essência do descolado – popular diante de Deus, popular diante das pessoas mais sábias e inteligentes do mundo – a essência do descolado é ser tão equilibrado e tão satisfeito e tão em paz e tão saciado e tão maduro e tão confiante e tão alegre e tão corajoso em Cristo que você está liberto, você está livre da insanidade do tolo que pensa que ser legal vem da roupa que se veste. Quero dizer, isso é loucura. Ou o seu cabelo. Vamos lá. Ou a que filmes você assiste ou jogos eletrônicos que você joga ou o telefone que você tem. Isso é insanidade.
Você é um ser humano criado à imagem do Deus Todo-Poderoso, destinado a viver para sempre e sempre e sempre no inferno ou no céu. Nada poderia ser mais estúpido do que pensar que o seu significado, seu valor, sua grandeza, sua popularidade está no que as pessoas pensam sobre sua aparência externa em vez de o que eles pensam sobre sua realidade interior que vai viver para sempre e sempre e sempre. Então, seja um daqueles adolescentes que acorda da loucura da mentalidade de gado sendo conduzido, a qual todo o rebanho está indo direto para o desfiladeiro, porque algum touro legal ou alguma novilha bonita está lá, liderando o caminho em direção à queda do precipício.
Aqui está o problema como eu costumo ver: A maioria dos adolescentes em geral – oh, eu espero que você seja uma exceção a isso. Espero que todos os que estão ouvindo sejam uma exceção a isso. Mas a maioria dos adolescentes em geral não está fazendo nada de real significado. Eles estão jogando esportes. Eles estão indo para festas. Eles estão assistindo a filmes. Eles estão jogando videogames. Eles estão limpando o quarto. Eles estão saindo. Eles estão pensando em seus computadores. Eles estão fazendo um pouco do dever de casa. E uma vez que ninguém está fazendo qualquer coisa de real significado, descolado tem que ser definido em coisas tolas, superficiais, estúpidas como roupas que se vestem ou espertezas ou formas de andar. Grande porcaria. Mas e se os jovens cristãos começassem a fazer coisas que são realmente significativas com suas vidas – começassem a ser como Jesus, servindo outras pessoas ao invés de pensar que a popularidade está em como você se veste, fazendo a diferença no mundo?
Deixe-me dar-lhe um exemplo louco apenas para ajudá-lo a sentir o que eu sinto quando falo de serviço real, real significado, real fama neste mundo. O ano é 1945. Segunda Guerra Mundial está destruindo tudo. Milhares de adolescentes queriam lutar, e eles eram muito jovens. Jack Lucas rapidamente conseguiu entrar para a Marinha aos 14 anos em 1942, enganando os recrutas porque ele era simplesmente muito alto. E ele pegou mais tarde um transporte saindo de Honolulu indo para Iwo Jima, e sobreviveu no barco porque simpáticos fuzileiros lhe deram de comer.
Agora, ele tem 17 anos. Ele fez tudo isso há três anos. Tem 17 anos, infiltrado no barco, e no dia D quando eles desembarcaram – e você tem que lembrar que 6.800 soldados americanos estão enterrados nesta pequena ilha de Iwo Jima, e muitos deles, talvez a maioria, eram adolescentes: 18 ou 19 anos de idade – ele chegou sem armas, porque nem sequer sabiam que ele estava no barco. Ele pegou uma que estava jogada na praia e começou a avançar em combate.
É o dia D com um a mais. Jack e três companheiros estão rastejando através da trincheira quando oito japoneses surgiram na frente deles. Jack atirou na cabeça de um. Seu rifle travou. Enquanto ele está lutando, uma granada cai aos seus pés. Ele grita avisando aos outros, força a granada por debaixo de si, e imediatamente outra aparece. Jack, 17 anos, cai em ambas as granadas. "Você vai morrer", lembrou-se de pensar.
Então, a bordo do navio depois, o navio samaritano, os médicos mal podiam acreditar. "Talvez ele fosse jovem demais, durão demais para morrer", disse um deles. Ele sofreu 21 operações de reconstrução e tornou-se o mais jovem da nação a receber uma medalha de honra – o único calouro do ensino médio a recebê-la. Agora, quando eu li isso, minha coluna vertebral formigou. Eu tenho 70 anos, e minha espinha treme. Eu não quero desperdiçar minha vida em popularidade – 10.000 vezes mais descolado do que ter o cabelo torcido apenas para que ninguém pense que você é tão ultrapassado. A essência bíblica do descolado é tão satisfeita e amadurecida em Cristo, que você é liberto da insanidade da tolice.
Então, meu desafio simples para John, e outros milhares como ele, é: Não tente ser descolado. E não tente ser impopular – que também não é a meta. Nenhuma delas é. Tente ser livre da mentalidade do rebanho, e seja um servo radical. Concentre-se não no que você não vai fazer ou não vai ser, mas concentre-se no que você vai ser – as coisas que você vai fazer para o bem dos outros. Aquele que quer ser grande, descolado, disse Jesus, deve ser o servo de todos, como Jesus que morreu pelos outros para que pudessem viver. O que seria isso em sua escola, igreja, bairro? Isso transformaria todo o seu foco na comunidade. Como posso servir alguém hoje? E não “como posso fazer alguém gostar de mim hoje?”. Que louca, radical e maravilhosa revolução! E eu apenas digo: John, lidere o caminho do seu rebanho.

Autor: John Piper
Tradução: Moacir Campos







quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

* Atos 29 Brasil / Apresentação & Resumos


NÓS SOMOS uma rede global e diversificada de igrejas que plantam igrejas caracterizada por:
• Clareza teológica 
• Engajamento cultural 
• Inovação missional
NÓS CREMOS nos fundamentos da tradição confessional evangélica histórica. Mesmo crendo ser vital que os presbíteros de cada uma de nossas igrejas determinem onde suas igrejas estarão em doutrinas secundárias, deixamos claras nossas convicções teológicas sobre cinco distintivos:
• Centralidade do Evangelho no todo da vida.
• Soberania de Deus na salvação dos pecadores.
• A obra do Espírito Santo para a vida e ministério.
• Igualdade entre homens e mulheres e o princípio do homem como líder. 
• A igreja local como principal estratégia de missão que Deus utiliza.
Adicionalmente, subscrevemos a declaração de fé do Pacto de Lausanne.
VALORIZAMOS o fato de ser uma rede conhecida por:
• Plantar igrejas que plantam novas igrejas.
• Buscar santidade e humildade.
• Ser uma comunidade radicalmente diversa e global.
• Orar pela salvação dos pecadores através do evangelismo.

   






segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

* Francis Schaeffer / Um Manifesto Cristão


"Os primeiros cristãos morreram porque não obedeceram ao Estado em uma questão civil. As pessoas frequentemente dizem que a igreja primitiva não mostrou qualquer desobediência civil. Elas não conhecem história da igreja. Por que os cristãos foram jogados aos leões durante o Império Romano? Do ponto de vista cristão, foi por um motivo religioso, mas do ponto de vista do Estado romano, eles estavam praticando desobediência civil, eles eram rebeldes civis. [...] Os cristãos disseram que não adorariam a César, a ninguém ou nada, a não ser o Deus vivo. Portanto, para o Império Romano, eles eram rebeldes, e isso era desobediência civil. [...] O ponto fundamental é, que, a certa altura, existe não somente o direito, mas o dever de desobedecer ao Estado." 

Francis Schaeffer, Um manifesto cristão. In: A igreja no século 21. 2010. 


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

* Bibliofilia o que é?


Quem aqui é Bibliófilo e Pratica Bibliofilia? 

Bibliofilia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Der Bücherwurm ("O livro sem fim"), óleo de Carl Spitzweg (1850).
Por bibliofilia (gregobiblion - livro e philia - amor) entende-se a arte de colecionar livros tendo em vista circunstâncias especiais ligadas à publicação deles, segundo o verbete de Aurélio Buarque de Holanda. No entanto, são essas duas palavras "circunstâncias especiais" que mais despertam dúvida e mais lugar oferecem à divagação. Popularmente, denominamos de bibliófilo aquele que costumar ler com muita frequência. João José Alves Dias define um bibliófilo simplesmente como aquele que ama os livros.
Vale ressaltar não confundir bibliofilia com a bibliomania, que consiste no simples ato de comprar livros, não necessariamente lendo-os. Assim, o bibliófilo o pode ser sem mesmo possuir nenhum livro assim como o bibliomaníaco pode sê-lo sem ler algum.

Interesse por raridades

De maneira geral, considera-se que os dois critérios fundamentais para julgar a importância de uma obra seriam: sua raridade e a importância do referido escrito na tradição cultural à qual ele se insere.

Ilustração de Theodor Kittelsen para o conto The Smith and the Baker de Johan Herman Wessel.
É nesse sentido que se multiplicam a cada dia livrarias de "obras raras" ou "livros raros". Mas o que é raro? De início, aquilo que é considerado raro pela maior parte dos bibliófilos é a primeira edição. A primeira edição possui uma aura mágica, que se liga, fundamentalmente ao fato de que foi e é a primeira aparição pública de uma obra para o público leitor. Por exemplo, o indivíduo que percorra as mãos pelas páginas de uma primeira edição de Machado de Assis, como Dom Casmurro, por exemplo, saberá que foi daquela forma, com aquele tipo, aqueles eventuais erros de correção, aquela encadernação e aquele papel, que o "bruxo do Cosme Velho" fez conhecer ao mundo essa obra maravilhosa que é até hoje um clássico brasileiro. O segundo tópico, a importância histórica, liga-se à vida da obra em si.
Uma primeira edição de Racine e Molière valem muito, tanto em termos financeiros quanto históricos, ao passo que uma primeira edição de Amadeu Amaral vale pouco. Racine e Molière fundaram o teatro clássico francês, e foram escritores brilhantes, Amadeu Amaral foi um poeta de razoável importância no Brasil do século XIX e XX, mas nada que se compare para o Brasil, com o que os dois foram para a França. Primeiras edições fazem-se todo o dia, de autores que pouco sobrevivem, o fato de ser a primeira edição por si só não nos diz nada.

José Mindlin

Sobre chegar ao ponto de desejar colecionar primeiras edições, o bibliófilo brasileiro José Mindlin dizia: "Quando se chega a esse estágio, aquele que pensava em ser na vida apenas um leitor metódico está irremediavelmente perdido".
Mindlin ainda escreveu um livro, Uma vida entre livros, onde conta sua paixão sobre os livros. Foi dono da maior biblioteca particular do país, que calcula cerca de 45 mil obras, das quais muitas são raras. Antes de falecer, em março de 2010, Mindlin doou parte do seu acervo para a Universidade de São Paulo. A coleção conta com 25 mil volumes, tem o Brasil como tema e recebeu o nome de "Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin".
Segundo ele, a maior qualidade de um bibliófilo é a paciência.

* John Wesley / Biografia & Mensagens


A vida de um homem que com sua paixão por Deus mexeu com a vida espiritual dos ingleses e com a estrutura social de seu país.

John Wesley nasceu em 1703 e sua infância foi fortemente influenciada por sua mãe, uma mulher rígida e piedosa. Seu pai era um homem difícil de se agradar. Sua mãe acreditava que os desejos das crianças deviam ser subjugados e que eles deveriam ser disciplinados quando não se comportassem. John era o décimo quarto filho. Ele teria morrido em um incêndio em Epworth Rectory se não tivesse sido arrancado das chamas por um vizinho. 

Na época tinha sete anos e depois disso sua mãe o lembrou várias vezes que ele era “um tição colhido do fogo”. Mais tarde ele teve a certeza de que tinha sido poupado por um propósito, servir a Deus.
Samuel, o pai de John, era um erudito, que por muitos anos trabalhou em uma obra monumental sobre o livro de Jó. Um pregador severo, para não dizer implacável, uma vez exigiu que uma adúltera andasse nas ruas em sua vergonha. Ele também forçou o casamento de uma de suas filhas depois que ela tentou fugir com um homem que não era o escolhido de seu pai. Com seu pai e sua mãe, John Wesley desenvolveu excelentes hábitos de estudo e também se acostumou com o sofrimento físico.

John Wesley foi para Charterhouse School em 1714, para Christ Church College, em 1720, e em 1726 foi eleito membro na Lincoln College em Oxford. Depois de ser pastor auxiliar em Wroote, Lincolnshire, de 1727 a 1729, ele voltou à Oxford não apenas para continuar seus estudos, mas também para começar a viver uma vida mais devota e santa. Muitos outros jovens brilhantes tinham um curriculum como o de Wesley, mas poucos tinham a sua dedicação. Ele dominava pelo menos sete idiomas e desenvolveu uma visão verdadeiramente abrangente em todas as áreas da investigação. Quando ele voltou de Wroote para Oxford, ele assumiu a liderança de um grupo chamado Holy Club (Clube Santo), iniciado por seu irmão Charles. Lá era onde eles reforçavam a fé através do estudo das Escrituras e buscavam a santidade na vida de cada membro.

O Clube Santo fazia muito mais do que refletir e orar. Eles iam às prisões levar a palavra de salvação aos prisioneiros. Embora eles fossem ridicularizados por seus companheiros de Oxford, de seu grupo de uma classe social mais baixa saíram homens que se tornaram importantes para aquele tempo, particularmente os irmãos Wesley, além de George Whitefield. O modo de vida de John Wesley exigia jejuns periódicos, encontros regulares para estudo e auto-avaliação pessoal. Somente muito tempo depois foi que ele percebeu que seu grupo seguia mais a letra do que o espírito do cristianismo.

Em 1735 grandes mudanças atingiram John e Charles Wesley. O seu pai morreu e ambos foram para a colônia da Georgia, nos Estados Unidos, com a bênção e encorajamento de sua mãe. Lá foi uma prova para John, que entendeu que realmente não gostava muito dos índios e sua rigidez não era muito apreciada pelas pessoas da Georgia. Mas importante que isto, foi o contato de John na sua viagem com um pequeno grupo de morávios. Estes homens e mulheres destemidamente cantavam hinos durante terríveis tempestades no mar, ao mesmo tempo em que o próprio Charles se desesperava. Isso o fez querer conhecer mais sobre a fé que eles demonstravam ter. Em 1737 ele retornou à Inglaterra.

Devemos apreciar a humildade de John Wesley, pois ele podia ser crítico o bastante consigo mesmo para parar suas atividades religiosas naquele momento e pensar que era um ministro experiente demais para examinar sua falta de fé. Peter Boehler, um morávio, deu-lhe a chave – pregar a fé até que ele a tivesse, e então ele pregava a fé. John Wesley lutou com sua falta de fé até 24 de maio, uma quarta-feira, em 1738, no famoso encontro de Aldersgate, foi quando ele teve uma conversão, uma profunda e inconfundível experiência de fé. Seu “coração foi estranhamente aquecido”. Então seu verdadeiro trabalho começou.
Como tinha uma mente brilhante e aberta, John Wesley ainda conseguia retirar os melhores recursos das melhores mentes do seu tempo. William Law, por exemplo, foi seu professor, amigo e mentor por vários anos; mas Wesley achou que um ingrediente importante estava faltando no programa de Law para uma vida devota. Os discípulos de Platão conseguiram comunicar a Wesley uma estrutura intelectual que era mais espiritual do que material, mas os hábitos mentais de Wesley estavam moldados mais pelo modelo de análise de Newton do que pelo platonismo. Os morávios eram o mais perto de uma síntese de todos os elementos que ele desejava e pôde encontrar. Ele até mesmo visitou Herrnhut para saber como sua comunidade trabalhava. Mas algo estava faltando lá, como em todo lugar, e em 1740, ele e seus seguidores romperam com os morávios, mas não antes que ele tivesse aprendido a pregar sermões ao ar livre, o que veio a ser mais tarde uma parte essencial de seu ministério.
John Wesley tinha 37 anos de idade quando começou a viajar e pregar. Ele freqüentemente exagerava o número daqueles que vinham ouvi-lo. Muitas vezes, as mesmas pessoas que precisaram de sua ajuda eram as mesmas que mais o perseguiam. Ele pregava em púlpitos até que eles fossem fechados para ele, e ele então pregava nos campos abertos. Ele pregava três vezes por dia, começando às 5 da manhã, uma vez que os trabalhadores poderiam parar para ouvi-lo enquanto andavam para o trabalho.

Algumas vezes ele andava 60 milhas (mais de 90 quilômetros) por dia a cavalo. As condições do tempo não importavam; ele fazia seu programa e o cumpria, não importavam as dificuldades. Ele fugia de uma multidão zangada pulando num lago gelado, nadava para fora dele e continuava a pregar novamente. E tinha uma certa habilidade de trazer as pessoas hostis para o seu lado.
Em 1741 foi para Gales do Sul, para o norte da Inglaterra em 1742, Irlanda em 1747, e Escócia em 1751. No total, foi à Irlanda quarenta e duas vezes e à Escócia vinte e duas vezes. Ele retornou à algumas cidades várias vezes. Houve ocasiões em que ele retornava anos depois de sua última visita e registrava que a pequena sociedade que ele ajudara ainda estava intacta e fiel. Ele examinava cada membro de cada sociedade pessoalmente para buscar crescimento espiritual e de fé. As sociedades então formadas proviam a organização local para seu movimento.
O que Wesley pregava? Santidade, honestidade, salvação, boas relações familiares, vários outros temas, mas acima de tudo a fé em Cristo. Ele não pedia aos seus ouvintes para deixarem suas igrejas, mas para continuarem indo nelas. Ele lhes deu o refrigério espiritual que eles não achavam. Quando suas décadas de provação produziram décadas de triunfo, as multidões aumentaram. Ricos e pobres vinham para ouvi-lo falar. Ele desenvolveu redes de assistentes leigos. Suas exortações para viver perfeitamente em amor hoje parecem duras, mas considere os efeitos em suas congregações. Os xingamentos nas fábricas pararam, os homens e as mulheres começaram a se preocupar com vestimentas limpas e simples, extravagâncias como chá caro e vícios como o gim foram deixados por seus seguidores, vizinhos deram um ao outro ajuda mútua através das sociedades.
Wesley ensinou tanto pelo exemplo como pelos seus sermões. Ele publicou muitos de seus textos para serem usados em devocionais e direcionou o lucro para projetos, como um local de ajuda para os pobres. Sua vida pessoal estava além de reprovação. Ele traduziu hinos, interpretou as Escrituras, escreveu centenas de cartas, discipulou centenas de homens e mulheres e manteve em seus diários um registro da energia investida, que dificilmente tem um rival na história ocidental. Sua maneira de falar na linguagem do homem comum teve um impacto imensurável no surgimento do inglês moderno, assim como os hinos de Charles Wesley tiveram um grande impacto na música com suas muitas canções sem mencionar a poesia da subseqüente era Romântica.
Mas o impacto dos Wesleys nas classes mais baixas foi além de afetar seus hábitos de vida e modo de falar. John Wesley proveu uma estrutura religiosa que era local e pessoal, bem como fortemente moral. Sua teologia não tirava a liberdade e o direito de ninguém, pois qualquer um podia achar a graça de Deus para resistir ao diabo e ser salvo, se tão somente buscasse e recebesse. As sociedades que ele formou preservaram em seus estudos o foco na fé – uma fé que também levou a uma maneira de lidar com a realidade da vida das classes mais pobres. A religião não era só para os ricos, mas Wesley também não estava pregando uma revolta contra o anglicanismo.

O anglicanismo de John Wesley era muito forte, embora os púlpitos anglicanos tornassem-se totalmente fechados para ele. Só quando tinha oitenta e um anos ele permitiu uma pequena divisão entre seus seguidores e a igreja nacional. Tendo já enviado muitos homens à América, em 1784 ele ordenou mais pessoas para este esforço missionário e, porque “ordenação é separação”, efetivamente começou uma nova igreja. O conservadorismo dele era tanto político como religioso. Ele publicou uma carta aberta às colônias americanas, aconselhando-as a permanecerem leais à Grã-Bretanha, logo antes da Revolução Americana. Ele não tolerava nenhuma conversa sobre agitação civil na Inglaterra.
Muito se tem discutido acerca de que outras forças estavam trabalhando na Inglaterra além de Wesley e uns outros poucos pregadores. Por exemplo, a Revolução Industrial que estava vindo progrediu mais rápido na Inglaterra do que em qualquer outro lugar, dando aos homens novos tipos de trabalho; a justiça do Sistema de Paz e o sistema de governo com um Primeiro-Ministro eram únicos na sua forma e deram muito mais poder do que era possível em qualquer outro lugar à classe média local e os grandes problemas que poderiam de outra forma causar revolução, simplesmente não estavam presentes na Inglaterra depois de 1750. Ainda assim sem Wesley e seus seguidores como poderia o ateísmo, tal como existia entre os camponeses franceses, ser evitado e como poderia uma classe inferior oprimida e dominada pelos vícios, ter esperança?
John Wesley morreu em 2 de março de 1791, cerca de três anos depois que seu irmão Charles morreu. Até seus últimos anos, ele colocou a mesma frase de abertura em seu diário, como fazia a cada ano no seu aniversário, agradecendo a Deus por sua longa vida e sua contínua boa saúde, afirmando que sermões pregados de manhã logo cedo e muita atividade ao ar livre o mantiveram em forma para a obra de Deus. Desde o momento em que ele tornou-se livre de influências, exceto a de Deus, ele teve cinqüenta anos de serviço constante e fez um bem imensurável à Inglaterra através da perseverança, resistência e fé. Seu legado não se limitou ao seu século ou país, mas sobrevive até hoje na fé de milhões em várias igrejas ao redor do mundo.
A seguinte frase foi escrita em seu diário em 28 de junho de 1774:

Sendo hoje meu aniversário, o primeiro dia do septuagésimo segundo ano, eu estava pensando como posso ter a mesma força que tinha trinta anos atrás? Que a minha visão esteja consideravelmente melhor agora e meus nervos mais firmes do que eram antes? Que eu não tenha nenhuma enfermidade da velhice, e não tenha mais aquelas que tive na juventude? A grande causa é, o bom prazer de Deus, que faz o que lhe agrada. Os meios principais são: meu constante levantar às quatro da madrugada, por cerca de cinqüenta anos; o fato de geralmente pregar às cinco da manhã, um dos exercícios mais saudáveis do mundo; o fato de que nunca viajo menos, por mar ou terra, do que 4500 milhas (mais de 6.750 km) por ano. 
fotos: Brother Bíblia Arte / Internet 






quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

* Herman Bavinck (1854-1921) / Biografia & Obras


Bavinck foi, juntamente com Abraham Kuyper, um dos principais teólogos do reavivamento do neo-calvinismo iniciado há um século atrás na Igreja Reformada Holandesa e ainda representado na América do Norte pela Igreja Reformada Cristã. Treinado na Universidade de Leiden e no Seminário Teológico em Kampen, Bavinck serviu uma igreja em Franeker (1881–82) antes de se tornar professor de teologia sistemática, primeiro em Kampen (1882–1902) e então na Universidade Livre de Amsterdam (1902–20). Sua obra principal foi Gereformeerde Dogmatiek (Dogmáticas Reformada), em quatro volumes, primeiro publicados entre 1895 e 1901, e do qual somente o segundo volume foi traduzido para o inglês como The Doctrine of God (A Doutrina de Deus).

Em piedade e estilo de vida, Bavinck sempre permaneceu perto de suas origens separatistas, mas em sua obra acadêmica ele mostrou uma abertura e sensibilidade notável aos desenvolvimentos do século dezenove. Assim, ele escreveu muitos ensaios importantes sobre educação, ética (família, mulheres, guerra, etc.), e até mesmo sobre a nova disciplina da psicologia. Sua preocupação principal, contudo, era aplicar todos os recursos acadêmicos de sua própria era para uma renovação da tradição dogmática representada pela teologia escolástica reformada do século dezessete. 

Bavinck considerava a teologia como sendo o estudo sistemático do conhecimento de Deus, como Cristo revelou a respeito de Si mesmo e da criação em Sua Palavra, uma revelação feita para a igreja, como encapsulada em suas confissões credais e recebida em fé pelo teólogo individual. A orientação filosófica de Bavinck, como revelada em sua prolegômena, era mais realista, em contraste com a inclinação de Kuyper para o idealismo alemão, e incluía uma apreciação genuína do reavivamento neo-tomista contemporâneo entre os católicos. Ele algumas vezes falava de certas “idéias” encontradas em Deus e evidentes também na criação, na imagem e semelhança de Deus no homem, e até mesmo na predestinação. 

Todavia, ele sempre insistiu sobre a primazia da Escritura. Quase no fim de sua vida ele encorajou jovens estudantes a enumerar, à partir de uma perspectiva conservadora, os problemas difíceis levantados pelos recentes estudos bíblicos. Durante toda a sua vida ele também insistiu sobre a primazia do dom da graça de Deus na justificação do homem, rejeitando a fé em particular ou qualquer outro ato humano como precedendo ou invocando a graça de Deus. 

Bavinck influenciou profundamente muitos teólogos reformados alemães e americanos, embora a maioria das obras deles — por exemplo, a Teologia Sistemática de Louis Berkhof — mostram muito menos de sua ampla compreensão da história da teologia e de sua notável capacidade filosófica.

Herman Bavinck – O Teólogo da Palavra.


No ano em que se comemoram os 400 anos do nascimento de João Calvino e influencia de sua teologia na igreja atual, não poderíamos nos esquecer do aprendizado no Seminário Teológico sobre a vida e a obra de um dos maiores pensadores reformados que o mundo conheceu, Herman Bavinck , nascido na Holanda em 1854, sendo contemporâneo do também teólogo e Primeiro Ministro holandês, Abraão Kuyper. Sua tese de doutorado em teologia pela universidade de Leiden em 1880, foi sobre o conceito de estado segundo a teologia de Zwuingli. Bavinck alem de ensinar no Seminário Teológico de Kampen e na Universidade Livre de Amsterdam, se tornou conhecido internacionalmente através da publicação de 4 volumes da Reforma Dogmática, onde influenciou os grandes teólogos Luis Berkhof e Cornelios Van Til.

Antes de Bavinck formular sua teologia reformada, ele serviu como pastor da igreja cristã reformada em Francker durante um ano e meio, onde com sermões ortodoxos descobriu o poder transformador do evangelho na vida das pessoas. Em 1900, tornou-se editor do jornal “ De Bazuin”, onde com artigos bem estruturados fazia a defesa do cristianismo, sem medo de controvérsias. Ele disse sobre seu trabalho jornalístico, que quem deseja descanso e paz, não deve envolver-se na tensa e movimentada vida da imprensa.

Bavick foi um estudando brilhante, mais um homem humilde com sentimentos profundos de um coração adorador. Ele teve um impressionante conhecimento das modernas tendências filosóficas e religiosas do século 19, tornando-se um dos poucos teólogos reformados, cuja as obras ainda são debatidas e estudadas em pleno século 21. Porem, uma característica importante em sua vida, foi seu profundo amor ao Senhor, sua Palavra e sua Igreja. Estudantes da teologia de Bavinck, percebem que ele tinha grande aflição sobre as divisões e constantes lutas no seio da Igreja Cristã holandesa. Ele disse que um cristão que se isola dentro do circulo da sua própria congregação, não consegue compreender e nunca experimentou o poder de Deus em sua vida e a grandiosidade do Reino de Deus. Um cristão não poder ser restrito de coração e mente com respeito a igreja do Senhor. Bavinck advertiu contra os movimentos separatistas e sectários que afligem a Igreja. Ele não hesitou em iniciar um dialogo para mostrar aos opositores da fé cristã a verdade do evangelho com amor e sempre respeitoso, sendo eleito em 26 de abril de 1906, membro da Academia Real de Ciências, em reconhecimento de sua grande erudição teológica. Já em 1911, foi eleito senador, sendo reconhecido como um dos grandes apologistas cristão na sociedade holandesa.

A Influência de Bavinck.
A Influência de Bavinck foi alem das fronteiras da Holanda, chegando aos Estados Unidos com a publicação em inglês do resumo de sua Dogmática , Nossa fé Razoável, o que reflete seu caminho com o Senhor. Tendo sido amplamente utilizado em escolas evangélicas americanas. Em 1908, Bavinck fez sua segunda viajem para America, tendo realizado palestra no Seminário e Princeton, sobre a “ Filosofia do Apocalipse” , a convite de B.B.Warfield , o ultimo dos grandes teólogos de Princeton. Quem sofreu grande influencia com a teologia de Bavinck, tornando-se seu discípulo, foi o professor de teologia sistemática e presidente do Seminário Teológico Calvin , o Dr.Luis Berkhof, que popularizou o material extraído de Bavinck, para ser utilizado em seminários e escolas reformadas em todo mundo, e com publicações traduzido para o chinês, japonês, coreano, espanhol e português.

Teólogo Inspirado

Bavinck foi um grande estudioso das Escrituras Sagradas, ou como seus discípulos o chamavam : “ Ministro do Verbo Divino”, como um agente da poderosa e inspirada Palavra de Deus. Ele tinha plena consciência de que a Bíblia confronta o homem moderno com muitas perguntas e duvidas existências. Ele disse, que muitas vezes cristãos pensam que a Bíblia tinha caído do céu, lembrando que a fé na inspiração divina da Escritura, não nega o papel do ser humano em sua formação, com as diferenças de estilo entre os autores, com seus dons naturais e experiências de vida. A Escritura é um livro inspirado por Deus, para toda humanidade, em todas as suas classes sociais, para todas as gerações e nações, com uma linguagem simples, sem nunca envelhecer, permanecendo sempre jovem e fresca como a linguagem da vida eterna, declarou.

Sempre humilde, Bavinck foi um teólogo da Palavra. Em 1899, ele declarou em um discurso que um doutor em teologia, assim como os demais pastores e ovelhas, são servos da Igreja de Cristo. Seu trabalho consiste em pesquisar as Escrituras, defendendo a sua verdade , e formando homens que aspiram a tornar-se pastores e trabalhando para o aperfeiçoamento dos santos no corpo de Cristo. Bavinck, embora fosse conhecedor das tendências modernistas de seu tempo, não sucumbiu a tentação, abraçando calorosamente a posição histórica: A Sagrada Escritura é a fonte da Teologia. O Senhor falou! Este é o ponto de partida de todas as teologias.! Ele resistiu ferozmente a secularização da teologia. Para Bavinck, a teologia era a rainha das ciências, tendo nascido na fé da igreja de Cristo e no conhecimento de Deus como seu conteúdo. O temos do Senhor é o seu elemento fundamental. “Teologia é falar de Deus, por Deus e para Deus”. O estudo da teologia é um sagrado trabalho, um serviço pastoral na casa do Senhor uma consagração do coração e da mente, para a Gloria de Deus, teria declarado.

Pregador da Palavra

Bavinck confessou que o sermão era a parte mais importante do culto. A pregação da Palavra de Deus é a marca determinante da igreja. O pastor verdadeiro tem o dever de pregar a Palavra de Deus. Quando o púlpito quer reconquistar o seu poder, o pregador deve ser um estudante da Palavra, pesquisá-la em todas as suas riquezas e com profundidade na sua unidade e diversidade. Bavinck, tinha pouca paciência com pastores que não estudavam a Palavra e com sermões medíocres e vazios, sem autoridade do Espírito Santo, querendo levar os pecadores aos pés de Cristo. Para ele o pastor deve ser um caçador de tesouros. O pastor que se atreve a vir com um sermão sem uma preparação adequada e diligente, não tremeu perante a majestade da Palavra de Deus. Para Bavink as congregações não poderiam aceitar de seus pastoires, sermonete, historias da carochinha e anedotas, mais somente a genuína Palavra Bíblica. Baruch Há Shem!

Por: J. Van Engen
Fonte: Monergismo.com 
Pastor Sérgio Cunha Blog 















E SE FOSSE VOCÊ?

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DOUTOR DA IGREJA GREGA - MAIOR PREGADOR DA IGREJA PRIMITIVA - MESTRE DA RETÓRICA, DA HOMILÉTICA!

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Você deseja honrar o corpo de Cristo? Não o ignore quando ele está nu. Não o homenageie no templo vestido com seda quando o negligencia do lado de fora, onde ele está malvestido e passando frio. Ele que disse "Este é o meu corpo" é o mesmo que diz "Tu me vistes faminto e não me destes comida" e «quantas vezes o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes» (Mateus 25:40)... Que importa se a mesa eucarística está lotada de cálices de ouro quando seu irmão está morrendo de fome? Comeces satisfazendo a fome dele e, depois, com o que sobrar, poderás adornar também o altar.

João Crisóstomo, Comentário sobre Mateus

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♛ Uma das características mais recorrentes das homilias de João Crisóstomo (347-407) é sua ênfase no cuidado com os necessitados. Ecoando temas do Evangelho de Mateus, ele exorta os ricos a abandonarem o materialismo para ajudar os pobres, empregando todas as suas habilidades retóricas para envergonhar os ricos e obrigá-los a abandonar o consumismo mais conspícuo:


“Honras de tal forma teus excrementos a ponto de recebê-los em vasilhas de prata quando outro homem criado à imagem de Deus está morrendo de frio?”


— João Crisóstomo